INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de outubro de 2013
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Miró não comenta
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Plauto Miró (DEM), derrotado em julho para Fábio Camargo (ex-PTB) na eleição ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado, afirmou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá comentar o afastamento do ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná Clayton Camargo, já que se trataria de uma notícia de outro poder, que "não diz respeito a ele". Clayton responde a um processo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aberto terça-feira, por supostamente ter cometido graves condutas, como venda de decisões e tráfico de influência, além de crimes tributários. Entre as suspeitas está a de que o magistrado teria influenciado diretamente na eleição de Fábio Camargo, que é seu filho. O atual conselheiro recebeu 27 votos, contra 22 de Miró. A votação para escolha dos membros do TC é fechada, não sendo possível afirmar quais deputados elegeram Camargo.
Fui usado
Apesar do silêncio de agora, após a eleição de julho, foi o próprio Plauto Miró quem sugeriu a existência de um "acordo", em detrimento do seu nome. "Eu fui usado como mercadoria numa barganha entre os Poderes do Paraná", reclamou ele, na época, ao justificar seu voto contra o "empréstimo" dos depósitos judiciais sob a guarda do TJ ao governo de Beto Richa (PSDB).
Sessão curta
A sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foi rápida. Começou por volta de 14h45, com atraso, e foi encerrada 35 minutos depois. Em pouco tempo, os deputados concluíram os trabalhos e iniciaram a votação da ordem do dia. Apenas o deputado estadual Professor Lemos (PT) resolveu utilizar a tribuna, para lembrar da mobilização dos professores estaduais e da realização do II Festival de Artes das Escolas de Assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Estado.
Baixo quórum
Quando começou a votação, dos 54 parlamentares da Casa, 26 estavam em plenário, sendo que o número mínimo é 28. Após o presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), ameaçar suspender a sessão, outras presenças foram registradas e os deputados deram prosseguimento aos trabalhos.
Líder do Solidariedade
O paranaense Fernando Francischini foi eleito terça-feira, por unanimidade, o líder do partido Solidariedade na Câmara dos Deputados. Com 23 parlamentares filiados na Câmara Federal, o Solidariedade já é a 8ª maior sigla da Casa. Na semana passada, Francischini assumiu a presidência do partido no Paraná, onde a legenda já contabiliza mais de 200 vereadores filiados.
Sem cassação 1
A Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Londrina acatou parecer da procuradoria jurídica e arquivou o pedido de investigação contra o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), apresentado pelo suplente de vereador Emerson Petriv (sem partido). Baseado na Lei de Acesso à Informação, ele alegou infração político-administrativa do prefeito, que teria supostamente se negado a dar informações sobre contratos de coleta do lixo na cidade.
Sem cassação 2
O procurador da Casa, Régis Belizário, apontou dois problemas na denúncia feita pelo suplente. "Apesar de dizer que o prefeito não deu resposta, o pedido de informações foi direcionado ao presidente da CMTU e não ao prefeito. E a Lei Orgânica prevê hipótese de incidência em infração político-administrativa na eventualidade do chefe do Executivo se negar a dar informações aos pedidos escritos formulados pela Câmara Municipal, e não por munícipe." Segundo Belizário, eventual "recusa deliberada" em atender a Lei de Acesso à Informação pode ser discutida via Judiciário e não pelo Legislativo.
Novela do concurso 1
Durante a solenidade da nova UBS do Jardim Campos Verdes, em Londrina, o secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza, informou que o termo de referência para o novo concurso da saúde está quase pronto. O primeiro foi cancelado em agosto após denúncias de plágio de questões. As provas foram elaboradas por servidores da própria Secretaria Municipal de Saúde. Treze mil candidatos fizeram, no dia 14 de julho, a prova que selecionaria 306 profissionais.
Novela do concurso 2
"Encaminhamos (o termo) para a equipe de gestão elaborar os processos finais. Também estamos aguardando mais alguns orçamentos de instituições, para que possamos fazer o mais claro e transparente possível esse processo, dentro do prazo que nós temos", afirmou, referindo-se ao decreto de emergência, assinado no final de agosto e com validade de 90 dias. A medida possibilitou que durante o período o município fizesse novo vínculo com os profissionais temporários, cujos contratos venceram em 31 de agosto e não poderiam ser renovados. O decreto pode ser renovado por mais 90 dias.


