De volta às comissões
Deu entrada ontem na Câmara de Londrina o texto substitutivo do projeto que institui o banco de horas dos servidores da Casa. A nova redação já foi encaminhada para a Comissão de Justiça para emissão de parecer e precisará, depois, ser apreciada em primeira e segunda discussões. A principal mudança é sobre o pagamento de horas trabalhadas a mais, fixadas em até 20 mensais. Horas feitas a mais terão obrigatoriamente de ser compensadas com folgas. Além disso, o texto determina que as horas extras só poderão ser feitas mediante autorização do gerente imediato e da direção da Casa. O presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), diz que o objetivo é economizar.

Tudo sob supervisão
As horas extras acumuladas serão levantadas mensalmente e terão de ser compensadas integralmente no período de um ano. Segundo Rony, a Câmara já teve gastos altíssimos com pagamentos devidos a funcionários no momento da aposentadoria. Se aprovada ainda este ano, a proposta passará a valer em 2014.

Pauta furada
Apesar das mais de duas horas de discussão sobre a obrigatoriedade de troco na Zona Azul de Londrina, os vereadores deixaram de aprovar, ontem, outros quatro projetos de lei que estavam na pauta do dia. Foram retirados os textos sobre isenção no estacionamento rotativo para doentes renais crônicos; o que institui a Rede de Proteção à Mãe Londrinense; a criação de oito cargos e eliminação de outros seis na prefeitura e a doação de uma área na zona sul para uma empresa de tecnologia. Contando com o banco de horas, foram cinco matérias que deixaram de ser debatidas.

Fogo caseiro
O "quase" secretário de Agricultura e Abastecimento de Londrina, o servidor da Embrapa Décio Gazzoni, também está incomodado com a dificuldade da administração municipal para a conclusão de licitações importantes. Ontem ele fez um comentário no perfil do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na rede social Facebook, criticando a demora para a reabertura do Restaurante Popular: "A novela do Restaurante Popular está indo longe demais". "Na primeira semana de janeiro eu alertei o Rogério (Dias, secretário de Gestão Pública) sobre a necessidade de licitação. Até hoje?", escreveu ele. Gazzoni chegou a ser anunciado como secretário, mas acabou desistindo depois de um impasse em torno das regras de cessão de servidores.

Caixões para pedágio
Integrantes do Movimento Por Amor a Londrina fizeram ontem pela manhã uma manifestação com caixões simbólicos contra o pedágio no Paraná. Faixas também foram colocadas do lado de fora do prédio da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), onde foi realizada a audiência pública da CPI do Pedágio, em curso na Assembleia Legislativa (AL) do Estado.

Pedido de cassação
Foi protocolado ontem na Câmara de Vereadores de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) um pedido de cassação do prefeito Johnny Lehmann (PTB). O documento assinado por uma eleitora está embasado no relatório da Comissão Especial (CE) da Saúde, que apontou supostas irregularidades no pagamento de horas extras para servidores do hospital São Rafael e supostos desvios de verba em consertos de ambulâncias. Agora o pedido será apreciado em plenário na sessão da próxima segunda-feira. Se for aprovada a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra Lehmann, três vereadores serão escolhidos para a composição.

Cartaz pequenininho
Durante lançamento do Planapo (Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica) ontem em Brasília, a presidente Dilma Rousseff brincou com a plateia, composta por integrantes de movimentos sociais, que não enxergava os pedidos que eles colocaram em cartazes dirigidos a ela. "Queria avisar pra vocês que tem um problema comigo: eu não enxergo de longe com acuidade. É uma trabalheira vocês botarem cartazes. Eu aperto o olho e não consigo ler. Se for pequenininho (o cartaz), aí que eu não enxergo mesmo", brincou a presidente.

Pré-campanha virtual 1
Seguindo a mesma estratégia da presidente Dilma Rousseff, que recentemente reforçou a sua presença nas redes sociais, o governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), também tem tido uma participação mais ativa no mundo virtual, especialmente após a aliança com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. A equipe que gerencia o perfil oficial de Campos no Facebook pediu aos internautas que ajudem a divulgar o nome do governador pelo País. Cerca de 52 mil pessoas acompanham a página. "Compartilhe nosso conteúdo, debata, leve informação a quem precisa. Mostre que existe um caminho. Com a sua ajuda, nossas ideias voarão mais alto", dizia o texto.

Pré-campanha virtual 2
A mensagem foi publicada horas depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocar a militância petista, também pelo Facebook, a usar as redes sociais para defender as ideias do partido e divulgar os resultados do governo federal. O post do perfil de Campos afirma que ele não é conhecido por 47% dos brasileiros e insinua que o seu nome apresenta o maior potencial de crescimento entre os candidatos ao Palácio do Planalto. A fonte de origem do dado não foi divulgada. Campos estreou no Facebook em junho, quando o País foi sacudido por manifestações organizadas pela web. No mês passado, foi a presidente Dilma Rousseff quem retomou suas atividades nas redes sociais.

mockup