INFORME FOLHA
Gasto de Carnaval
A Prefeitura de Londrina cobra a devolução de
R$ 3.183 da liga Independente das Escolas de Samba, referente ao repasse de R$ 135,9 mil para o Carnaval de 2010. De acordo com a Procuradoria Geral do Município, o valor é de gastos não comprovados pela entidade o restante estaria regular. A administração municipal chegou a ingressar, no último dia 21, com ação por improbidade administrativa, no valor de R$ 5.356, devido ao acréscimo de atualizações. A ação, entretanto, não foi recebida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira, porque não há no polo passivo nenhum agente público. "Limito, pois, o cabimento da ação à pretensão de impor aos requeridos a obrigação de ressarcir o erário (que sequer penalidade é)", despachou o magistrado.
TC cobra R$ 81 mil
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná reprovou as contas da Associação Cultural e de Educação Infantil Menino Jesus, de Maringá, e cobra a devolução de mais de R$ 81,2 mil. O montante deve ser pago à Prefeitura de Maringá pela entidade e pela então presidente, Maria Cecília Figueiredo Piciteli. Os repasses foram feitos em 2008 para a compra de alimentos, material de expediente e encargos sociais para atender crianças e adolescentes em situação de risco. Mas a 2ª Câmara do TC considerou que houve irregularidades pela não apresentação dos termos de convênio firmados com a prefeitura naquele ano e dos extratos bancários das contas referentes a estes convênios. Também não ficou demonstrado, para o TC, a legalidade nos custeios a que se referem o convênio. Tanto a associação quanto Maria Cecília podem apresentar novos documentos em fase recursal.
Mansão assaltada
A mansão de 700 metros quadrados da fazenda que o empresário e operador do mensalão Marcos Valério Fernandes de Souza diz ter arrendado em Caetanópolis (a 120 km de Belo Horizonte) foi furtada na noite da última quarta-feira. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso. Ninguém foi preso. Os invasores levaram duas TVs grandes, equipamento de TV via satélite, cerca de 30 garrafas de bebidas e um jogo de talheres de aproximadamente cem peças. Valério está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O operador do mensalão foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e a uma pena de 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, além do pagamento de R$ 2,78 milhão em multas.
Briga
Foi a segunda ocorrência policial na mansão em menos de uma semana. No último sábado, a PM registrou um boletim de ocorrência a pedido da atual mulher de Valério, Aline Couto, que acionou a polícia porque a ex-mulher de Valério Renilda Santiago estava na fazenda para desalojá-la do local. Renilda disse à polícia ser responsável pela fazenda, porque não se separou judicialmente de Valério. Aline, a atual mulher, disse que há cinco meses assinou um contrato de "união estável" com Valério em cartório e que ele teria pedido para que ela continuasse na fazenda. A PM registrou a ocorrência e orientou as duas mulheres a resolverem o imbróglio na Justiça.
Acabou em pizza
O primeiro dia dos condenados do mensalão na Penitenciária da Papuda, em Brasília, acabou em pizza - mais precisamente, dez pizzas grandes. A Polícia Federal encomendou caixas da iguaria italiana e promoveu um jantar "VIP" para os padrões da cadeia. Proibida aos demais presos, que são obrigados a comer as quentinhas da prisão, a massa foi comprada pelos policiais de plantão e chegou à cela 4, que abrigava o deputado José Genoino (PT-SP), o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-tesoureiro do PL (hoje PR) Jacinto Lamas. O cardápio da primeira noite no xadrez é citado em relatório do procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Virgílio Veiga Rios, que visitou o Centro de Detenção Provisória da PF, na Papuda, em 17 deste mês, um dia após a transferência dos presos a Brasília.
Apenas a Genoino
"Constatamos, na entrada da ala dos detentos provisórios, a existência de dois sacos de lixo de 100 litros com as embalagens de pizza que foram encomendadas pela PF, tarde da noite, quando se decidiu que os cidadãos presos ficariam naquele recinto", relatou o procurador. Ao Estado, a PF explicou que as pizzas foram pedidas pelos agentes, que estavam sem comer havia 12 horas, e oferecidas por educação, mas "apenas a Genoino".
Encomendas à Papuda
O jantar na Papuda veio da rede de pizzarias Nathely, que tem uma unidade no Jardim Botânico, bairro próximo ao presídio, e vende discos de tamanho único (oito fatias), a preços módicos. São mais de 30 opções no menu, a R$ 10,99, R$ 14 ou R$ 17. Os entregadores estão acostumados a levar encomendas à Papuda. "A gente entrega lá dentro, mas o motoboy não gosta. Prefere na guarita, do lado de fora", explicou ontem uma das atendentes da pizzaria.
Equipe da Folha com agências
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