Lei dos Táxis
A vereadora londrinense Sandra Graça (SDD) protocolou sexta-feira projeto de lei que garante o direito à sucessão familiar no serviço de táxis, no caso de morte do titular. O direito, entretanto, já é garantido em todo território nacional por força de recente Medida Provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Pedido antigo
O texto proposto pela vereadora modifica as condições para a exploração do serviço em Londrina. Pela legislação atual, com a morte do titular, a autorização é extinta e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que fiscaliza o serviço, emite novo certificado de permissão. De acordo com a vereadora, o direito da transferência familiar é uma reivindicação antiga da categoria no município.

Acusado
O ex-prefeito de Atalaia (Norte) Nilson Aparecido Martins (PMDB) é acusado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá de ter colocado uma câmera dentro do gabinete do prefeito para monitorar o atual chefe do Executivo, Fábio Fumagalli Vilhena de Paiva (PT). Ele foi denunciado à Justiça pelo crime de responsabilidade, por desviar bens públicos em proveiro próprio ou alheio.

De olho no adversário
Vilhena venceu as eleições com 53,32% dos votos válidos, deixando para trás Braulio da Silva (PMDB), do mesmo partido do ex-prefeito. Para o Ministério Público, o atual prefeito é adversário político de Martins. De acordo com o Ministério Público, Martins foi o responsável pela instalação de equipamentos de vigilância em local diferente do que foi previsto. Com dispensa de licitação, Martins adquiriu peças e serviços de manutenção das câmeras de vigilância no Departamento de Obras, Serviços e Transportes e no Departamento de Saúde.

Local diferente
Para a promotoria, o objetivo seria monitorar as ações de Vilhena. "O denunciado, com o fim de instalar algumas câmeras de segurança no seu gabinete e também na sala de reunião da procuradoria jurídica, aplicou verba pública em local diverso do previsto na dispensa licitatória, tudo com o fim, em tese, de fiscalizar o futuro prefeito que assumiria o cargo", argumenta o MP.

Pena prevista
Caso seja condenado, a pena prevista é de detenção por três meses a três anos. Martins foi procurado na sexta-feira em casa e na Prefeitura de Maringá, onde trabalha como diretor do Centro de Treinamento, mas não foi encontrado. O prefeito Vilhena também foi procurado por telefone, mas não atendeu o celular na noite de sexta-feira.

Condomínio de Dilma
A inflação bateu à porta da presidente Dilma Rousseff, ainda que publicamente ela garanta que a alta nos preços está sob controle: o valor do condomínio do prédio onde Dilma deve passar este final de semana em Porto Alegre subiu cerca de 13% no último mês de junho, um aumento maior do que a inflação acumulada no período. Foi também o maior reajuste do condomínio nos últimos anos, segundo informou ao Grupo Estado o síndico Eduardo Cirne.

Impacto da inflação
Desde que assumiu a Presidência, Dilma pouco frequenta o apartamento na Rua Copacabana, bairro Tristeza - sua passagem por lá, despertando a atenção dos vizinhos, se resume a esporádicos finais de semana com a família. De acordo com o síndico do prédio, os serviços de limpeza e portaria contribuíram para o reajuste, assim como as despesas com água e luz na área residencial, que conta com duas torres, totalizando 32 apartamentos. "Com certeza a inflação teve impacto", disse Cirne, que votou em Dilma em 2010.

Declaração de bens
O condomínio é pago do bolso da própria presidente, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Segundo a declaração de bens feita à Justiça Eleitoral em 2010, o imóvel de Dilma na Rua Copacabana vale R$ 290 mil, mas uma corretora de imóveis ouvida pela reportagem estimou que a cifra seja três vezes maior.

Debate mais livre
Ao que tudo indica, o período pré-eleitoral deve correr mais "solto". O vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, disse que não pretende "levar ao extremo" a interpretação das leis eleitorais que proíbem a antecipação das campanhas a ponto de "tolher" o debate político. Fazendo críticas à atuação de sua antecessora, Sandra Cureau, Aragão defendeu uma forma diferente do Ministério Público agir e destacou que a instituição não pode ser "um porrete com que os candidatos jogam".

‘Não somos protagonistas’
"Ela (Cureau) tinha o critério dela. Passava a régua. Eu acho que a gente tem que mudar o patamar disso. Se a gente for muito duro, o MP acaba virando um instrumento da disputa. Um vai para o MP, o outro vai, e passa a ser um porrete com o que os candidatos jogam. Nós não temos que ser protagonistas nesse processo", disse.

Equipe da Folha com agências
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