INFORME FOLHA
Beto, Aécio e Campos
Dirigentes tucanos do Paraná e aliados do governador Beto Richa (PSDB) admitem que não terão como impedir o uso de sua imagem ao lado do possível candidato do PSB à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deve ser o adversário do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial do ano que vem. Os limites da campanha regional casada foram discutidos em reunião das bancadas tucanas no Congresso em Brasília durante a semana. A cúpula nacional do PSDB quer impor limites à dobradinha de governadores tucanos com o presidenciável do PSB.
Cada macaco no seu galho
Pessoas próximas a Beto Richa afirmam que ele não vai aparecer com Campos no mesmo palanque físico, mas que nada podem fazer sobre uso da imagem do tucano em banners, santinhos ou mesmo na TV. O núcleo político de Aécio definiu que o palanque duplo não pode se estender à divulgação da imagem de tucanos ao lado de Campos. "Alguns militantes do PSB estão muito excitados com essa aliança com a Marina, mas não haverá miscigenação de candidaturas nos Estados. Será cada macaco no seu galho", disse o senador Cássio Cunha Lima (PB).
Aliados históricos
No Paraná, o PSDB e o PSB são aliados históricos. Embora a aliança entre eles ainda não esteja formalmente fechada, tanto tucanos quanto dirigentes do PSB afirmaram que ela é "inevitável" e deve se manter em 2014. "É um partido que sempre está conosco. Estaremos juntos de novo, com certeza", disse o secretário geral do PSDB no Paraná, o deputado estadual Ademar Traiano.
Negociações
Desde o início das negociações pela manutenção do partido no arco de alianças de Beto Richa, o PSB exigiu como contrapartida a abertura do palanque a Eduardo Campos no Estado. "Defendemos a candidatura de Beto Richa desde que ele dê palanque para Campos no Paraná", afirmou o presidente do PSB estadual Severino Araújo. O assunto deve voltar à pauta em novembro, quando Campos visitará Curitiba.
Doação de terrenos
O projeto de lei da Prefeitura de Londrina que propõe a doação de dois terrenos públicos para a Sercomtel divide opiniões na Comissão de Justiça da Câmara de Vereadores. Quando recebeu o parecer favorável já assinado do presidente da comissão, Gustavo Richa (PHS), a vereadora Lenir de Assis (PT) decidiu pedir mais prazo. "Eu costumo ler integralmente os projetos que passam pela comissão", cutucou a petista. Agora, o prazo para o parecer vence na terça-feira. A doação é a parte do Executivo para o aporte financeiro à telefônica. O valor total do aporte, entre Prefeitura de Londrina e a outra sócia da empresa, a Copel, é de R$ 15 milhões.
Plano de arborização
Datado de 2010, o Plano Diretor de Arborização de Londrina volta a ser debatido na terça-feira na Câmara de Vereadores. A proposta, após várias análises, recebeu dois substitutivos e voltou a ganhar força na atual legislatura, andando com mais celeridade. O vendaval que atingiu Londrina no segundo fim de semana de setembro reforçou ainda mais a necessidade de debater a arborização da cidade. Várias árvores que caíram, provocando prejuízos, eram impróprias para áreas urbanas, seja pela altura, seja pelo modo de fixação no solo.
Sessão de cinema
Ex-guerrilheira, presa e torturada pelo regime militar, a presidente Dilma Rousseff recebeu convidados na sexta-feira à noite para assistir ao documentário brasileiro "O Dia que Durou 21 Anos". O filme destaca o papel dos Estados Unidos para a criação de um ambiente que resultaria no golpe para derrubar o presidente João Goulart, em 1964, dando início aos 21 anos da ditadura militar no Brasil. A sessão de cinema foi organizada no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Convidados
A lista de convidados incluía o diretor do documentário, Camilo Tavares, que é filho de Flávio Tavares, um dos 15 presos políticos libertados em troca do embaixador norte-americano sequestrado, Charles Elbrick, em 1969, no Rio de janeiro. Flávio Tavares, que também trabalhou na produção do documentário, é amigo do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). Após a troca do embaixador pelos presos, Flávio e Dirceu foram para o exílio.
Meu amigo Zé
No ano passado, em meio ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Dirceu pelos crimes do mensalão, Flávio escreveu um artigo com o título "Meu amigo Zé", no qual o apontou como "bode expiatório de uma degradação maior". Lançado em abril, "O Dia que Durou 21 Anos" é resultado de uma pesquisa que durou mais de três anos e usa como fonte gravações de diálogos da Casa Branca de 1962 a 1964, recentemente tornadas públicas.
Equipe da Folha com agências
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