INFORME FOLHA
Todo mundo junto
Os vereadores de Londrina que compõem a Comissão de Acompanhamento da CPI do Pedágio, em curso na Assembleia Legislativa, pretendem enviar correspondência para todas as Câmaras Municipais do Paraná para que todas tomem iniciativa semelhante à deles. O presidente da comissão, Professor Fabinho (PPS), acredita que os grupos fortaleceriam os trabalhos executados pelos deputados estaduais. O vereador ainda pretende convidar parlamentares de cidades vizinhas para reunião em Londrina com o mesmo objetivo. A próxima reunião do grupo será na quarta-feira.
Menos pedágios
A comissão ainda pretende iniciar a coleta de assinaturas para mobilização contra a possibilidade de instalação de praça de pedágio na rodovia PR-445, que passa por obras para duplicação da pista, no trecho entre Londrina e Mauá da Serra. De acordo com Fabinho, é consenso entre os membros que o governo do Paraná deve executar a duplicação com recursos próprios ao invés de onerar a população com mais pontos de cobrança pela iniciativa privada.
PDT de Tamarrado
O diretório do PDT em Londrina vai se reunir na próxima semana para discutir episódio envolvendo o vereador Gaúcho Tamarrado, que pediu licença médica na Câmara na última semana, para fazer uma cirurgia, mas acabou flagrado pela reportagem da Folha de Londrina participando de um torneio de sinuca na última terça-feira. "O vereador falhou, fez algo com que o partido não concorda. Vai ser ao menos advertido", destacou o secretário-geral do PDT em Londrina, Claudinei Stachetti, adiantando que a punição contra Tamarrado pode ser ainda mais pesada. "Vamos decidir na reunião", completou. A polêmica também vai ser investigada pela Comissão de Ética da Câmara. Stachetti acredita que o vereador não vai ser punido pelo Legislativo. "Ele estava de licença médica. Não tem o que questionar. Agora, a questão partidária é outra", argumentou.
Vargas quer Requião em campo
O deputado federal André Vargas (PT) avalia que a candidatura da ministra Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná poderá se beneficiar se o PMDB lançar o senador Roberto Requião na disputa. Na leitura do deputado, eventual composição de chapa num segundo turno traria peemedebistas para o lado petista. "Requião é uma liderança, foi governador três mandatos, quer ser candidato e pode ser candidato. No espectro nacional está mais próximo de nós do que do Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves e do PSDB. Na minha opinião o ideal seria que ele fosse candidato a governador, porque teríamos uma junção no segundo turno."
Paranaense na Anatel
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acredita ter vencido o embate com o PMDB pela presidência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O paranaense João Rezende, aliado de Bernardo, que comandou o órgão nos últimos dois anos, deve ser reconduzido ao cargo para novo mandato, junto com outra indicação do Executivo para uma vaga de conselheiro. "Conversei com o presidente do Senado (Renan Calheiros) e ele disse que vai conversar com os líderes para ajudar a tramitar as indicações que fizemos. Nossa avaliação é que ele (Rezende) volta para o cargo." Para assumir o comando da Anatel, o indicado precisa ter a aprovação do Senado. Com a vacância na última semana, o PMDB ameaçou barrar as indicações do Planalto se não tivesse direito a uma das duas vagas.
Sem mudanças
Apesar das especulações sobre uma suposta mudança de posição no governo federal, assumindo outras funções, o ministro Paulo Bernardo garantiu que não tem nada previsto para o começo do ano que vem. "A presidenta Dilma já me falou que gostaria que eu ficasse no governo e não saísse candidato e eu disse que está tudo resolvido. O mais tranquilo é ficar onde estou, porque temos muitos trabalhos em andamento."
Genoino e Chico Buarque
O deputado licenciado José Genoino (PT-SP) enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso contra sua condenação no processo do mensalão. Em 25 páginas, sua defesa cita Chico Buarque e chama de ingênuo quem acreditou na história de compra de apoio parlamentar no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Por maior respeito que se tenha por aqueles que ingenuamente acreditaram na maior ficção da história brasileira, a estória do mensalão - urdida pelo maligno rancor de Roberto Jefferson (...) fato é que reuniões entre presidentes de partidos visando apoio ao governo não constitui, por óbvio, a prática de qualquer ilícito", diz trecho do recurso. Repleto de palavras de ordem, a defesa de Genoino intercalou frases de efeito sobre a inocência do deputado com versos da música "Cancion por la unidad latinoamerica", de Chico Buarque e Pablo Milanés.
Pecha de Bandoleiro
"José Genoino Neto não merece a pecha de bandoleiro. José Genoino Neto não integra quadrilha. José Genoino Neto, sem favor algum, merece absolvição", diz o recurso pouco depois de citar trecho da "Cancion".





