Eloquência na rede
Para os políticos, especialmente em ano eleitoral, a regra é marcar presença junto ao eleitorado. E um dos meios preferidos é a internet, nem que seja só para divulgar o slogan. O vereador londrinense Gaúcho Tamarrado (PDT), por exemplo, não perde a hora no seu perfil virtual e publica diariamente o seu "bom dia" e o seu "boa noite". A eloquência se completa com o "segura que o homem é bom", usado durante toda a sua campanha para o Legislativo, em 2012.

Mais cargos na saúde
A Câmara de Vereadores de Londrina deve receber, entre fevereiro e março, projeto de lei para criar vagas para os agentes comunitários de saúde. A promessa foi feita pelo secretário Mohamed El Kadri, de acordo com o vereador Gustavo Richa (PHS), em reunião na tarde de sexta-feira. Para o parlamentar, a proposta vai garantir mais estabilidade para as cerca de 400 pessoas que atuam na função, que é preenchida, atualmente, por meio de processos seletivos e são remunerados por verbas do governo federal.

Cargos com concurso
Atualmente, o município tem cerca de 400 agentes comunitários de saúde, que recebem salários de cerca de R$ 700, mas não têm estabilidade. Caso as vagas sejam criadas, deverão ser preenchidas por meio de concurso público. Gustavo diz que, mesmo sabendo do risco de não serem aprovados num futuro certame, os agentes preferem a criação dos cargos devido às garantias empregatícias. O contrato temporário que têm com a administração municipal termina no meio do ano. O parlamentar diz não saber quantas vagas o secretário planeja criar, mas acredita que deve ser na mesma quantidade de agentes que já existe.

Trabalho agendado
Também começa a tramitar na Câmara de Londrina em fevereiro uma das prioridades do governo Alexandre Kireeff (PSD): duas leis complementares ao Plano Diretor. O Executivo protocolou em 20 de dezembro do ano passado, último dia de expediente antes do recesso legislativo, os projetos de Uso e Ocupação do Solo e de sistema Viário, com a análise das cerca de 250 sugestões de alterações feitas pela população na Semana Técnica realizada em agosto de 2013. Porém, para serem encaminhados às comissões técnicas do Legislativo, precisam dar entrada no expediente, o que só pode ser feito a partir da primeira sessão ordinária, programada para o próximo dia 4.

Retorno
Amanhã o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), retorna oficialmente ao batente depois de duas semanas de férias. Sabe-se porém, que, mesmo neste período, manteve contatos com assessores para manter a casa em ordem. Entre as demandas que o esperam, Kireeff ainda deverá anunciar os novos ocupantes da chefia de Gabinete, por enquanto sem titular, e, principalmente, da Procuradoria-Geral. Desde a saída de Zulmar Fachin, no mesmo dia em que o prefeito iniciava o recesso, o jurídico é comandado interinamente por um servidor de carreira.

Críticas a Barbosa
A filha de José Genoino, Miruna Kayano Genoino, disse que a família do petista preso por envolvimento no mensalão alugou por R$ 4 mil mensais uma casa em Brasília, porque seu "pai está em prisão domiciliar fora de seu domicílio", que é em São Paulo. "Esse aluguel está sendo pago com muito sacrifício", disse em nota enviada à imprensa. Ela também criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, por ter recebido 11 diárias, no valor total de R$ 14.142,60, durante suas férias, para proferir duas palestras na França e na Inglaterra. "Não fui para a Europa com o dinheiro público, como o presidente do STF", escreveu. O Supremo informou que Barbosa interrompeu as férias "para atender a convites que lhe foram formulados há vários meses".

Instituto Lula
O Ministério Público ingressou com ação civil pública contra a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Lula por causa da área cedida à entidade no centro de São Paulo. Através da lei municipal 15.573, de 31 de maio de 2012 (gestão Gilberto Kassab), o Município de São Paulo foi autorizado a ceder ao Instituto Lula, mediante concessão administrativa, independentemente de concorrência, pelo prazo de 99 anos, o uso de áreas situadas na Rua dos Protestantes, Centro, para a instalação de Memorial. Para a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, "o procedimento dos réus de facultar a divulgação de acervo de apenas um ex-presidente (Lula) sem lei municipal de incentivo a acervo presidencial constitui ferimento aos princípios da legalidade, igualdade e da democracia e aos princípios da administração pública".

Instrumento político
"É público e notório que o ex-presidente Lula mantém intensa atividade político-partidária, influenciando governos e políticas governamentais, empenhado na luta de conservação do poder do seu grupo político e partidário, e o patrimônio público e social municipal não pode servir de instrumento para tanto. Que o político lute e digladie na arena política da forma democrática que bem lhe aprouver, mas sem recursos e bens públicos", assinalam os promotores de Justiça Valter Santin e Nelson de Andrade. O Instituto Lula informou que ainda não teve conhecimento da ação, assim não tem como comentar o caso, mas destaca que não se trata de uma doação de terreno, mas de cessão, autorizada na legislatura anterior. A Prefeitura de São Paulo informou que "vai apresentar suas razões" quando for citada.

Equipe da Folha com agências
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