Feriado em Rolândia 1
Diferentemente de Londrina e Curitiba, onde a questão foi parar na Justiça, empresários de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) tentaram o diálogo com lideranças políticas para tentar acabar com o feriado do Dia da Consciência Negra. A negociação, contudo, não teve sucesso, e o feriado será cumprido hoje na cidade. Segundo a Associação Comercial e Industrial de Rolândia (Acir), a situação já estava acertada com os vereadores e o prefeito Johnny Lehmann (PTB), que enviou um projeto sobre o tema para a Câmara. Porém, "na hora do voto mudaram de opinião", reclama o presidente da entidade, Paulo Lacner. "Na Câmara foi 9 a 0, todos os vereadores votaram contra o que já havia sido conversado." Lacner disse que não se reuniu com os parlamentares depois da votação, que ocorreu há 15 dias. Os empresários avaliaram que não daria mais tempo para recorrer à Justiça.

Feriado em Rolândia 2
O vereador José de Paula Martins (PSD), autor da lei que instituiu o feriado em Rolândia, negou que todos os parlamentares já tivessem concordado com o ponto facultativo. "Alguns tinham concordado durante a reunião com o prefeito e empresários, mas depois que conversamos decidiram manter o feriado." Segundo Martins, a proposta foi encampada por uma "minoria" de comerciantes. "Consultamos trabalhadores e outros empresários que nos falaram para manter o feriado." No Paraná, além de Rolândia, São Jerônimo da Serra e Guarapuava também decretaram feriado para a Consciência Negra.

Beto na região, de novo
Seis dias depois de visitar municípios no norte do Paraná, quando sancionou lei que ampliou o número de cidades na Região Metropolitana de Londrina (RML), o governador Beto Richa (PSDB) retoma a agenda na região. Hoje estará em Londrina e Maringá, para solenidades de apresentação dos novos policiais militares e bombeiros. Eles passaram em concurso público, foram convocados pelo governo estadual e atualmente fazem o curso de formação de soldado. Depois dos eventos nas duas cidades, Beto percorre Colorado, Lobato e Atalaia.

Agenda positiva, mas nem tanto
Apesar dos anúncios que vem fazer na área da segurança, Beto Richa também vai ser cobrado por melhorias na saúde. Depois dos problemas nas escalas dos plantões dos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul, que vêm se repetindo nos finais de semana, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), vai pedir providências. O entendimento é de que as falhas no sistema estadual sobrecarregam as unidades de saúde do município.

Muda tudo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aprovou ontem, por 5 votos a 4, um substitutivo ao projeto de lei 113/2012, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estádios e outras praças desportivas do Estado. Proposta pelos parlamentares Reinhold Stephanes Junior (PMDB), Antonio Annibelli Neto (PMDB) e Nelson Justus (DEM), a emenda altera o sentido do projeto de lei original, de autoria do deputado Leonaldo Paranhos (PSC), permitindo que estabelecimentos dentro das arenas comercializem produtos com até 20% de teor alcoólico.

Manobra
Segundo o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), como a CCJ julga apenas a constitucionalidade das matérias, a manobra não representou qualquer irregularidade. Ele disse ainda que, pessoalmente, não concorda com a iniciativa de Paranhos. "Sou a favor da venda de bebidas alcoólicas desde que não se venda em garrafas, e sim em copos plásticos. Entendo que não é um copo de bebida dentro de estádio que vai criar qualquer tipo de problema", opinou.

Irritado
Já o autor do projeto de lei considerou a modificação "um estupro". "É como querer transformar andorinha em morcego. Se não concordam com o projeto, que votem contra", afirmou Paranhos, irritado. Pertencente à chamada bancada evangélica da AL e ferrenho defensor da proibição do álcool nas arenas, o parlamentar contou que, caso a proposta seja votada com essa redação, não terá outra alternativa senão retirá-la.

Emendas no dinheiro
A Comissão de Finanças da Câmara de Londrina divulgou ontem um balanço prévio das emendas ao Plano Plurianual (PPA) e à Lei Orçamentária Anual (LOA). O levantamento indica que 12 parlamentares propuseram emendas, numa média de duas cada, enquanto o Executivo – autor dos textos – enviou 20 modificações. A Comissão Especial dos Distritos propôs a inclusão de 500 pedidos, que são analisados pela Controladoria do Legislativo há cerca de 60 dias. Ainda há cerca de 90 pedidos encaminhados por e-mail para a Comissão de Finanças, após a audiência pública promovida na Câmara.

Ainda em trâmite
Todas as emendas foram encaminhadas para a Controladoria do Legislativo, que tem dez dias para a formalização e análise. De acordo com o presidente da Comissão de Finanças, Mário Takahashi (PV), caberá agora ao Legislativo verificar quais já têm verbas previstas. Para estes casos, os vereadores tentarão viabilizar por meio de requerimento ao Executivo a prioridade dos pedidos. As propostas que não têm previsão de verbas receberão emendas, que retiram recursos de outras pastas e programas e os transferem para viabilizar o pleito.

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