Sindicância em andamento
A sindicância da Prefeitura de Londrina que apura suspeitas de cobrança de propina para agilizar o trâmite de doação de áreas para empresas dentro do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) já solicitou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) documentos relacionados à apuração do caso. O ato foi uma das primeiras providências da equipe interna de apuração. Apesar de anunciada na sexta-feira da semana retrasada, a sindicância precisou aguardar a publicação em Diário Oficial, na segunda-feira, para então fazer o ato de instalação, na última quarta-feira (já que terça-feira foi feriado), e começar a atuar de fato.

Afastados, mas recebendo
A sindicância também pediu o afastamento de Eduardo Ivan Reale e José Hilário de suas funções, mas sem prejuízo aos vencimentos. Ambos já haviam sido exonerados dos cargos de chefia que exerciam na Codel desde 2006: Gerência de Desenvolvimento Industrial e Coordenadoria de Fiscalização e Análise de Projetos, respectivamente. Com isso, eles retornaram às funções de origem. Reale é agente administrativo e Hilário, fiscal. Foi justamente dessas funções que foram afastados, mas permanecem recebendo seus vencimentos, segundo a presidente da sindicância, Tânia Mara Rodrigues, porque não se pode aplicar sanção até o fim da apuração.

No Gaeco
Do lado do Ministério Público, José Hilário e mais um servidor da Codel devem ser ouvidos no início dessa semana, segundo o delegado Ernandes Cezar Alves, assim que forem notificados. O depoimento deles era aguardado ainda na semana passada, mas não ocorreu. O inquérito aberto para apurar os casos tem prazo de 30 dias, a contar da sexta-feira retrasada (6), para ser concluído, mas pode haver prorrogação, caso seja necessário. O delegado do Gaeco informou que ainda há muita papelada para ser analisada e não é possível saber quantas pessoas serão indiciadas pelos crimes de corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Até o momento, três casos confirmariam a ocorrência das irregularidades dentro da Codel.

Pauta trancada
Em visita a Londrina na sexta-feira, o deputado federal Fernando Francischini, presidente do Solidariedade (SDD) no Paraná, afirmou que seu partido deve trancar a pauta da Câmara Federal durante a votação do orçamento do próximo ano para forçar a presidente Dilma Rousseff (PT) a discutir mudanças no fator previdenciário. O artifício reduz o valor das aposentadorias cada vez que aumenta a expectativa de vida dos brasileiros. Francischini, que também é vice-presidente nacional do SDD e líder da legenda na Câmara, afirma que há outras sugestões como a chamada fórmula Pepe Vargas, ou fórmula 95/85, para acabar com o fator previdenciário. A proposta é que, para ter direito a 100% do benefício a que tem direito, o trabalhador tem que somar 95 ao calcular sua idade e seu tempo de trabalho. Para trabalhadoras, o cálculo chegaria a 85. Francischini afirma que devem ajudar no trancamento o PPS e o DEM.

Em expansão
O deputado federal também contabilizou o tamanho da legenda, criada oficialmente há cerca de dois meses, no Paraná. De acordo com ele, aderiram ao Solidariedade 203 vereadores, 60 suplentes e os prefeitos de Mandirituba, Pontal do Paraná e Doutor Ulisses. Entre os vereadores, seis são presidentes de Câmaras Municipais das 20 maiores cidades do Paraná: Maringá, Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão, São José dos Pinhais e Telêmaco Borba. "Isso traz um peso na composição da eleição do próximo ano", afirma.

Chapa pura
Para o próximo ano, apesar do apoio a Beto Richa (PSDB), no Paraná, e a Aécio Neves (PSDB) no governo federal, o Solidariedade planeja chapa pura nas eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa do Estado. A vereadora de Londrina Sandra Graça já é cotada pelo partido como pré-candidata. Para a Câmara Federal, o SDD deve entrar na chapa com o PSDB para dar apoio a Richa, em caso de reeleição.

Comando do TRE
O desembargador Edson Vidal, vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, foi eleito no começo da semana pelos membros da Corte como o novo presidente do TRE. Ele ficará responsável pela condução do processo eleitoral relativo às eleições de 2014. O desembargador Jucimar Novochadlo também foi eleito para o cargo de vice-presidente e corregedor. A posse está prevista para o dia 3 de fevereiro próximo.

Bens bloqueados
A Justiça da Comarca de Marechal Cândido Rondon (Oeste) determinou a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Edson Wasem e dos outros réus em uma ação civil pública. No total, o valor dos bens bloqueados chega a R$ 4,2 milhões. Além do ex-prefeito, a ação civil pública, por ato de improbidade administrativa, atinge uma empresa de pré-moldados, empresários e corretores de imóveis do município. O Ministério Público (MP) aponta diversas irregularidades em procedimentos licitatórios realizados em 2004 e 2006, que destinaram uma chácara do município a uma empresa de pré-moldados.


Equipe da Folha com agências
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