INFORME FOLHA
Dinheiro de alta complexidade 1
Uma reunião dos gestores de hospitais de Londrina, anteontem, no Ministério da Saúde, em Brasília, pode ajudar a reduzir os deficits acumulados por procedimentos realizados com financiamentos federais. A reunião, como define a vereadora Lenir de Assis (PT), foi um "encontro de contas", porque o número de procedimentos realizados, segundo os hospitais, é maior do que os contratados com o governo federal, que faz os repasses a título de pagamento. "É como se o governo contratasse 500 atendimentos, mas os hospitais fizessem 600. Essa diferença acaba sem ser paga, mas o ministério não sabia que existia porque nunca foi informado", explica a parlamentar. A diferença, somando todos os hospitais, dá prejuízo de cerca de R$ 12 milhões.
Dinheiro de alta complexidade 2
Atualmente, o ministério repassa aos hospitais de Londrina, para atendimentos de média e alta complexidade, R$ 145 milhões ao ano esse valor exclui os postos de saúde, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Pronto-Atendimento Municipal (PAM) e Pronto-Atendimento Infantil (PAI). De acordo com Lenir, os técnicos do ministério compreenderam a situação e se comprometeram a estudar os números apresentados. Se acatado, vai representar em um aporte de R$ 1,5 milhão ao mês, num total de R$ 18 milhões por ano. A solução, entretanto, não resolve o deficit já contraído. O governo federal vai analisar se pode pagar os atrasados, mas ainda não há certeza de que haja respaldo jurídico.
Respaldo para aprovação
Mesmo com a aprovação garantida, o secretário de Agricultura e Abastecimento de Londrina, Guilherme Casanova Júnior, foi ontem à Câmara ressaltar a importância do financiamento de R$ 10 milhões para a compra de maquinários para o município, por meio de convênio com o governo estadual. Apesar de as máquinas serem destinadas para a Secretaria de Obras, Casanova afirmou que terão fundamental importância nos trabalhos executados pela sua pasta e que também está sucateada. O texto passou ontem em segunda discussão, assim como o financiamento de R$ 14 milhões para recapeamento de ruas e o convênio para pagamento de auxílio moradia e alimentação, no valor de R$ 1,8 mil, para os profissionais do programa Mais Médicos.
Conversa todo dia
Casanova também elogiou o trabalho da Comissão de Acompanhamento do Relatório dos Distritos, que têm acompanhado as melhorias nas áreas rurais de Londrina. "Todo dia tem vereador ligando para mim", contou ontem.
Aprovação em lote
A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem, em lote, os projetos de lei que alteram o mandato e a eleição dos conselheiros tutelares; a concessão de licença para localização e funcionamento de estabelecimentos; e o auxílio financeiro aos profissionais do Mais Médicos. Com isso, três textos que não traziam polêmica e não ensejariam debate prolongado passaram de uma única vez. A líder do governo, Elza Correia (PMDB), acredita que a medida pode ajudar a esvaziar a pauta lotada do Legislativo desse fim de ano. Possivelmente, a cessão de 11 terrenos no Parque Tecnológico serão apreciados da mesma forma.
Equipe da Folha com agências
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