PRUAD, um novo partido
Ocorre hoje na Câmara de Vereadores de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), às 14 horas, o encontro do PRUAD (Partido da Reforma Urbana e Agrária do Brasil), sigla que está sendo formatada desde o final do ano passado. A visita de defensores da legenda à região tem o objetivo de ampliar o apoio para o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Já temos 300 mil assinaturas e queremos chegar às 500 mil", afirmou o diretor da nova legenda, João Batista de Oliveira. O fundador do PRUAB é o empresário e artista plástico João Machado, "criador da marca Minha Casa, Minha Vida". Segundo Oliveira, embora sem ligações políticas com o governo federal, o fundador recebe pelos direitos autorais do nome dado ao programa de moradia popular.

Saída de diretor da CMTU
O diretor de trânsito da CMTU, Diógenes Gonçalves, pediu exoneração do cargo ontem. Alegou motivos pessoais. Ele ocupava o cargo desde a gestão do ex-prefeito de Londrina Joaquim Ribeiro (sem partido), que renunciou depois de ser preso por corrupção. A companhia informou que Gonçalves, a pedido do presidente Carlos Geirinhas, permanece no cargo até que o nome do substituto seja definido.

Dinheiro em caixa
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), não escondia a alegria ontem ao chegar para o encontro com o senador Roberto Requião (PMDB), no gabinete. Além da emenda parlamentar de R$ 1 milhão que o peemedebista veio anunciar para investimentos na área rural, Kireeff tinha acabado de receber a informação de que o governo estadual vai incluir R$ 10 milhões no orçamento de 2014 para a construção do Hospital da Zona Oeste. "Nem sempre são notícias ruins, também temos as boas."

Alfinetada
Conforme a FOLHA mostrou ontem, o Paraná conseguiu "limpar o nome" para contratar até R$ 3,6 bilhões em empréstimos nacionais e internacionais. Para o ex-governador e atual senador, Roberto Requião (PMDB), o Estado demonstra estar em crise ao buscar mais dinheiro externo. "O Estado está sem administração. Na minha impressão, com empréstimo ou sem empréstimo esse governo está encerrado", atacou o senador.

O fim do PMDB
Antes da reunião com o prefeito Kireeff, Requião falou rapidamente com a imprensa e, como sempre, não poupou nas críticas. Sobrou para a CPI do Pedágio na Assembleia Legislativa, para a administração Beto Richa (PSDB) e para o próprio partido: "O PMDB tem que resolver o que vai fazer no Paraná e no Brasil". "O partido está se preocupando apenas com pequenos favores. Ou tem candidato à presidência, e aos governos dos Estados, ou desaparece desta vez."

Hauly fica
Para a FOLHA, o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB) afirmou que não vai deixar imediatamente o governo do Paraná. Esse boato circulou em blogs de política da capital, mas foi desmentido pelo político. "Vou sair em abril de 2014, ou um pouco antes para descansar antes da campanha", afirmou Hauly. Quando sair da gestão Beto Richa (PSDB), Hauly reassumirá seu mandato de deputado federal, do qual está licenciado. Sua dobradinha ano que vem será Luiz Renato, seu filho, candidato a estadual.

Debandada de abril
Em abril de 2014, quem quiser ser candidato terá que se desincompatibilizar dos cargos de secretários. Hauly já assumiu que volta para Brasília. Esse mesmo caminho pode ser o destino de Reinhold Stephanes (PSD), Cezar Silvestri (PPS) e Ratinho Júnior (PSC), também deputados federais licenciados para integrar o governo do PSDB no Paraná. Romanelli e Cheida, do PMDB, estão licenciados da Assembleia Legislativa (AL). Só de licenciados são seis mudanças.

Candidatos do Palácio
Também as pastas de Educação, Indústria, Assuntos Estratégicos, Saúde, Copa, Relações com a Comunidade e Esporte podem ser abarcadas pela reforma do secretariado. Se Flávio Arns (PSDB) não for mantido na vice-governadoria pode disputar uma vaga à Câmara Federal. Ricardo Barros (PP), Edson Casagrande, Michele Caputo (PSDB), Mario Celso Cunha (PSB), Ubirajara Schreiber (PSB) e Evandro Roman (PSD) são frequentemente cotados para disputas eleitorais em 2014.

Adiado
Ao contrário do que havia afirmado o presidente da Comissão de Ética da Câmara de Londrina, Roberto Kanashiro (PSDB), a comissão não se reuniu ontem para analisar a situação da vereadora Sandra Graça (PP), condenada em primeiro grau por improbidade administrativa, já que, segundo a sentença, manteve "funcionário fantasma" em seu gabinete. "Kanashiro não está na Câmara e vamos reagendar a reunião para segunda-feira", disse Péricles Deliberador (PMN), corregedor da Câmara e integrante da comissão.

Mais um condenado
Deliberador afirmou que também estará na pauta da reunião a situação de Jamil Janene (PP), outro condenado em primeira instância, porém, na esfera criminal. A ele foi aplicada pena de nove anos e 10 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão no caso Caldarelli. "Vou sugerir falar sobre este vereador na comissão", disse Deliberador. A Comissão de Ética age apenas mediante denúncia formal de vereador, partido político ou eleitor de Londrina e, por isso, as reuniões são informais.

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