INFORME FOLHA
Cadê a denúncia?
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, rebateu ontem as denúncias de corrupção envolvendo o Ministério do Trabalho e Emprego na época em que chefiava a pasta. Em visita à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o pedetista disse que, até hoje, nenhum membro do PDT foi preso ou formalmente acusado de qualquer irregularidade. "Acho gozado esse processo que alguns setores da mídia fazem de apresentar denúncias sem comprovação. Eu por exemplo tenho 32 anos de vida pública e não tive nenhum processo na minha vida. Há 50 mil horas de gravação e nunca fui chamado. Cadê a denúncia?", questionou.
Coração limpo
Nomeado por Dilma Rousseff em 2007, Lupi entregou o cargo no dia 4 de dezembro de 2011, após a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendar a sua saída. A justificativa dada na época era que não havia explicação para uma série de convênios firmados pelo ministério. "Quem não deve não teme. Eu durmo sem comprimido, com consciência limpa. Para ter mãos limpas, basta botar água com sabão. Para ter o coração limpo e a consciência limpa, tem de ter firmeza de caráter. E eu não sou modesto para dizer que tenho muita firmeza de caráter."
Empréstimos, de novo
A demora na aprovação, por parte da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), dos empréstimos solicitados pelo governo do Paraná voltou a monopolizar as discussões ontem na Assembleia Legislativa (AL). Os deputados das bancadas de apoio e de oposição ao governador Beto Richa (PSDB) utilizaram as duas primeiras horas da sessão plenária para discursar sobre o tema.
Não é esmola
O líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), disse que, na próxima quarta-feira, espera fazer um discurso de agradecimento à presidente Dilma Rousseff. Isso porque, no dia anterior, ela receberá o governador em uma audiência justamente para discutir a liberação dos recursos. "Não é doação, não é esmola. Estamos pedindo aquilo que é de direito dos paranaenses. Vamos fazer uma cruzada. O momento é de levantarmos as nossas vozes", discursou.
Puxa o saco
Já o deputado Péricles de Mello (PT) afirmou que o governo Beto Richa é um governo de ficção. "Por que ele (Beto) "puxa o saco" da presidente Dilma cada vez que ela vem aqui no Paraná e, depois, manda seus líderes criticarem os ministros paranaenses?", questionou.
Eduardo Requião
O ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) Eduardo Requião foi isentado ontem do pagamento de multas por irregularidades durante a sua gestão na autarquia, entre 2003 e 2005. A decisão foi tomada, em sessão plenária, pelos conselheiros do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Além de Requião, o colegiado levantou as multas impostas a outros três ex-diretores da entidade: Mário Marcondes Lobo, Maria Manuela da Encarnação Oliveira e Valdir Neves. O relator do caso é o conselheiro Fábio Camargo, ex-deputado estadual pelo PTB.
Se livrou
Segundo o TC, a Appa foi alvo de dez autos de infração, lavrados por três órgãos federais: Ministério do Trabalho, Anvisa e Receita Federal. Devido a essas irregularidades, o tribunal impôs multas que, no caso de Eduardo Requião, chegavam a R$ 39.773,73, em valores da época. O ex-superintendente recorreu da decisão, pedindo a nulidade das multas aplicadas, pois elas se referiam a fatos anteriores à vigência da Lei Complementar 113/2005.
Rony também endossa
O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Rony Alves (PTB), também assina o requerimento do Legislativo que pede ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que avalie a municipalização do Restaurante Popular. A adesão ocorreu pouco antes da votação em plenário, na terça-feira última, e não constava na cópia distribuída à imprensa. O requerimento só não foi assinado pela líder do governo na Casa, Elza Correia (PMDB).
Cassação em Turvo
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná cassou os diplomas do prefeito e do vice da cidade de Turvo (Centro-sul), Antonio Marcos Seguro (PSD) e Carlos Schneider (PSDB). Para o relator, desembargador Edson Vidal, ficou configurada a compra de votos porque às vésperas da eleição, os então candidatos teriam distribuído cestas básicas aos eleitores de uma comunidade indígena com recursos da administração pública, "configurando abuso do poder de autoridade e conduta vedada aos agentes públicos". Até ontem à tarde, a Justiça Eleitoral de Guarapuava, que abrange Turvo, não havia sido intimada da decisão e o TRE informou que o acórdão ainda não estava publicado. Os políticos, que seguem nos cargos, não foram localizados e os advogados não deram retorno à reportagem.
Não demorou
O diretor da Câmara de Vereadores de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Reginaldo Burhoff, procurou a FOLHA para negar que o servidor da Casa tenha precisado fazer plantão na prefeitura para notificar o prefeito Johnny Lehmann (PTB) sobre a Comissão Processante (CP) instaurada para investigar supostas irregularidades na Saúde. "Informamos que o procedimento, ou seja, o deslocamento do servidor até a prefeitura e o recebimento da notificação pelo senhor prefeito, durou cerca de 20 minutos." Ele confirmou que o prefeito foi notificado no início da tarde de segunda-feira, "sem transtorno".





