INFORME FOLHA
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Lei do silêncio
A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, projeto de lei de Emanoel Gomes (PRB) que proíbe som automotivo em veículos parados nas ruas ou estacionamentos particulares. O texto fala de ruídos enquadrados como de alto nível pela legislação vigente. Apesar de aprovado, Elza Correia (PMDB) alertou para um ponto: sem fiscalização, a lei será inócua.
Amparado pela CMTU
Emanoel Gomes diz que lei semelhante já existe em Santa Catarina e no Paraná, mas que leis municipais fazem com que o poder público local fique mais atento ao cumprimento. Ele afirma, ainda, que o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Alberto Geirinhas, já se pôs à disposição para apertar a fiscalização.
Lixo guardado
Os vereadores aprovaram ontem, em primeira discussão, proposta de Mário Takahashi (PV) que proíbe o descarte de lixo reciclável nos sábados, domingos e feriados. Pelo texto, o descarte nas ruas só poderá ser feito no primeiro dia útil após as datas. O autor defende que a medida vai evitar que os descartes acumulados principalmente na região central da cidade sejam espalhados pelas ruas e calçadas.
Esse não passou
Após ter aprovado lei que obriga a emissão de contas de consumo de água, luz e telefone em braile, o vereador Emanoel Gomes (PRB) não obteve o mesmo resultado com sua proposta que obrigaria farmácias e drogarias a manterem a lista de medicamentos genéricos, no mesmo sistema de escrita, à disposição dos clientes. O questionamento é que, diferentemente dos boletos, medicamentos são fornecidos por farmacêuticos e atendentes, que entregam e orientam o consumo. A proposta foi retirada por tempo indeterminado.
Possíveis demissões
A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) deixou para hoje a reunião que vai avaliar o resultado do Plano de Demissão Voluntária (PDV), encerrado na semana passada. A empresa tem 73 funcionários e o alvo eram 19 já aposentados pelo INSS, mas que permanecem na ativa. Porém, apenas nove aderiram. O presidente José Roberto Hofmann não descarta demissões.
CPI do Pedágio no Norte
As cidades de Londrina e Maringá serão as próximas a receber as audiências públicas da CPI do Pedágio, que corre na Assembleia Legislativa do Paraná. Foram enviados convites para entidades de classe, sindicatos e movimentos populares. Também foram convidados a participar representantes do Ministério Público federal e estadual e da classe política local. Mas a reunião, reforça membros da CPI do Pedágio, é aberta a toda a sociedade.
As audiências públicas foram marcadas para o próximo dia 17, quinta-feira. Em Londrina, será às 9 horas, na Associação Comercial e Industrial. Já em Maringá será às 17 horas, na Câmara de Vereadores.
Dupla vira alvo
Enquanto Dilma Rousseff evita comentar em público a aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos e pede respeito à ex-ministra do Meio Ambiente em reuniões privadas com aliados, seus auxiliares e correligionários iniciaram uma ação para minar a dupla que se uniu pelo projeto presidencial do PSB. A estratégia consiste em mostrar as contradições da união da ex-ministra com o governador de Pernambuco. A aposta dos petistas é que haverá uma disputa entre os dois pela vaga de cabeça de chapa na campanha ao Palácio do Planalto no ano que vem.
Dilma beneficiada
Coube ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fazer a mais crítica declaração do governo federal até agora contra a parceria de Marina com Campos. "Não sei se a chapa é competitiva. Ela (Marina) acrescenta para ele (Campos), mas se você for pensar, se ela for vice, no Brasil ninguém vota por causa do vice", afirmou o ministro. Bernardo disse ainda que ambos, por articularem uma candidatura contrária ao PT, mudaram o discurso - Marina foi ministra de Meio Ambiente de Lula e Campos, da Ciência e Tecnologia, também na gestão do ex-presidente. Para o ministro, a aliança aumentou as chances de Dilma vencer a eleição do ano que vem ainda no 1º turno.
Esperteza
O vice-presidente da Câmara Federal, o paranaense André Vargas (PT), também criticou a parceria. "É uma esperteza porque Eduardo Campos tinha muita dificuldade de viabilizar a sua candidatura e adotou Marina", disse André Vargas. "Quero ver se vai adotar o discurso de Marina. Pelo discurso dela, a usina Belo Monte não estaria sendo construída, por exemplo, e não teríamos desenvolvimento, e me parece contraditório com aquilo que Eduardo Campos prega", acrescentou.
Oposição ao PSDB
O petista também avaliou a possibilidade de uma aliança com Marina e Eduardo Campos caso a disputa fique entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). "Eles sempre estiveram ao nosso lado. Agora que eventualmente pontuaram contrariamente. Mas eles têm muita dificuldade de fazer aliança com o PSDB, porque surgiram em oposição ao PSDB", disse.


