Sessão de 50 minutos
A última sessão plenária da semana na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, realizada ontem, durou 50 minutos. Às vésperas do feriado da Proclamação da República, apenas o deputado estadual Tercílio Turini (PPS) pediu para utilizar o horário destinado às lideranças. A pauta também foi menor do que a das sessões anteriores, com oito projetos de lei e nenhuma indicação. Às 15h20, os parlamentares liquidaram as votações e se retiraram do plenário. Nem mesmo a liberação dos empréstimos requisitados pelo governo do Estado junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que tem monopolizado as discussões nos últimos dias, foi alvo de polêmica.

Nos bastidores
Nomeados pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em meados de outubro, após cinco meses de atraso, alguns dos 87 novos defensores públicos estaduais andam circulando pelos corredores da Assembleia Legislativa (AL). O motivo seria pressionar os deputados da base governista para aumentar os salários da categoria. Os vencimentos dos profissionais, recém-admitidos em concurso público, giram em torno de R$ 10 mil.

Vai ter outra
A reunião ontem dos vereadores da Comissão de Seguridade Social da Câmara Municipal de Londrina com os secretários de Planejamento, Daniel Pelisson, e de Assistência Social, Telcia Oliveira, não rendeu muitos frutos. O único avanço foi a definição de outra reunião, hoje, com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), às 10 horas, no gabinete dele. Em pauta, a busca de uma forma de suprir os mais de R$ 6 milhões que ficaram de fora da previsão para a assistência social para 2014. Representantes de cerca de 20 entidades sociais e do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) participaram ontem.

Questão delicada
Segundo a vereadora Lenir de Assis (PT), que preside a Comissão de Seguridade Social, a situação da reunião foi "muito delicada" porque o secretário de Planejamento não acenou com a possibilidade de completar os recursos faltantes para a assistência social na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014, a menos que sejam realocados de outros setores. Lenir aponta que a falta dessas verbas implicará na redução de atendimentos e atinge diretamente as entidades sociais. "Não é uma reforma que deixa de ser feita ou uma obra que não será construída, mas vidas de pessoas pobres em situação de vulnerabilidade social que deixarão de ser atendidas", avisa.

Chegou a hora
Os vereadores devem analisar hoje, em segunda discussão, o substitutivo do projeto de resolução que cria o banco de horas para os servidores do Legislativo de Londrina. O texto foi elaborado pela Mesa Diretora que comandou a Câmara no último trimestre do ano passado e já havia sido aprovado em primeira discussão, mas entrava e saía da pauta para a segunda apreciação praticamente todas as semanas. Segundo o presidente Rony Alves (PTB), o motivo foi a ampla discussão com os servidores, sindicato e associação dos funcionários para que a proposta não desagradasse ninguém. A proposta limita o acúmulo até 132 horas extras, com a possibilidade de converter em pagamento apenas 20 horas extras por mês. Rony afirma que a medida trará economia aos cofres públicos.

Mais discussão em pauta
Os vereadores de Londrina também discutem hoje projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que corrige o pagamento de aposentadoria a professores de 5ª a 8ª série, em relação ao período em que era possível a jornada mista – de 20 horas ou 40 horas semanais. Depois, com a definição de jornada fixa de 20 horas, o Tribunal de Contas (TC) do Paraná discordou da adoção do cálculo para pagamento sobre a média dos recolhimentos dos professores. Ainda deve entrar hoje o pedido de dispensa de tramitação especial para o projeto que cria 20 cargos para a Coordenadoria de Preços do setor de licitações da prefeitura. Durante discussão na terça-feira passada, a líder do governo, Elza Correia (PMDB), preferiu retirar o projeto da pauta e convocar o Executivo para que explique aos vereadores a necessidade dos cargos concursados.

Os manifestantes vão voltar
A ex-ministra Marina Silva (PSB) disse anteontem, em Londrina, após palestra sobre sustentabilidade promovida pela rádio CBN, ter "certeza de que as mobilizações de junho vão ressurgir, colocando as coisas no seu devido termo". As manifestações ocorridas no meio do ano provocaram uma crise no meio político e levaram à queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff. A declaração foi dada a uma pergunta sobre possível polarização entre PT e PSDB nas eleições do ano que vem. Marina descartou a possibilidade e disse que quem pode quebrá-la é a sociedade.

Benefício e prejuízo
As manifestações de junho acabaram beneficiando Marina Silva, à época, tida como candidata à presidência para o ano que vem pelo partido Rede Sustentabilidade – cuja constituição acabou negada pela Justiça Eleitoral. Após o golpe, ela se filiou ao PSB de Eduardo Campos e é tida como a vice de sua chapa na corrida presidencial. Ela negou, entretanto, que já esteja em ritmo de campanha eleitoral. "Da minha parte, a campanha ainda não está na rua, mas, infelizmente, houve aqueles que a anteciparam", afirmou.

Equipe da Folha com agências
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