INFORME FOLHA
CP em Rolândia
O prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Johnny Lehmann (PTB), será ouvido amanhã na Comissão Processante (CP) que apura supostas irregularidades na contratação da Associação Beneficente São Rafael, que mantém o hospital da cidade. O prefeito será o último a depôr depois que sete testemunhas foram ouvidas. "A denúncia que chegou até nós não arrolou testemunhas de acusação e isso prejudicou os trabalhos, impediu de avançar mais", reconheceu o presidente da CP, vereador José de Paula (PSD). O documento que deu origem à investigação pontuou suposta aplicação irregular de R$ 28 milhões por meio de convênio com o entidade que presta serviços de saúde, como Samu, Saúde na Família e atendimentos em unidades de saúde.
Não tem nada errado
Johnny Lehmann disse que está tranquilo. "Vamos lá cumprir esse ritual. As pessoas ouvidas pela CP já explicaram tudo, não tem nada errado." Segundo o prefeito, o contrato com o hospital existe há mais de dez anos "e eu apenas venho garantindo que o atendimento à população continue". Ele informou que a prefeitura repassa mensalmente cerca de R$ 400 mil à associação que mantém o hospital e que, a pedido do Ministério Público (MP), estaria planejando um concurso público para contratar mão de obra, com o objetivo de reduzir as atribuições do hospital. "Mas como é o único hospital da cidade, eu não posso abrir mão do atendimento até realizarmos o concurso."
Sem salários?
Funcionários do Samu de Rolândia procuraram a FOLHA para reclamar do atraso no pagamento dos salários e do décimo terceiro. Eles são contratados pelo hospital São Rafael. Johnny Lehmann confirmou que sabe das reclamações, no entanto garantiu que "os repasses ao hospital estão sendo feitos religiosamente em dia, mas cabe a eles a administração desses recursos". Ontem ninguém atendeu o telefone na entidade para comentar o caso.
Pendências
Os tribunais têm até o próximo dia 30 para informar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) os dados finais sobre o cumprimento da Meta 18 de 2013, que estabeleceu prioridade para o julgamento de todos os processos de improbidade administrativa e de crimes contra a administração pública distribuídos até o final de 2011. Somente após o recebimento dos dados, o CNJ fechará o balanço de 2013. De acordo com os dados disponíveis até o momento, os tribunais cumpriram apenas 54,51% da meta, indicando que parte dos processos que deveriam ser julgados em 2013 ficou para este ano.
Números do Paraná
Em outubro do ano passado, o CNJ dava destaque ao desempenho do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Naquele mês, segundo informações do próprio TJ, o cumprimento da Meta 18 teria atingido 81,65%, mesmo com o maior volume de processos a julgar à época da definição do CNJ: 6.442. Não há informações, contudo, sobre como o TJ, em apenas um ano, saiu do topo do ranking em número de processos acumulados para o melhor desempenho em número de julgados. A Meta 18 foi estabelecida em novembro de 2012 no VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ em Aracaju (SE).
Bernardinho do vôlei
O técnico Bernardinho, da seleção masculina de vôlei, negou pela primeira vez que pretenda se candidatar ao governo do Rio. Ele afirmou que não consegue "se enxergar" como postulante ao Palácio Guanabara e disse não ser "a pessoa mais indicada". A declaração, dada à emissora SporTV esta semana, é a primeira desde o início do assédio que vem sofrendo do PSDB. Ele se filiou ao partido em agosto do ano passado e é visto pelo senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à presidência pelo partido, como o palanque ideal no Rio.
Mas...
A negativa, porém, não é definitiva. Bernardinho afirmou na entrevista que "no momento, a resposta é não". Bernardinho apontou como principal razão para rejeitar a candidatura a resistência da família. "No momento a resposta é não. A família em casa tem uma resistência enorme em relação a isso. Tenho filhas pequenas. Há 20 anos que estou trabalhando em seleções como treinador. Já fiz um certo sacrifício do ponto de vista de distância da família, pressão... Pelo amor de Deus, (pressão) completamente diferente de uma candidatura ao governo de um Estado. Isso seria muito maior", disse o técnico.
Família quer ele nas quadras
Aécio tem feito forte pressão para Bernardinho aceitar a candidatura. O senador chegou a ligar para o treinador até mesmo quando ele estava fora do País, comandando a seleção na Copa dos Campeões, em novembro. A dirigentes da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), o treinador disse no fim de 2013 que, naquele momento, não pretendia ser candidato. A mulher de Bernardinho, a ex-jogadora de vôlei Fernanda Venturini, por sua vez, já declarou abertamente sua rejeição. "A família quer ele nas quadras e não na política", disse ela em novembro.





