De carona nos ônibus 1
A Câmara de Vereadores de Londrina pressiona a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para melhorar o transporte coletivo, com soluções para a superlotação dos carros, fim dos atrasos e até a reforma do terminal. Em reunião na manhã de ontem, o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, se comprometeu com os vereadores Jamil Janene (PP), Gaúcho Tamarrado (PDT) e Péricles Deliberador (PMN) a encontrar soluções em uma semana. Ele admitiu que os problemas são conhecidos da administração. Janene promete visita de uma comissão de parlamentares para verificar se as queixas foram solucionadas, mas não quis adiantar a data.

De carona nos ônibus 2
Na mesma reunião de ontem, Geirinhas propôs, como medida de médio prazo, fazer um levantamento para melhorias nos terminais, mas disse que não tem verbas para executar imediatamente. Porém, durante a sessão, ontem à tarde, o vereador Mario Takahasi (PV) também reclamou do abandono do terminal no Centro de Londrina e mostrou que há, sim, dinheiro em caixa. Ele lembrou que, em maio, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) destinou R$ 1,6 milhão para a conservação e manutenção dos terminais urbanos. O dinheiro foi retirado do Fundo de Urbanização de Londrina (FUL) e, do montante previsto, já foram gastos R$ 754 mil, restando saldo de R$ 867 mil. "Mesmo com o contingenciamento de 30% adotado na administração, ainda sobrariam R$ 400 mil para reformas", diz, apontando o superávit do refinanciamento fiscal de 2012 de R$ 24 milhões ainda em caixa.

Dinheiro para recapeamento
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), vai encaminhar para a Câmara de Vereadores dois pedidos de abertura de crédito suplementar, no valor de
R$ 10 milhões cada, para recapeamento das vias públicas e aquisição de maquinário para a Secretaria de Obras executar os serviços. O dinheiro virá de convênio com o projeto Paranacidade, do governo estadual. Os textos entram na fila de uma série de prioridades que o Executivo quer resolver ainda este ano, antes do início do recesso parlamentar, no dia 20 de dezembro.

Desistiu
O presidente da Câmara de Londrina, Rony Alves (PTB), retirou de pauta, por tempo indeterminado, o projeto de lei que incluiria na zona urbana uma área de 15 alqueires, o equivalente a 363 mil metros quadrados, às margens da avenida Guilherme de Almeida, em frente ao bairro União da Vitória. A proposta, que tramita desde abril, daria entrada para receber emendas. Os lotes seriam voltados para a construção de casas populares.

Quase tudo retirado
De seis projetos na pauta da sessão ordinária da Câmara de Londrina de ontem, apenas dois foram aprovados: os que declaram de utilidade pública a Associação Atlética de Londrina e a Associação Cetro – Centro de Treinamento. Além da alteração de zoneamento retirado por Rony, também saíram, a pedido dos autores, a proposta que cria normas para funcionamento de casas noturnas (por duas sessões); que proíbe uso de uniformes e equipamentos nos ambientes externos às unidades de saúde (por tempo indeterminado); e a proibição do descarte de lixo reciclável nas ruas da cidade em fins de semana e feriados (por três sessões).

Sem cheiro
Quem passa pelo centro da cidade nem se lembra mais do cheiro da comida que um dia foi servida no Restaurante Popular de Londrina. Durou apenas um ano o atendimento, pois o local foi fechado no último mês de junho, depois que o município identificou irregularidades formais no contrato com a empresa ASP, de Curitiba, o que impediu a renovação dos serviços. Com refeições a R$ 1,50, era grande a movimentação no local. Ainda sem definição, a Secretaria de Gestão Pública aguarda o parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) para dar sequência à licitação.

Doações e eleições 1
O uso de dinheiro público para doações em ano eleitoral levou o Tribunal de Contas (TC) do Paraná a determinar a devolução de R$ 223.923,25 ao cofre do Município de São Jorge do Oeste (Sudoeste). O ressarcimento deverá ser feito, de forma solidária, pelo Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) local; pela ex-presidente da entidade, Luciana Graciele Ilkiu Ceccatto; e pelo prefeito do município entre 2005 e 2008, Adair Ceccatto, marido de Luciana.

Doações e eleições 2
A Segunda Câmara do TC considerou irregular a aplicação do valor, repassado pela Prefeitura de São Jorge do Oeste ao Provopar em 2008, ano de eleição municipal. Os técnicos da Diretoria de Análise de Transferências (DAT), que verificaram a prestação de contas, comprovaram que o dinheiro foi usado na compra de produtos como óculos, medicamentos e materiais de construção, doados a moradores pobres do município. Outra parte dos recursos foi utilizada no pagamento de exames, consultas, tratamentos odontológicos e auxílio-funeral, além de doações em dinheiro. Na avaliação da DAT, as despesas foram ilegítimas e desvirtuaram o trabalho de uma instituição como o Provopar, que deveria atuar em projetos de geração de renda, inclusão social e melhoria da qualidade de vida da população mais pobre.

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