INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
30 anos de Diretas Já
O encontro para relembrar os 30 anos do primeiro comício das "Diretas Já", realizado na Boca Maldita, em Curitiba, em 1984, reuniu na noite de anteontem tucanos e peemedebistas mais próximos ao governador Beto Richa (PSDB). Além do chefe do Executivo paranaense, estiveram no diretório estadual do PMDB lideranças como o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), os senadores Sérgio Souza (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB), os deputados federais Osmar Serraglio (PMDB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) e o secretário de Estado do Trabalho Luiz Claudio Romanelli (PMDB), um dos organizadores.
José Richa
Em rápida conversa com a imprensa, Beto negou que a ocasião tenha sido uma oportunidade para estreitar laços visando à reeleição. "O momento não é para isso. Todo mundo sabe que o PMDB representa as nossas raízes, as nossas origens. O meu pai (José Richa) foi fundador nacional do PMDB e sempre tivemos um grande relacionamento, mesmo em momentos em que as circunstâncias da política nos colocaram em lados opostos", afirmou.
Na praia
Beto lembrou ainda que, no dia do comício, então com 17 anos, estava na praia, em férias, mas que subiu do litoral com seu irmão especialmente para assistir aos discursos.
Apoio do PMDB
Apesar de descartar qualquer fim eleitoreiro na reunião, o governador exaltou o apoio que tem recebido do PMDB na AL. "Mostrei (aos deputados peemedebistas) as melhores intenções, de fazer um governo aberto, democrático, realizador, e mereci o apoio deles, garantindo a governabilidade. O entrosamento foi tão bom que hoje já se discute a possibilidade de termos o apoio do PMDB em uma eventual candidatura de reeleição", disse Beto.
Público afinado
Da AL, participaram Stephanes Júnior (PMDB), Teruo Kato (PMDB), Alexandre Curi (PMDB), Jonas Guimarães (PMDB) e Nereu Moura (PMDB). Já Anibelli Neto (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Gilberto Martin (PMDB), Cleiton Kielse (PMDB) e Waldyr Pugliesi (PMDB), nomes que têm rechaçado publicamente a possibilidade de apoio a Beto Richa no pleito de 2014, não compareceram.
#Chatiado
Um dos prováveis adversários do atual governador na corrida ao Palácio Iguaçu, o senador Roberto Requião (PMDB) foi outra ausência sentida. Em sua conta na rede social Twitter, ele fez seguidas críticas ao evento, o qual chamou de "feira das traíras". "Nada os detém. Reúnem esbirros da ditadura para simular comemoração dos 30 anos das diretas no PMDB PR. Os escorpiões seguem sua natureza", postou. E em resposta a um dos seus seguidores, emendou: "É como se um grupo xiita fosse ao muro de lamentação homenagear Ariel Sharon. Sem pé nem cabeça
".
Pessuti
O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), por sua vez, contou que avalia "com a maior naturalidade" a participação de aliados de Beto Richa (PSDB) na manifestação realizada no diretório do PMDB. "Hoje esse tema (alianças) não foi tratado. Mas partido político como o PMDB busca sempre se aliar, conquistar parceiros. Nós estamos trabalhando junto a esses partidos para que eles se somem a nós. E se nossos companheiros decidirem que temos de nos somar a eles, vamos respeitar", indicou Pessuti, que também se coloca como uma possibilidade na corrida ao Executivo.
Alvaro x Osmar?
Alvaro Dias foi outro a ressaltar o caráter "suprapartidário" da manifestação. "A gente sai do PMDB, mas o PMDB não sai da gente", discursou o senador, relembrando momentos em que, já no PSDB, se confundiu na hora de dizer o nome de seu partido. Em relação à campanha, o tucano garantiu que será candidato à reeleição. No entanto, ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer contra seu irmão, Osmar Dias (PDT), se esquivou. "Isso é bobagem, isso não existe. A melhor resposta para a provocação que fazem é o silêncio", afirmou.
Lançado pelos aliados
Embora até hoje não tenha confirmado se irá ou não disputar a cadeira, Osmar Dias é apontado por correligionários e por aliados do PT como "plano A" da coligação. "Só ele que pode dizer. Eu não sei o que ele pensa, o que ele pretende", completou Alvaro.
Mais críticas ao TSE
Agora é o Ministério Público de Contas (MPC) que cobra mudanças na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que exige autorização judicial para investigações de crimes durante as eleições. Em nota de repúdio divulgada ontem, o MPC afirmou que não há como dissociar a resolução "das pretensões da famigerada PEC 37, fortemente rejeitada pela sociedade brasileira".


