Insatisfação na Sercomtel
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel) de Londrina, o clima predominante na Sercomtel é de insatisfação, depois da confirmação de 15 demissões sem justa causa, conforme a FOLHA mostrou ontem. Segundo o presidente do sindicato, João Henrique Schmidt, os aposentados demitidos "são pessoas capacitadas, dedicadas à empresa e que faziam muito bem o seu trabalho". As demissões fazem parte do plano de reestruturação da empresa. "O sindicato entende que existe estabilidade para esses funcionários." João Henrique informou, porém, que o sindicato não deve entrar com nenhuma ação coletiva na Justiça.

Rede de proteção às mães
Segue para a sanção do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), o projeto de lei que institui a Rede de Proteção à Mãe Londrinense, aprovada em segundo turno ontem pela Câmara Municipal. O texto prevê melhorias na qualidade de assistência obstetrícia e neonatal na rede municipal de saúde. A proposta, de autoria do vereador Jamil Janene (PP), só recebeu o voto contrário de Elza Correia (PMDB), que diz que os serviços já são assegurados por programas estaduais e federais. O autor, entretanto, afirma que sua lei apenas assegura o cumprimento e amplia o atendimento às mães londrinenses – incluindo a entrega de enxovais padronizados nas maternidades municipais e até a previsão de onde será realizado o parto.

Comissão do Pedágio
A Câmara de Vereadores de Londrina definiu a composição da Comissão de Acompanhamento da CPI dos Pedágios, em curso na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná: o propositor da comissão, Professor Fabinho (PPS), ficou com a presidência. Tio Douglas (PTB) é o vice e Padre Roque (PR) ficou com a relatoria. O grupo ainda tem como membros Pastor Gerson (PSDB) e Elza Correia (PMDB). A proposta é acompanhar a CPI dos Pedágios para abastecer a população local com informações sobre as apurações.

Linha direta
A primeira reunião do grupo está marcada para a tarde de hoje. Segundo Fabinho, serão deliberadas proposições como uma linha direta com a CPI para pedir documentos e a realização de audiência pública para ouvir população, sindicatos e o comércio, entre outros. O presidente também não descarta convidar vereadores de cidades próximas para acompanhar os trabalhos ou instituir comissões semelhantes.

Depoimento
O presidente da CPI dos Pedágios na AL, deputado estadual Nelson Luersen (PDT), criticou ontem, durante a sessão plenária, as decisões que levaram as concessionárias do Estado a não realizar obras. A CPI ouviu, no período da manhã, o diretor-presidente da Ecocataratas, Evandro Couto Viana. Em seu depoimento, o empresário disse haver negociações com o governo para diminuir tarifas, mas alegou que, conforme os contratos em vigor, as empresas não teriam obrigação de fazer duplicações. A CPI realiza reuniões públicas em Ponta Grossa, às 19 horas de hoje, e em Guarapuava, às 9 horas de amanhã. Os dois encontros acontecem nas câmaras dos municípios.

Contas reprovadas
O ex-prefeito de Jandaia do Sul (Norte) José Rodrigues Borba (PMDB) teve as contas relativas a 2011 reprovadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná. As irregularidades foram verificadas num convênio com a Secretaria de Estado da Educação, no valor de R$ 133 mil, cujos documentos necessários para avaliação da aplicação dos repasses não foram apresentados. Como punição, Borba recebeu nove multas no valor total de R$ 1.244,07. O TC condenou, ainda, o município a devolver os recursos do convênio ao Estado. Cabe recurso da decisão.

José Borba
As nove multas recebidas pelo ex-prefeito pelo TC não são as primeiras da carreira dele. Ex-deputado federal, José Borba também foi condenado a dois anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por corrupção passiva no escândalo do mensalão. Mas a pena foi convertida no pagamento de multa no valor de 300 salários mínimos. Ele também teve os direitos de exercício de cargo ou função pública suspensos pela Corte. À FOLHA, foi lacônico: "É algo que estamos vendo". Quanto à multa do TC, Borba disse que iria buscar mais detalhes.

Prazo correndo em Rolândia
Com a notificação do prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Johnny Lehmann (PTB), começou ontem a correr o prazo máximo de 90 dias para a conclusão da Comissão Processante (CP), que pode cassar o mandato do petebista. Lehmann tem dez dias para apresentar defesa prévia e poderá levar até dez testemunhas para serem ouvidas no procedimento. Para conseguir a assinatura do prefeito, um assessor da Câmara de Vereadores passou boa parte da segunda-feira de plantão na frente da prefeitura, até que Lehmann chegou, por volta das 14 horas. O prefeito é acusado de suposta aplicação irregular de R$ 28 milhões por meio de convênio firmado com a Associação Beneficente São Rafael, que mantém o hospital da cidade.

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