CMTU sem dinheiro
Dos R$ 103 milhões que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pediu para o Executivo incluir no orçamento do ano que vem, apenas R$ 53 milhões foram garantidos. A previsão do presidente da companhia, Carlos Alberto Geirinhas, é preocupante. "Todos nós queremos uma cidade limpa, arrumada, mas com os recursos que temos, não vai dar", disse ele em entrevista à Rádio Paiquerê AM.

Barco pesado
"Estamos num barco grande, pesado, mas nem todos estão remando na mesma direção. Críticas de todos os lados e, às vezes, não construtivas e o barco parado. Em barco parado a tendência é afundar." O desabafo é do presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, ao comentar as dificuldades financeiras que tem enfrentado para cumprir atividades essenciais.

700 ações na Justiça
A FOLHA procurou a CMTU para saber sobre o andamento das ações que a empresa responde na Justiça, mas a procuradora da companhia deve se manifestar hoje. Geirinhas revelou que são mais de 700 processos, "passivo impressionante", sendo que num dos casos o valor pedido por uma empresa que prestou serviços ao município chega a R$ 30 milhões.

Esquentou
A previsão é de tempo quente hoje em Apucarana (Norte), na sessão da Câmara de Vereadores, para a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a conduta do vereador Alcides Ramos (DEM). A diretoria da Casa já requisitou reforço na segurança, especialmente depois de ameaças que a presidente da CPI, Aurita Bertoli (PT), teria sofrido. Ramos, que está afastado desde o início do mandato, ficou preso por quase três meses sob a acusação de desvio de dinheiro e teve o mandato de vereador cassado por suposta compra de votos e abuso de poder político. No Superior Tribunal de Justiça (STJ) ele conseguiu, liminarmente, habeas corpus para deixar a cadeia. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná o parlamentar retomou o mandato.

Defesa
Segundo Aurita, o vereador investigado terá duas horas para se defender. Depois da leitura do relatório, o documento é encaminhado para a Comissão Interna de Justiça e Redação e só depois deve ser votado em plenário. Ela não quis revelar o conteúdo do material, mas os indícios são de que a CPI esteja opinando pela cassação do mandato de Ramos. "Há um clima pesado na cidade por causa desse caso", disse Aurita, comentando que tem sofrido grande pressão pelo trabalho na CPI.

De casa nova
Dois deputados federais do Paraná estão entre os 52 que trocaram de partido para as eleições de 2014. Um deles é Fernando Francischini, que deixou o PEN para ajudar a fundar o Solidariedade, legenda de Paulinho da Força. O outro é Luiz Nishimori, que abandonou o ninho tucano e pousou no PR. Já na Assembleia Legislativa do Paraná, a Mesa Executiva não havia recebido, até ontem, nenhuma informação de mudança de legenda.

Já era esperado
A mudança de Francischini já era sabida. O diretório estadual do partido será presidido pela mulher dele, Flávia Francischini. O deputado, aliás, chegou a namorar novamente o PSDB, após a oferta da presidência do diretório municipal tucano em Curitiba a ele. Entretanto, preferiu apostar na casa nova, com a oferta de uma vice-presidência a ele. Mesmo assim, Francischini diz que vai apoiar, em 2014, Aécio Neves para a Presidência, colocando o Solidariedade próximo a Beto Richa (PSDB) na corrida pela reeleição. De viagem ao Japão, Nishimori não foi localizado para comentar a mudança de partido.

Nova liderança
Em Londrina, a vereadora Sandra Graça deixa o PP para fundar o diretório municipal do Solidariedade. A parlamentar vai ficar com a presidência da executiva provisória da legenda. Sandra afirma que a troca de legenda é uma vontade antiga, que remonta à última eleição municipal, mas que só agora, com o surgimento de novo partido, encontrou uma possibilidade sem desgaste político. Ela pretende concorrer à Assembleia Legislativa. "A gente tem que galgar espaços gradativamente", justifica. Porém, não descarta atender a pedidos e tentar vaga na Câmara Federal.

Motivos domésticos
Sandra elenca dois pontos que pesaram em sua escolha. O primeiro é que o partido é, em suas palavras, "privilegiado", com vários pré-candidatos a deputado para o próximo ano. "Mas a gota d’água foi todo o processo de desgaste que a gente vem sofrendo por parte de um suplente", diz a vereadora. Ela se refere a Emerson Petriv, o "Boca Aberta", autor de dois pedidos de cassação do mandato dela com base em condenação, em primeira instância, por um assessor que recebia pelo gabinete mesmo sem dar expediente na Câmara. O primeiro pedido foi rejeitado por erros formais, como falta de informações pessoais e ausência de documento que comprove a condenação. O terceiro suplente do PP, então, repetiu o pedido, com os erros apontados corrigidos.

mockup