INFORME FOLHA
Redeiros na região
A comissão provisória do Rede Sustentabilidade realiza hoje em Londrina o seu primeiro encontro e espera reunir simpatizantes das cidades da região. Os redeiros estão mobilizados na busca por assinaturas para conseguir a homologação da sigla, encabeçada pela ex-senadora e ex-ministra Marina Silva. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido precisa apresentar, pelo menos, 492 mil assinaturas. Segundo um dos integrantes da provisória de Londrina, Manoel Moreira Alves, "estamos confiantes que vamos conseguir". O encontro hoje será no Canadá Country Club, pela manhã.
Tramitando
Há mais de dois anos está tramitando em várias instâncias judiciais o inquérito que deveria apurar corrupção passiva supostamente praticada pelo ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) no caso do Instituto Atlântico, Oscip contratada em dezembro de 2010 para executar serviços de saúde em Londrina. Após a operação Antissepsia, em maio de 2011, o Ministério Público estadual concluiu que Barbosa teria recebido R$ 20 mil e promessa de R$ 300 mil em propina para contratar a entidade. Como ele era prefeito e gozava de foro privilegiado, o inquérito foi ao Tribunal de Justiça.
Competências
Chamado para dar parecer, o promotor de Justiça Samir Barouki entendeu que se tratava de competência federal porque os recursos repassados à Oscip eram do Sistema Único de Saúde (SUS). Em novembro de 2011, o inquérito foi, então, para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. A Procuradoria da República solicitou investigações à Polícia Federal. Sem qualquer conclusão ou denúncia, o caso acabou voltando para Londrina, mas, apenas em abril deste ano, com o argumento de que o mandato de Barbosa se encerrara (ele foi cassado em julho de 2012).
Em espera...
Atualmente o inquérito está com o procurador da República Luiz Antonio Ximenes Cibin, que ainda não conseguiu fazer uma análise detalhada do caso. Segundo sua assessoria, logo que os autos chegaram um advogado pediu cópia e o pedido está sendo analisado pela Justiça Federal. Assim que o inquérito chegar ao procurador, ele decidirá se aprofunda a investigação, apresenta denúncia ou requer o arquivamento.
Consórcios do Lixo
O Paraná deverá ter, até agosto de 2014, 40 consórcios intermunicipais para o gerenciamento e o tratamento dos resíduos sólidos. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), essa seria a solução para o financiamento dos aterros sanitários. "O Paraná tem mais de 200 municípios com menos de 10 mil habitantes. Essas prefeituras não dispõem dos cerca de R$ 30 mil necessários por mês para a destinação adequada do lixo. Os consórcios diminuem o impacto dessa despesa", argumenta.
Contrato da Celepar
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) vai pagar quase R$ 1 milhão para a Celepar pela "prestação de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação". A despesa diz respeito a um novo contrato de R$ 410 mil e o pagamento de serviços já prestados por R$ 543 mil, perfazendo R$ 953 mil. Desde a época do governador Roberto Requião (PMDB) a Celepar tem preferência de contrato com os órgãos públicos do Paraná, numa situação semelhante a da Imprensa Oficial do Estado.
Campanha de difamação
A reboque da discussão sobre a contratação de médicos estrangeiros na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), divulgou uma nota afirmando que "o PT faz uma campanha de difamação contra os médicos brasileiros". Durante a semana, Ney Leprevost (PSD) apresentou um projeto que obriga a validação do diploma desses profissionais se eles forem trabalhar no Paraná (nem os cubanos e os contratados pelo "Mais Médicos" precisam do documento). O tema será debatido na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo petista Tadeu Veneri.
Médicos estrangeiros
"A culpa pelas deficiências do sistema de saúde pública do Brasil, a se acreditar nessa campanha do PT, não é de um governo omisso que não soube equacionar - em dez anos de poder os problemas do setor. É tudo culpa dos médicos brasileiros", alfineta Traiano, trazendo os argumentos nacionais do PSDB para dentro da Assembleia Legislativa do Paraná. "(A contratação de médicos cubanos) é uma operação destinada muito mais a socorrer as finanças de uma ditadura e aumentar a popularidade da presidente que melhorar a saúde no Brasil", afirma.
Resposta do PT
"Desde maio persiste a polêmica sobre a vinda de médicos cubanos. Dizer polêmica é uma maneira de amenizar, pois houve momentos de desinformação, xenofobia e até de pura baixaria", rebate o deputado federal Doutor Rosinha (PT), que defende a vinda de profissionais estrangeiros. Nos seus discursos, Rosinha cita Nélson Rodríguez, médico cubano, 45 anos. "Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo", afirma o estrangeiro.
Equipe da Folha com agências
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