INFORME FOLHA
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Assalto à residência
A residência do deputado estadual Nelson Justus (DEM), em Curitiba, foi assaltada na noite de terça-feira. Dois bandidos armados renderam o filho do político, que teve os pertences roubados (dinheiro e cartões de banco). A investigação do caso está com a Polícia Civil da capital e até ontem à noite nenhum suspeito foi preso. O político chegou em casa após o assalto e não quis comentar o caso. Ele faltou ontem à Assembleia Legislativa do Paraná.
Pedido de cassação
A Câmara Municipal de Ponta Grossa deve votar amanhã o pedido de cassação do mandato da vereadora Ana Maria de Holleben (sem partido), que em 1º de janeiro deste ano teria simulado o próprio sequestro para não votar na eleição do presidente da Mesa Diretora. A Comissão Parlamentar Processante (CPP) apresentou ontem o relatório final de 90 dias de investigação e concluiu que Ana Maria quebrou o decoro parlamentar. Ana Maria não compareceu à Câmara ontem e não foi localizada pela reportagem.
Quebra de decoro
"Houve quebra de decoro porque ela expôs a instituição a uma situação vexatória, foi presa, acusada de crime, e a previsão do Regimento Interno é que isto pode redundar na cassação do mandato", disse o vereador Márcio Fernando Schirlo (PSB), presidente da CPP. "Mesmo com a vereadora negando as acusações, concluímos que ela não conseguiu provar sua tese."
Episódio
Ana Maria sustentava que passou mal durante a solenidade de posse, saiu para dar uma volta e que não se recorda do que aconteceu naquela data. Ela acabou presa em 2 de janeiro e permaneceu detida por uma semana. Em seguida, ficou em uma clínica de recuperação até o dia 31 daquele mês. Após investigação policial, Ana Maria foi denunciada pelo Ministério Público de fraude processual e falsa comunicação de sequestro, mas acabou fazendo acordo previsto em lei para não responder o processo porque as penas dos dois crimes somadas não chegariam a um ano de prisão. São necessários 16 votos para cassar o mandato da vereadora, que, no começo de junho, foi expulsa do PT, partido ao qual pertencia há 29 anos.
Bom atendimento
Enquete feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Londrina mostrou que os eleitores londrinenses estão satisfeitos com o atendimento no Fórum Eleitoral para a revisão biométrica. O levantamento foi feito em junho e os resultados divulgados na semana passada. Foram feitas 435 entrevistas e nos itens cordialidade e tempo mais de 90% das respostas ficaram em excelente e bom. "O mérito desse resultado é da equipe de atendimento, que mesmo com as dificuldades durante o contrato com a Adminas, com atrasos de salários, mantiveram a qualidade", disse o chefe do cartório da 146ª Zona Eleitoral, Willian Garcia.
De novo
A Prefeitura de Londrina renovou, de novo, o contrato emergencial com a Sanepar, considerado rescindido desde 2003, após 30 anos de concessão. O decreto 973 foi publicado na edição de ontem do Jornal Oficial do Município. O serviço de esgoto e abastecimento de água não pode ser licitado porque a cidade ainda não tem agência reguladora de tarifas, projeto que está sendo analisado pela Procuradoria Jurídica e deve ser encaminhado em breve à Câmara. Recentemente, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) começou a negociar eventual continuidade da Sanepar em Londrina, mas nada está definido.
Gasto com publicidade
A Prefeitura de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) pretende gastar R$ 700 mil em publicidade nos próximos 12 meses. A licitação, na modalidade Tomada de Preços, já está em andamento: oito agências de publicidade apresentaram as propostas técnicas esta semana. Uma subcomissão composta por três membros da área de comunicação deve dar um parecer final em cerca de 20 dias. A partir daí, a comissão irá se atentar aos preços oferecidos pelas empresas.
R$ 9,2 milhões
O Ministério Público (MP) em Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) entrou com uma ação pedindo ressarcimento de valores supostamente desviados dos cofres municipais entre 1992 e 1996, quando foi prefeito Bento Chimelli, falecido em 2011. São réus o espólio de Chimelli e nove familiares. Segundo o MP, foram desviados R$ 1,4 milhão, valor que corrigido chega a
R$ 9,2 milhões. Os desvios teriam ocorrido por meio do pagamento de despesas indevidas, sem licitação e voltadas para promoção pessoal do então prefeito; de contratação de servidores sem concurso público ou teste seletivo; e de pagamentos indevidos de diárias aos servidores. Como o ex-prefeito já é falecido, a obrigação de reparação do dano se transmite para os herdeiros até o limite dos bens legados.
Passado
Chimelli era dono de uma emissora de rádio, fundador de uma fábrica de cal em Almirante Tamandaré e também havia assumido a Prefeitura de Rio Brando do Sul em 2001 e 2002, quando teve o mandato cassado. Ele faleceu em setembro de 2011, aos 78 anos. A advogada da empresa da família não deu retorno à solicitação de entrevista.


