Patrocínios na Sercomtel
A promotora de Justiça Sandra Koch, do Ministério Público (MP) de Londrina, instaurou um inquérito civil para apurar eventuais irregularidades na concessão de patrocínios pela Sercomtel no período de 2011 a 2012. A decisão foi publicada na edição da última sexta-feira do Diário Oficial do Estado. A promotora de Justiça não deu detalhes da investigação.

Período conturbado
O período foi conturbado para a Sercomtel, que em maio de 2012 chegou a ter presidente e diretor acusados de participar de um esquema de pagamento de propina ao então vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que o tucano votasse contra a abertura da chamada CP da Centronic, a Comissão Processante que resultou na cassação do mandato de Barbosa Neto (PDT), na época à frente do Executivo.

Escândalo
Investigações apontam que o presidente da telefonia naquele ano, Roberto Coutinho Mendes, teria sacado R$ 5 mil, em uma agência bancária localizada dentro da própria Sercomtel, para pagar parte da propina ao vereador. O dinheiro teria sido entregue ao então diretor de Participações da empresa, Alysson Tobias de Carvalho, que foi até a Prefeitura de Londrina entregar o dinheiro para Cardoso. Carvalho, inclusive, chegou a ser preso após o pagamento.

Origem do dinheiro
Na época, os promotores de Justiça chegaram a pedir que a Sercomtel enviasse informações sobre todos os patrocínios e doações feitos pela empresa desde janeiro de 2011. O MP trabalhava com a possibilidade de que o dinheiro da propina tivesse saído da telefonia na forma de donativo. A hipótese, no entanto, ainda não foi esclarecida pelo Ministério Público.

Software alugado
A Prefeitura de Londrina abriu licitação para locação e instalação de programa de computador para execução da área orçamentária, patrimonial, contábil, financeira, licitação e contratos. O software vai apoiar o gerenciamento das rotinas administrativas e prestação de contas ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná por meio do Sistema de Informações Municipais (SIM-AM). O valor máximo é de R$ 61.283.

Para a hora do almoço
Programado inicialmente para ocorrer ontem, a abertura dos envelopes com as propostas da licitação do Restaurante Popular foram remarcadas para hoje, ao meio-dia. O secretário de Gestão Pública, Rogério Dias, afirmou que o parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) só chegou às suas mãos por volta das 15h30. Após a abertura, o secretário vai analisar os preços constantes nas propostas, assim como os valores de mais de 70 itens. Ainda tentam gerir o negócio as empresas ASP (Curitiba), Cassaroti (Cornélio Procópio) e Sepat (Santa Catarina). Enquanto isso, o Restaurante Popular segue fechado desde o fim de junho.

Pedido negado
O juiz eleitoral de Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro) Guilherme Moraes Nieto rejeitou embargos de declaração propostos pelo prefeito Dartagnan Calixto Fraiz (PSD) e sua vice, Nadir Sara Melo Fraga Cunha (PMDB). Eles tiveram os diplomas cassados por abuso de poder econômico, devido a 44 abastecimentos de automóveis na véspera e no dia da eleição do ano passado, totalizando mais de mil litros. Os candidatos declararam ter apenas dois carros utilizados na campanha. A dupla reclamou que o juiz não levou em consideração, ao proferir a sentença de cassação, a devolução de R$ 3,8 mil pelo proprietário do posto e a não comprovação do gasto de outros R$ 439. O magistrado, entretanto, considerou que a sentença não foi omissa. "Pelo contrário, a decisão foi proficuamente fundamentada", despachou Nieto. Apesar dos diplomas cassados, prefeito e vice seguem nos cargos até o trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos).

Impacto da Copa 1
Representantes do Comitê Popular da Copa estiveram na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná na tarde de ontem para denunciar possíveis impactos enfrentados pela população por conta da realização do Mundial de 2014. Segundo a assistente social Andréa Braga, a principal preocupação hoje é quanto à situação das mais de 300 famílias que vivem na comunidade Nova Costeira, de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com a construção da terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, elas devem ser retiradas em breve do local.

Impacto da Copa 2
"Há 22 anos moramos na mesma área. Não tinha nada ali. Fizemos o asfalto e construímos nossas casas, com a cara e a coragem. Não temos mais saúde para começar do zero", contou a representante da comissão dos moradores, Roseli Aparecida Reinaldi. Ela pediu apoio dos deputados para pressionar o poder público a garantir o direito à moradia, numa situação igual ou melhor, mas não pior, do que a vivida hoje.

Equipe da Folha com agências
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