Falência
O futuro das empresas de TV a cabo Adatel TV/Osasco e Adatel TV/São José, coligadas da Sercomtel, é a falência. A confirmação foi feita pelo presidente da telefônica, Christian Schneider. Segundo ele, após conclusão dos estudos sobre a liquidação das empresas (o que seria uma forma de repor parte dos investimentos feitos pela Sercomtel) ficou constatado que o passivo é muito alto e "não seria possível pagar nem com a venda delas". "Nestes casos, a saída, por lei, é a abertura de um processo de falência." Apenas para a Sercomtel, as coligadas devem R$ 25 milhões. "É um prejuízo. Nos balanços futuros esses débitos vão entrar."

A vez da Copel
Enquanto o projeto sobre a cessão de terrenos, para o aporte financeiro, tramita na Câmara de Vereadores de Londrina, a Sercomtel aposta no acionista minoritário para conseguir melhorar o caixa. Christian Schneider vai a Curitiba amanhã, onde participa de uma capacitação técnica, mas deve aproveitar para pedir o adiantamento à Copel. "Vou conversar com o prefeito sobre o tema, para delinearmos como será esse contato com a acionista. Mas temos muito interesse em antecipar essa parte do aporte que compete à Copel." O investimento da companhia paranaense deve ser de R$ 6,3 milhões.

Não passou nada
A presença de secretários e do procurador-geral do município de Londrina, na última quinta-feira, na Câmara de Vereadores, esvaziou a pauta da sessão. Dos quatro projetos previstos para apreciação (um dos quais, que estabelece obrigatoriedade do teste da linguinha, com parecer contrário), apenas o que previa a progressão na multa para inadimplentes de tributos municipais foi debatido – e, ainda assim, retirado de pauta por cinco sessões, devido à possibilidade de rejeição.

Vai e volta
Dois projetos que vão e voltam, elaborados no fim da legislação passada, "pingaram" de novo na pauta da última sessão. Um deles é a resolução da Mesa Executiva que estabelece o banco de horas para servidores do Legislativo. Elaborada no último trimestre de 2012, a proposta já foi aprovada em primeira discussão, mas é sempre retirada durante a sessão da segunda votação. Outro projeto é de autoria da vereadora Lenir de Assis (PT) e altera o zoneamento de um lote específico na rua Desembargador Hugo Simas. O texto foi elaborado em março do ano passado e, de lá para cá, entrou em pauta pelo menos cinco vezes. A autora diz que daria encaminhamento para análise do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), mas que retirou agora em definitivo, para aguardar a aprovação das três leis complementares do Plano Diretor.

Para aguardar
No mesmo dia, a líder do governo na Câmara, Elza Correia (PMDB), solicitou a suspensão da tramitação do Plano Diretor para que os prazos não corram enquanto aguardam a prefeitura enviar as sugestões apresentadas pelos participantes da Semana Técnica, promovida em agosto. Foram cerca de 250 propostas de alteração nas três legislações – 220 na Lei de Uso e Ocupação do Solo; 20 na Lei de Sistema Viário e, o restante, para as Zona Especiais de Interesse Social (Zeis).

Tudo analisado
Todas as propostas já foram analisadas pelo Ippul e, agora, a Prefeitura de Londrina precisa sistematizar a entrega para o Legislativo. A equipe técnica do instituto definiu alterações que são recomendadas – como correções de cálculos e inclusão de textos para evitar omissões na lei – e outras que recebem parecer técnico para que os vereadores analisem se merecem ser incluídas ou não. Entre elas estão, por exemplo, as propostas conflitantes. Nesses casos, o Ippul sugere qual deveria ser acatada, sob critérios técnicos, mas caberá aos vereadores a alteração ou não no texto original. Elza espera que as emendas da Semana Técnica cheguem à Câmara ainda nessa semana.

Atrizes de preto
Atrizes da novela Amor à Vida, da Rede Globo, foram trabalhar de preto em protesto pela decisão do Supremo Tribunal Federal de realizar novo julgamento para parte dos crimes dos réus do mensalão. A atriz Bárbara Paz postou fotos no seu Instagram: "Atrizes em luto pelo Brasil", diz a legenda. Ao lado de Bárbara, Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg e Susana Vieira. A equipe de Amor à Vida gravava cenas da festa de casamento da personagem Paloma, na tarde da última quarta-feira. Coube a Ary Fontoura, num intervalo das gravações, atualizar o elenco sobre o voto do ministro Celso de Mello. "Quando ele voltou, ficamos todos tão estupefatos. Combinamos algumas pessoas de vir de luto. O que eu sinto é indignação", reagiu Rosamaria Murtinho.

Atirando nos ministros
"O que seria impossível, aconteceu. O STF é um poder que, quando decide uma coisa, ao fim só se faz uma coisa: cumpre-se. É a última instância. Ter um novo julgamento por quê? Por que é um julgamento político?", indagou Rosamaria.
Ela criticou alguns ministros. "O Celso de Mello precisava falar duas horas, como se pedisse desculpas pelo voto dele? O Toffoli, que foi subordinado ao Dirceu, deveria ter um pouco menos de cara de pau e ter se declarado impedido", disse, referindo-se ao fato de o ministro Dias Toffoli ter sido advogado do PT. "O Joaquim Barbosa estudou o processo por seis anos. E tem gente que entrou agora e está dando palpite; o Luís Barroso, que entrou outro dia."

Equipe da Folha com agências
[email protected]

mockup