Prestação de contas hoje
A Prefeitura de Londrina apresenta hoje, às 10 horas, a prestação de contas relativas ao 2º quadrimestre de 2013. A apresentação é aberta para toda a população e será realizada na Câmara de Vereadores, que fica na rua governador Parigot de Souza, 145, no Centro Cívico. A prestação de contas em audiência pública é obrigatória, prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Vapt vupt
Apesar de cheia, a pauta da sessão ordinária da Câmara de Londrina ontem esvaziou cedo. Antes das 17 horas os vereadores aprovaram dois pareceres prévios, derrubaram vetos do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) à proposta de Marcos Belinati (PP) de criação do Dia da Cidadania e retiraram seis projetos em primeira e segunda discussão. Todas as votações ocorreram antes do secretário de Meio Ambiente, Cleuber Moraes Brito, apresentar à Câmara os trabalhos de sua pasta. O convite estava marcado para as 16h30, mas atrasou alguns minutos.

O retorno do tucano
O vereador Gerson Araújo (PSDB) retornou ontem à Câmara de Londrina, depois de 30 dias afastado da vida legislativa. O parlamentar estava de licença por ordem médica, após passar por uma cirurgia no mês passado. Ele diz que está tudo bem com sua saúde agora. O tucano estava fora quando teve seu recurso negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, após ter seu mandato cassado por ter assumido a cadeira de prefeito em setembro de 2012, quando concorria a uma vaga na Câmara. À época, o advogado de defesa afirmou que ainda tentaria um agravo de instrumento no TSE e que Gerson deve permanecer no cargo até o trânsito em julgado.

Cuidados com aglomeração
Um dos projetos retirados ontem de pauta é a proposta do vereador Tio Douglas (PTB) que obriga casas noturnas com capacidade para 200 pessoas ou mais a instalar mapa com a planta do estabelecimento e indicação de saídas de emergência. Gaúcho Tamarrado (PDT), entretanto, sugeriu que o projeto de lei seja estendido para outros locais, como igrejas, ao invés de criar textos específicos para cada categoria. Inicialmente relutante, Douglas justificou que propôs a lei após o acidente na boate Kiss, no Rio Grande do Sul, mas aceitou retirá-lo por três sessões para estudar mudanças.

Escancarando os problemas
A visita do secretário do Meio Ambiente, Cleuber Moraes Brito, ontem, à Câmara de Londrina, soou como um pedido de socorro para sua pasta, claramente sucateada. Falta pessoal, veículos e equipamentos. A poda de árvores na cidade de Londrina, por exemplo, é feita por quatro profissionais – a idade média dos servidores do Meio Ambiente é 50 anos. A secretaria também tem apenas quatro caminhões usados na poda e corte, comprados entre 1985 e 1994. São seis motosserras pequenas e quatro grandes. A verba para investimentos previstos para a pasta em 2013 é de R$ 170 mil, que o secretário considera insuficientes para renovar a estrutura.

Corrida desigual
Se tem apenas quatro podadores (e 19 ajudantes, que cortam os galhos no chão), a Secretaria de Meio Ambiente tem uma fila de mais de três mil pedidos de poda e corte de árvores para análise. A equipe técnica tem cinco pessoas, mas Cleuber Brito não vê tanto problema. "Ir verificar a saúde da árvores não é difícil. O complicado é executar o serviço", afirma.

Vendaval
A estrutura sucateada da Secretaria de Meio Ambiente ficou mais evidente desde o último fim de semana, depois do vendaval que derrubou árvores por toda Londrina. Até ontem, foram 140 árvores cortadas, mas devem chegar a 200 no fim do trabalho. Isso, porém, ainda está longe: Brito acredita que a retirada dos troncos e dos galhos caídos leve mais duas semanas, mesmo com o empenho da equipe responsável pelas áreas verdes na remoção. "O vendaval abriu uma ferida para a falta de estrutura da pasta", afirmou Brito aos vereadores.

Desvios de função em Rolândia
O Ministério Público (MP) do Paraná pede na Justiça o retorno de servidores que estariam em desvio de função na Prefeitura de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). Segundo ação civil pública contra o prefeito Johnny Lehmann (PTB), mesmo depois de recomendação administrativa feita em 2010, o município não resolveu o problema, ocasionando danos ao erário em razão de ações trabalhistas levadas à Justiça por pessoas que atuaram em cargos diferentes daqueles definidos no concurso público. Na ação, o MP também pede o fim das cessões de funcionários comissionados para outros órgãos instalados na cidade. "Contraria a lógica da sua criação e provimento", diz a ação.

Secretário nega
O secretário municipal de Administração de Rolândia, Antonio Celso Chequin, embora não soubesse informar quantos servidores ainda estão ocupando cargos de maneira irregular, disse à FOLHA que as nomeações ocorreram em administrações anteriores e negou que o prefeito esteja descumprindo a recomendação do MP. "São pouquíssimos casos, que estão sendo resolvidos." Ele afirmou que as ações trabalhistas "podem ter sido movidas por pessoas descontentes por terem que voltar à função original". Quanto aos comissionados cedidos, ele disse que foram dois casos. "Havia a necessidade de colaborar com a delegacia de polícia e o prefeito atendeu, mas agora os funcionários já estão reintegrados."

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