Em pé de guerra
A aprovação da multa escalonada para maus pagadores do IPTU, ontem, na Câmara de Londrina, deixou em pé de guerra o secretário da Fazenda, Paulo Bento, e o vereador Jamil Janene (PP). Depois do bate-boca em plenário, onde um se considerou desrespeitado pelo outro, Bento foi provocar Janene após a aprovação. Dando tapinhas no ombro do parlamentar, o secretário ironizou: "Obrigado, o senhor ajudou muito na aprovação do projeto. Vou contar ao prefeito (Alexandre Kireeff, PSD) como foi a sua ajuda."

Viu como ameaça
Janene, entretanto, considerou o ato uma ameaça e prometeu levar o caso ao conhecimento do Ministério Público. Segundo seu entendimento, a fala de Bento ensejaria possíveis dificuldades no trâmite dos pedidos do vereador dentro do Executivo.

Mandela
Os vereadores de Londrina interromperam a sessão ordinária ontem para fazer um minuto de silêncio em respeito à morte do líder sul-africano Nelson Mandela. O ato solene foi pedido pelo presidente Rony Alves (PTB), após a leitura de um texto sobre o falecimento e ressaltando a importância da figura pública internacional.

Condenada
A ex-presidente da Associação dos Fissurados de Londrina (Afilon) Veralúcia Turques Pacheco foi condenada pela Justiça a devolver à Prefeitura de Londrina valores repassados e utilizados indevidamente. A decisão foi proferida com base em ação civil pública ajuizada em abril de 2011 pela 4ª Promotoria de Justiça de Londrina. A 1ª Vara de Fazenda Pública determinou a devolução do montante, devido à má utilização de verbas repassadas à entidade para subvenções sociais.

R$ 123 mil
Em caso de não pagamento da quantia em até 15 dias, a promotora de Justiça Sandra Koch requer a aplicação de multa de 10% sobre o valor e a penhora de bens. O município foi intimado como interessado a acompanhar o cumprimento da sentença. O montante atualizado, segundo apurou o setor de auditorias do Ministério Público, é de R$ 123.755,70.

Pré-campanha
O site da Prefeitura de Campo Mourão destacou ontem a participação da ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) nos esforços para a instalação de uma faculdade particular de medicina no município. A página oficial publicou uma foto da prefeita Regina Dubay (PR) ao lado da provável candidata petista ao governo do Estado abaixo do título "Campo Mourão agradece a ministra por curso de medicina".

Madrinha
"Ela reafirmou o compromisso de nos apoiar como puder nas próximas etapas para que Campo Mourão possa ofertar aos jovens do Paraná a oportunidade de cursar medicina e contribuir com a melhoria do atendimento de saúde para a população", disse a prefeita ao site. Além de Campo Mourão, Umuarama e Guarapuava foram outras cidades do Estado pré-selecionadas pelo MEC a receber a autorização para instalar uma escola médica.

PHS de Andirá
Grupos ligados à igreja católica na região do Norte Pioneiro já se articulam para tentar emplacar um nome na Câmara Federal nas eleições do ano que vem. Hoje, às 20 horas, na cidade de Andirá, Diego Garcia será lançado via PHS como um possível nome para uma das vagas de deputado federal.

Palavrões no plenário
Mesmo com a galeria do plenário repleta de estudantes do ensino fundamental que acompanhavam a sessão da Câmara Federal ontem, o deputado Sebastião Bala Rocha (SDD-AP) e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), trocaram insultos nos microfones. "Quando eu fiz uma acusação de fraude do seu Estado vossa excelência agiu de forma desleal... eu vou procurar este discurso e vou reapresentar. Só tenho a dizer uma coisa: graças a minha formação, nunca fui algemado", disse Chinaglia em referência ao fato de Bala Rocha ter sido algemado em 2004, durante a operação Pororoca, da Polícia Federal. Bala Rocha subiu o tom: "Eu fui injustiçado seu p.... Seu fdp". O microfone foi cortado e ele começou a gritar insultos ao líder do governo. Os dois ficaram se encarando, mas foram separados por colegas.

Mal-estar
A confusão começou quando os deputados discutiam um projeto de Decreto Legislativo que firma medidas de cooperação entre Brasil e França contra exploração ilegal de ouro em zonas protegidas. Bala Rocha derrubou a votação da matéria, irritando o colega. Com o mal-estar, líderes do DEM, PPS e até PMDB pediram que a votação fosse adiada. Após o episódio, Bala Rocha pediu que a Câmara retire os palavrões dos registros da Casa. Em conversa com jornalistas, Chinaglia afirmou que citou o caso das algemas porque o colega já tinha extrapolado todos os limites. Questionado se pretende levar Bala Rocha ao Conselho de Ética, o petista disse que "tende a perdoar".

mockup