‘Eu não trabalho aqui’
Uma entrevista do governador Beto Richa (PSDB) à RPCTV durante uma maratona de inaugurações – que incluiu a entrega dos setores de hemocentro e oncologia pediátricos do Hospital da Universidade Estadual de Maringá (UEM) - virou febre nas redes sociais. Ao ser questionado quando a oncologia passaria a funcionar, já que não tem ainda funcionários ou equipamentos, o governador respondeu à repórter: "Pergunte aqui para a Magda. Eu não trabalho aqui, estou inaugurando", respondeu.

Responsabilidade da UEM
A assessoria do governador informou que a oncologia deve começar a funcionar no início do próximo ano, mas o hemocentro já está em operação. Além disso, Beto Richa autorizou a contratação de 141 funcionários para o HU e parte deles devem trabalhar no setor ainda ocioso, mas que o concurso para admissão de pessoal é de responsabilidade da UEM, que tem autonomia.

Motivo de chacota
De qualquer maneira, o pronunciamento já é utilizado por adversários políticos. O ex-governador do Paraná e senador Roberto Requião (PMDB) usou sua conta no Twitter para provocar: "Responda, vc (sic) acha que o Richa trabalha, já trabalhou, se trabalhou diga onde? Por que (sic) aqui no Paraná não se sabe."

Aporte da CMTU
Apesar de ter a primeira apreciação prevista para hoje, o projeto de lei do prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) para aporte de R$ 10,8 milhões à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) não constava na pauta da reunião da Câmara de Vereadores até a noite de ontem. Na sexta-feira passada, o presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), afirmou que o texto seria apreciado hoje, mesmo sem tempo hábil para produção de pareceres das comissões técnicas da Casa. A pressa é necessária para que a companhia possa cumprir com suas obrigações. A transferência de valores precisa ocorrer até a quinta-feira, último dia do mês. Segundo Rony, sem o aporte, a CMTU pode ter problemas até para quitar a folha de pagamentos.

Ambulâncias na pauta
Volta hoje na Câmara de Londrina, em segunda discussão, projeto de lei de Emanoel Gomes (PRB) que determina a manutenção de ambulâncias em eventos que reúnam mais de mil pessoas, como concursos, processos seletivos e vestibulares. O texto prevê multa de R$ 5 mil para quem desrespeitar a lei.

Aumento reduzido
Os vereadores de Apucarana (Norte) estão repensando o aumento de cadeiras na Câmara Municipal, mas ainda não desistiram da ideia. Agora, no lugar de subir de 11 para 19, os parlamentares discutem uma emenda que permita 15 vagas para a próxima legislatura. "Estamos conversando sobre isso e dificilmente o projeto volta para a pauta amanhã (hoje)", falou o presidente da Casa, José Airton (PR), o Deco. Embora na terça-feira passada muitos eleitores tenham marcado presença na sessão, ele negou que seja um recuo por causa da pressão popular. O presidente alegou que "havia algumas dúvidas ainda entre vereadores". Cada vereador de Apucarana recebe R$ 7,1 mil, enquanto o presidente, R$ 10 mil.

Caso Alstom
O deputado federal Fernando Francischini, líder do Solidariedade (SDD) na Câmara dos Deputados, deve pedir hoje a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar casos de corrupção envolvendo a multinacional Alstom. Em visita à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná na tarde de ontem, o parlamentar disse haver novas denúncias, publicadas pela revista "Veja" nesta semana, que indicam que o esquema atingiu também as estatais Eletronorte e Itaipu. Para que a CPI seja instaurada, são necessárias 171 assinaturas, o que corresponde a um terço dos membros da Casa. "Nós temos provas cabais num inquérito que já estava arquivado na esfera estadual de corrupção, como escutas telefônicas acertando percentuais em cima de contratos da Eletronorte e apreensões de depósitos de milhões de dólares", afirmou.

Solidariedade no PR
O recém-criado Partido Solidariedade (SDD) filiou até anteontem aproximadamente 200 vereadores no Paraná, sendo 25 deles presidentes de Câmaras Municipais. A informação foi confirmada ontem pelo presidente estadual da sigla, o deputado federal Fernando Francischini. Segundo ele, desde a sua fundação, a legenda ingressou na base de apoio do governador Beto Richa (PSDB), com quem estará no palanque nas eleições de 2014. Na Assembleia Legislativa (AL), porém, nenhum dos 54 parlamentares decidiu se juntar ao SDD. De acordo com Francischini, a estratégia do partido é eleger novos deputados no ano que vem, ao invés de se apoiar naqueles que já tiveram votações expressivas nos últimos pleitos.

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