Pesquisa do pedágio
Membros da CPI do Pedágio que corre na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná divulgaram uma pesquisa de opinião encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para ver a aceitação dos paranaenses sobre a taxa de pedágio nas rodovias. De acordo com o levantamento, feito pela Paraná Pesquisas entre os dias 30 de setembro e 6 de outubro, 71% dos usuários consideram o valor do pedágio incompatível com a qualidade das estradas e 15% acreditam que o valor pago é justo.

Negociação com empresas
A pesquisa também revela que 63% dos entrevistados preferiam que o governo do Estado cuidasse das rodovias, através de valores arrecadados de impostos cobrados. Sobre uma atitude do governo do Estado com relação ao pedágio, 78,3% querem que o governo negocie já um novo modelo de contrato de pedágio no Paraná e 13% acham prudente que o Estado espere o fim da vigência do atual contrato: 2021.

Não é surpresa
Para o presidente da CPI do Pedágio, Nelson Luersen, os números não são surpreendentes. "Aonde vamos, aonde caminhamos, para onde deslocamos as audiências públicas, temos percebido o descontentamento geral da sociedade, dos transportadores de cargas, dos caminhoneiros, dos empresários e da sociedade civil. Ninguém concorda em ter tarifas de primeiro mundo, para rodovias que nem ao menos foram duplicadas. Muitas nem contam com acostamentos e terceiras vias. Isso sem falar da falta de passarelas", destacou Luersen.

Debate político ou técnico?
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), pediu para que a questão do arrendamento de áreas do Porto de Paranaguá "não seja politizada". O pedido foi feito numa reunião em Brasília entre representantes do governo do Paraná e do empresariado. "Estamos tratando Paranaguá como todos os portos brasileiros e o que queremos é que a produção do País não fique limitada pelo gargalo logístico", afirmou Gleisi. Os estudos para o arrendamento foram apresentados em Curitiba, no final de setembro, e colocados na sequência para consulta pública pelo período de 30 dias.

‘Proposta acanhada’
Na reunião em Brasília estava o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, que à Agência Estadual de Notícias, do governo estadual, disse que a proposta federal "é muito acanhada diante da demanda dos produtores do Paraná". "Houve entendimento de que é preciso mudar o projeto proposto para não atrasar os investimentos no porto e, por consequência, prejudicar a economia estadual e a brasileira", disse o secretário.

Cassação à vista
O vereador Gilmar Luís Cordeiro (PSB), ex-presidente da Câmara de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, corria o risco iminente de ter seu mandato cassado ontem, após leitura do relatório de Comissão Processante que investigou seis denúncias contra ele. O parlamentar na berlinda diz que a motivação para a cassação é política. Até o fechamento da edição, a conclusão da sessão não havia ocorrido.

Recém-chegado
Eleito pela primeira vez para um cargo eletivo, Professor Gilmar, como é conhecido, tornou-se presidente do Legislativo. Entre as seis acusações enfrentadas por ele, está o fato de acumular a presidência com o cargo de diretor da Escola Estadual Vila Macedo. A defesa de Gilmar afirma que há anuência da Secretaria Estadual de Educação para o acúmulo, desde que as funções não sejam conflitantes.

Mais acusações
Professor Gilmar também foi acusado, na representação, de segmentar a contratação de serviços para enquadrá-los na dispensa de licitação; contratação com verbas públicas de serviços que poderiam ser executados por servidores da Câmara; execução de funções administrativas pelo filho dele e confecção e distribuição de material apócrifo durante a campanha eleitoral do ano anterior. Com as denúncias, os vereadores o afastaram da presidência. A defesa nega todas as acusações.

Contra os interesses
O vereador diz que as acusações foram feitas porque ele contraria interesses pessoais de políticos e comércio local. A primeira desavença ocorreu quando não aceitou conceder aumento nos subsídios dos parlamentares e do prefeito, no início do ano. Ele justifica que a medida tinha de ocorrer por meio de decreto no ano anterior. Depois disso, afirma que aplicou medidas moralizantes e que trouxeram economia aos cofres públicos. Além disso, remeteu as denúncias ao Ministério Público, que arquivou a investigação. "Mas, bastou eu ser afastado para, dois dias depois, o novo presidente conceder o aumento", diz.

De bico fechado
Procurado na tarde de ontem, antes da sessão de leitura do relatório, o presidente da Comissão Processante, Edson Baianinho (PHS), disse que não podia dar declarações por telefone. "Estou impedido por normas regimentais", alegou. Porém, não explicou quais normas e em quais situações o Regimento Interno impede parlamentares de se pronunciarem.

mockup