INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de janeiro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Vexame
A oposição aproveitou a polêmica em torno dos depósitos judiciais que foram irregularmente sacados pelo governo estadual para alfinetar o governador Beto Richa (PSDB). Na reunião de planejamento estratégico do PT paranaense, realizada ontem em Curitiba, o deputado federal e vice-presidente da Câmara, André Vargas, afirmou que o tucano "se faz de vítima o tempo todo". "Deveria se chamar Beto Vítima, já que se faz de vítima o tempo todo, não assume suas responsabilidades, não comanda as finanças e a segurança do Estado e, para piorar, se apropria de dinheiro de pequenos credores para cumprir aquilo que é sua obrigação, que é a folha de pagamento. O Paraná nunca passou vexame desses", alfinetou. O foco da reunião era a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann ao governo estadual.
Agenda de Gleisi
Segundo os petistas da cúpula paranaense, na primeira semana de fevereiro, Gleisi deve fazer um primeiro teste de popularidade realizando corpo a corpo com populares no Show Rural, em Cascavel, tradicional evento da região que abre o calendário anual de feiras agrícolas. Participaram da reunião de planejamento estratégico, além de André Vargas, os deputados federais Zeca Dirceu e Ângelo Vanhoni, e os deputados estaduais Enio Verri, presidente da sigla no Paraná, Luciana Rafagnin, Tadeu Veneri, Elton Welter, Péricles de Mello e Toninho Wandscheer.
Discurso da campanha
Além dos grandes eventos do Estado, a chefe da Casa Civil da Presidência da República deve percorrer em fevereiro as cidades participando de plenárias. Na ocasião, Gleisi deve ecoar o discurso de que "as grandes obras do Paraná foram feitas com recursos do governo federal". A gestão do governador Beto Richa (PSDB), que deve tentar a reeleição, também será alvo de crítica por parte dos petistas. "Agora é hora de mobilizar, viajar pelo Estado e mostrar que a falta de gestão e comando do atual governador nos levou a uma situação inédita em que não se consegue nem pagar a folha do Estado", disse André Vargas. "O debate sobre a gestão do Beto Richa não é o mote da campanha, mas um tema que se impõe. Ele começou com o debate de choque de gestão e quebrou o Estado", disse o presidente estadual do PT, Enio Verri.
PMDB na vice?
Também está no radar dos petistas a ampliação do leque de alianças no Paraná. Caso o PMDB não lance um candidato próprio a governador, a vaga de candidato a vice-governador será oferecida. Para o Senado, as negociações são em torno do PDT, que deve indicar o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil (BB), Osmar Dias. Caso a aliança com o PDT não ocorra, a alternativa para o Senado é o nome de Vargas. "Temos a tarefa de ampliar a aliança e tentar reproduzir no Paraná a aliança realizada no âmbito nacional", ressaltou Verri.
Marqueteiro
A reunião da cúpula estadual do PT foi acompanhada pelo publicitário Oliveiros Marques. Ele deve assumir a coordenação de Comunicação e Marketing de Gleisi. Marques acompanha a chefe da Casa Civil da Presidência nos últimos anos e foi responsável pelas campanhas vitoriosas dos prefeitos de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e de São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), Luiz Marinho (PT).
José Borba
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento a um pedido de habeas corpus (HC) feito pelo ex-deputado federal pelo Paraná José Borba, condenado por corrupção passiva no mensalão. Ele questionava o valor da multa imposta. Borba teve a punição de 2 anos e seis meses de prisão e pagamento de 150 dias multa, no valor de 10 salários mínimos cada, convertida em pena restritiva de direitos, somada ao pagamento de 300 salários mínimos. No HC, José Borba sustenta que a condenação inicial contrariou trecho do artigo 49 que define que o dia multa não pode superar 5 salários mínimos. Por isso, pediu a suspensão da execução da pena pecuniária até o julgamento final do HC, readequando a penalidade imposta.
Inadequado
Em sua decisão no exercício da presidência, o ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento ao pedido por inadequação da via eleita, uma vez que o STF entende que não é cabível HC contra ato do próprio tribunal. O ministro sustentou ainda que, mesmo superado esse obstáculo, o HC também não se mostra via adequada a questionar controvérsia relacionada à pena pecuniária, uma vez que o objetivo do HC é proteger a liberdade de locomoção, não podendo ser usado para a proteção de outros direitos.
Canziani comemora
O deputado federal Alex Canziani (PTB) foi um dos políticos que, via Twitter, fez questão de comentar a vitória de Johnny Lehmann (PTB), prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) que escapou ontem da cassação. "Fez-se justiça. Parabéns aos vereadores Sabine, Waldemar, Rodrigo e Alex Santana e ao prefeito", escreveu Canziani.


