INFORME FOLHA
'Não agora'
Em entrevista à FOLHA na última sexta-feira, em Curitiba, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), desconversou sobre a disputa eleitoral. "Qualquer discussão sobre eleição cabe em 2014. Não cabe agora. E qualquer alteração no governo cabe à presidenta (Dilma Rousseff) definir." Candidata virtual ao governo do Estado no ano que vem, a petista tem aumentado a sua agenda no Paraná, mas evita falar abertamente sobre campanha política.
Articulações
Apesar de Gleisi Hoffmann desconversar sobre as eleições de 2014, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT), deu indícios de que as articulações visando à campanha estão a todo vapor. Segundo o deputado federal, o PT já mantém conversas adiantadas com o PSD, com o PP e com o PDT, além do PMDB.
Sciarra de vice?
"O (Eduardo) Sciarra se apresenta como candidato a vice ou a senador, desde que (o PSD) não tenha candidato (próprio) a governador. É um bom nome para qualquer uma das posições. O PP já se apresentou com o Ricardo Barros na última eleição e nós estamos construindo uma boa relação com ele também. Já o PMDB gostaríamos de ter na aliança ou com a candidatura própria do (senador Roberto) Requião", afirmou.
'Inveja'
Quanto à disputa ao Senado, Vargas disse que, hoje, a única certeza que se tem é de que Alvaro Dias (PSDB) deve concorrer à reeleição. "Eu pessoalmente tenho inveja dele; gostaria de estar em campanha para o Senado também, mas não posso porque temos a disposição de apoiar o Osmar Dias (PDT, que é irmão de Alvaro)."
Fim da CPI do transporte
A CPI do Transporte Coletivo da Câmara de Curitiba apresentou nesta semana o relatório final dos cinco meses de investigações. Com mais de 200 páginas, o documento elaborado pelo relator Bruno Pessuti (PSC), com ressalvas dos demais vereadores do colegiado especial, aponta sugestões para reduzir a tarifa até a R$ 2,22. Também propõe uma nova licitação do sistema e dezenas de indiciamentos. As sugestões seguem agora à prefeitura da capital, Ministério Público do Paraná, Receita Federal, Tribunal de Contas do Estado e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade, autarquia vinculada ao Ministério da Justiça responsável por investigar supostos crimes contra a ordem econômica).
Ressalva
Ressalva da vereadora Professora Josete (PT) pede o indiciamento do governador Beto Richa (PSDB), que era o prefeito de Curitiba quando a licitação foi realizada, em 2010. O presidente da CPI, Jorge Bernardi (PDT), explicou que as ressalvas foram anexadas ao relatório final - aprovado na última segunda-feira, com voto contrário apenas do vereador Chico do Uberaba (PMN), que havia solicitado prazo de três dias para analisar o documento.
Indiciamentos 1
Os indiciamentos foram propostos por dois motivos: suspeita de fraude na licitação e sonegação fiscal. O primeiro grupo, que traz Marcos Isfer (ex-presidente da Urbs) e Fernando Ghignone (ex-diretor de Transporte da Urbs), também reúne membros da Comissão Especial de Licitação e da comissão técnica da Urbs que assessorou o processo. O relatório final levanta dúvidas sobre o "imotivado favorecimento de determinadas concorrentes a tornar as antigas operadoras do sistema concorrentes imbatíveis no certame, o que evidentemente teve o condão de frustrar o caráter competitivo, o que caracteriza fraude à licitação".
Indiciamentos 2
No segundo grupo, são apontadas cerca de 60 pessoas e 35 empresas ligadas aos consórcios que operam a Rede Integrada de Transporte (RIT). Sobre eles há a suspeita de formação de cartel, apropriação indébita e sonegação do Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL).
Nepotismo em Colombo 1
O Ministério Público em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) entrou com ação civil pública contra a prefeita, Beti Pavin (PSDB), o presidente da Câmara Municipal, José Renato Strapasson, o Pelé (PTB), e outros 18 servidores por nepotismo na administração pública. De acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público do município, Paulo Conforto, os comissionados foram contratados por Pelé, que ocupou o cargo no início do ano, e por Beti.
Nepotismo em Colombo 2
Dos 18, quatro são parentes de secretários municipais, oito têm parentesco com vereadores e seis com chefes, assessores e diretores de departamentos da prefeitura. Seis deles são concursados, mas foram nomeados em cargos de confiança, com salários maiores, e o restante não tem vínculo com a administração municipal. Para Conforto, o ato também reflete improbidade administrativa.





