Santinho roubado
O presidente da Câmara de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) e ex-deputado federal Santinho Furtado (PMDB) passou por maus momentos ontem, em Curitiba. Ele e dois irmãos acabaram reféns em um assalto a uma loja de peças automotivas. De acordo com ele, a ação criminosa durou duas horas e meia. Ele teve dinheiro, cheques, documentos, celular e uma caminhonete roubados.

Protegido da chuva
Santinho diz que foi a Curitiba na companhia dos irmãos e passou na loja que pertence a um platinense, no bairro Tarumã. Afirma que foi recebido por pessoas que o convidaram a entrar, sob um guarda-chuvas. Porém, dentro da loja, pediram que fosse para trás de um balcão, onde encontrou várias pessoas deitadas. Só então anunciaram o assalto.

Ao menos, educados
Impossibilitado de se deitar devido a problemas no nervo ciático, Santinho foi amarrado a uma cadeira. Os bandidos levaram dinheiros e cheques do estabelecimento e das vítimas. Levaram, ainda, o cofre da loja, na caçamba da Strada do vereador. Ninguém ficou ferido. "Eram assaltantes muito educados", brincou o parlamentar, que espera recuperar o veículo e documentos de negócios.

Tiroteio evitado
Minutos após a saída dos assaltantes, policiais militares entraram na loja – mas para fazer compras. Para Santinho, foi sorte. "Se eles chegassem durante o assalto, poderia haver um tiroteio terrível", diz.

Quase empatados
O vereador Roberto Fu (PDT) provocou risadas ontem ao brincar com Emanoel Gomes (PRB), que defendia mais um projeto de lei de sua autoria com parecer contrário – foram seis só nas duas últimas sessões. Gomes justificava a importância de sua proposta de proibir o corte de água e luz às sextas, sábados, domingos e feriados. Ao tomar a palavra, Fu afirmou: "Eu era campeão de projetos com parecer contrário, com 23 parados, mas estamos quase empatados", afirmou, emendando que a iniciativa do colega o encoraja a lutar por suas propostas. Gomes retirou de pauta as duas propostas.

Sem branco nas ruas
Outra proposta de Emanoel Gomes foi aprovada por unanimidade ontem na Câmara de Londrina, em primeira votação. O vereador quer impedir que profissionais de saúde andem pelas ruas trajando roupas como jaleco e objetos médicos. A proposta ainda deixa ao encargo do empregador a responsabilidade pela limpeza das roupas e prevê multa a quem for flagrado fora do local de trabalho com os trajes de serviço. A justificativa é para evitar contaminação dentro das unidades de saúde.

Vale para todo mundo
A proposta aprovada mantém um dispositivo com parecer contrário: a obrigação vale para as redes privada e pública. Porém, antes da segunda votação, a Câmara vai ouvir entidades de classe, como Sindserv (sindicato dos servidores municipais), Coren (Conselho Regional de Enfermagem), CRM (Conselho Regional de Medicina) e Associação Médica de Londrina. As manifestações serão levadas em conta na segunda votação.

Cotas suspensas
O projeto de lei que garante 10% das vagas em concursos públicos de Londrina para afrodescendentes, aprovado em primeira discussão na Câmara de Vereadores quinta-feira passada, foi retirado de pauta por tempo indeterminado, a pedido de representantes de movimentos relacionados ao movimento negro. Eles pedem a inclusão, por meio de emenda, de que o benefício seja garantido apenas a quem carrega o fenótipo.

Sem respaldo
De acordo com a líder do governo na Câmara, Elza Correia (PMDB), o pedido foi feito na semana passada, mas a emenda não foi feita porque a assessoria da Câmara daria parecer contrário. Isso porque não há previsão legal para tal garantia, assim como não dá respaldo o Estatuto da Igualdade Racial. Leis semelhantes já vigentes em outras localidades também não trazem esse dispositivo.

Incorporação de vantagens
Os deputados estaduais Caíto Quintana e Nereu Moura, do PMDB, pediram vista do projeto que altera a remuneração dos membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A iniciativa é do Executivo e está na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná faz uma semana. Ontem a proposição estava na pauta da Comissão de Constituição e Justiça quando os políticos pediram mais tempo para analisá-la. A proposta propõe a incorporação de 13 "penduricalhos" ao salário (gratificações, vantagens e adicionais) e extingue 57 cargos comissionados da PGE.

Prefeito de Jaguariaíva
Morreu na manhã de ontem, em Curitiba, o prefeito de Jaguariaíva (118 km de Ponta Grossa), Otélio Renato Baroni (PT). Segundo informações do Partido dos Trabalhadores, Baroni tinha 72 anos e estava internado desde o dia 9 de setembro na capital. Ele lutava contra um câncer. O sepultamento será às 9 horas de hoje, no Cemitério Santa Cândida, em Curitiba. Otélio Renato Baroni era filiado ao PT desde setembro de 2007. Foi eleito prefeito de Jaguariaíva pela primeira vez em 2008 e reeleito em 2012, com 11.028 votos. Ele deixa esposa e duas filhas.

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