Reclamou
Convidado pela Câmara de Vereadores para esclarecer o destino do marco zero de Londrina, o empresário do ramo imobiliário Raul Fulgêncio reclamou da demora para liberação de empreendimentos na cidade. Diz ele que há dificuldades para obter alvará de construção e de "Habite-se" na prefeitura. Segundo ele, também haveria uma "vigência velada" da chamada Lei da Muralha, derrubada após denúncia de corrupção.

Sem consenso
A presença de Raul Fulgêncio alterou os ânimos da líder do governo na Câmara de Londrina, Elza Correa (PMDB). A parlamentar diz que, segundo o Executivo, o marco zero ainda pertence ao grupo do empresário. Ele nega e afirma que doou a área para o município. Ao fim do debate, a dúvida sobre a posse ainda persiste.

Dois pesos
O presidente da Casa, Rony Alves (PTB), concordou com a reclamação de Fulgêncio. O empresário diz que, enquanto grupos que pretendem investir na cidade sem ajuda do poder público encontram dificuldades para legalizar os empreendimentos, quem recebe doação de área da prefeitura obtém os documentos facilmente, com "anúncio festivo" por parte do Executivo.

Língua difícil
O vereador Gaúcho Tamarrado (PDT), autor do convite a Raul Fulgêncio, escorregou no português ao agradecer a presença dele na Câmara, ontem. Segundo o pedetista, é de "cidadões" como o empresário que a cidade precisa.

Richa na presidência
O vereador londrinense Gustavo Richa foi confirmado ontem na presidência do diretório municipal do PHS. Correligionários como o prefeito de Arapongas, Padre Beffa, e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Maringá e presidente do PHS no Paraná, Valter Viana, participaram da reunião que confirmou o nome de Richa. Na legislatura passada, o PHS teve como representante na Câmara de Vereadores de Londrina o professor Eloir Valença, que chegou a ser preso ano passado por envolvimento no episódio da suposta propina para evitar a abertura, na Casa, de uma investigação contra o então prefeito Barbosa Neto (PDT).

Escolha de diretores
Decreto publicado ontem no Jornal Oficial regulamenta a escolha dos diretores das escolas e centros municipais de educação infantil em Londrina. A data da eleição – direta e secreta – ainda não foi definida, segundo o decreto, mas, tradicionalmente, ocorria em outubro. A votação deveria ter ocorrido no final do ano passado, mas o "prefeito tampão" Gerson Araújo (PSDB) prorrogou o mandato dos então diretores por um ano devido à "instabilidade político-administrativa" daquele ano. Conforme o decreto, o mandato de diretor passa a ser de quatro anos – antes era de três e, durante o mandato do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), foi reduzido para dois.

TJ em Brasília
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná esteve em Brasília, ontem, em visita ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na pauta do CNJ estava uma reclamação contra a aquisição de novos veículos pelo TJ em 2012, quando caminhonetes tipo SUV foram adquiridas pelo Poder. A reclamante, Regina Girardello, argumentou com o CNJ que os valores significativos da despesa não se justificariam. A votação foi adiada por um pedido de vista do ministro Francisco Falcão, corregedor nacional de Justiça. Camargo viajou acompanhado do advogado Jorge Augusto Casagrande.

Pedido de vista
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realiza hoje uma sessão extraordinária para votar o projeto da Sanepar. Enviado pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa, a proposição autoriza a emissão de R$ 781 milhões em ações preferenciais da Sanepar (ao custo de R$ 12,75 a unidade). Tadeu Veneri (PT) foi quem pediu vista do projeto por entender que o uso dessas ações para pagamento de dívida afronta lei do mercado financeiro. Esse debate será retomado hoje pela manhã e, se for superado na CCJ, o projeto será votado em comissão geral e duas extraordinárias à tarde.

Emenda no Banestado
O plenário acatou três emendas no projeto que trata da recuperação de dívidas do Banestado. Uma da oposição, outra de Rasca Rodrigues (PV) e outra do líder do governo, Ademar Traiano (PSDB). A emenda assinada pelo PT destina 50% dos valores recuperados para investimentos em Saúde. Os oposicionistas também tiveram acatadas duas mudanças no projeto que autoriza a licitação do serviço público de registro dos contratos de financiamentos de veículos (prazo para a concessão do serviço e proibição de subcontratação por parte do vencedor da concorrência). Tudo será reanalisado pela CCJ da Assembleia Legislativa.

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