Fora da pauta
O vereador Gustavo Richa (PHS) retirou de pauta por tempo indeterminado o projeto de lei que permite a venda de cervejas e de brinquedos nas Feiras da Lua, que ocorrerem quatro noites por semana em Londrina. O parlamentar vai fazer adequações na proposta, atendendo sugestão da promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin. "Acredito que deveria existir uma lei proibindo a venda de bebidas alcoólicas em todos os locais públicos", afirmou a promotora, frisando, porém, que é favorável à comercializada de cerveja nas Feiras da Lua. "Pelo aspecto de feira gastronômica da Feira da Lua sou favorável. Além disso, nunca recebi nenhuma reclamação de perturbação de sossego nessas feiras." O projeto não tem data para voltar à pauta. A venda de bebidas nas feiras noturas é proibida, mas vem ocorrendo há anos.

R$ 245 mil ao Filo
O município repassou R$ 245 mil para a Associação dos Amigos da Educação e Cultura do Norte do Paraná (Amen), entidade que segundo parecer da Diretoria de Contas do Tribunal de Contas deve devolver aos cofres estaduais R$ 439 mil por irregularidades em convênio firmado em 2008 com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para a criação de um "centro de formação e experimentação de novas tecnologias para as artes cênicas na cidade". Já os R$ 245 mil serão utilizados no Festival Internacional de Londrina, o Filo, conforme termo de cooperação publicado ontem no Jornal Oficial do Município.

De olho na Sercomtel
Os vereadores Péricles Deliberador (PMN), Vilson Bittencourt (PSL) e Elza Correia (PMDB), líder do Executivo na Câmara de Londrina, vão integrar a comissão especial para acompanhar a situação financeira da Sercomtel. Os nomes foram indicados pelos líderes partidários. Jamil Janene (PP), autor do requerimento para a formação da comissão, não gostou nada de ter ficado de fora. Na próxima semana, os vereadores começam os trabalhos, que devem ser finalizados em 120 dias. Deliberador será o presidente; Elza, a relatora; e Bittencourt, membro.

Cobradores nos ônibus
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná manteve a obrigatoriedade de cobradores nos ônibus do transporte coletivo de Londrina, de segunda-feira a sábado, entre 5h e 19 horas. A decisão vai contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Federação das Empresas de Passageiros dos Estados de Santa Catarina e Paraná (Fepasc), que questionava a lei municipal promulgada pela Câmara de Vereadores em janeiro de 2012. Naquele ano, o então prefeito Barbosa Neto (PDT) decidiu não sancionar a lei, alegando vício de iniciativa, mesmo argumento da Fepasc, agora derrubado no TJ.

Aumento na fiscalização
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, "já existe esse acordo coletivo prevendo a permanência dos cobradores, mas, com essa vitória no tribunal, a CMTU também deverá fiscalizar as transgressões das empresas". A FOLHA também procurou o advogado da Fepasc, mas ele estava em reunião e não deu retorno.

O Boca Aberta, de novo
O suplente de vereador pelo PP Emerson Petriv, mais conhecido como Boca Aberta, fez mais uma "show" ontem na Câmara de Londrina. De uma das galerias, começou a cobrar que a vereadora Sandra Graça, curiosamente também de seu partido, desse explicações sobre a condenação em primeiro grau por improbidade administrativa, conforme noticiou ontem a FOLHA. A pedido do presidente, ele foi retirado pelos seguranças.

Sem resposta
Sandra, por meio da assessoria de imprensa da Câmara, informou que não falaria sobre a condenação por ter mantido "funcionário fantasma" (Salvador Kanehise) em seu gabinete entre abril e dezembro de 2008, conforme a sentença do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Emil Tomás Gonçalves. Os réus podem recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar reverter a condenação - suspensão dos direitos políticos por oito anos, ressarcimento do erário em R$ 9 mil e outras penas previstas na Lei de Improbidade.

Nos corredores
Indicado pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot iniciou ontem conversas com senadores para viabilizar a aprovação do seu nome. Ele reuniu-se com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). "É uma visita de cortesia para dizer que fui indicado e que estou à disposição para esclarecer qualquer dúvida do Senado." Janot não quis comentar como será sua atuação na PGR. Ele vai conversar com outros congressistas antes de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Isso pode ocorrer na próxima semana.

Primeiro colocado
A CCJ e o plenário da Casa precisam aprovar o nome dele para substituir Roberto Gurgel, que deixou o cargo na semana passada. Janot era o primeiro colocado na lista tríplice encaminhada à Presidência da República pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

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