Biometria em Londrina
Os horários dos plantões no Fórum Eleitoral de Londrina para a revisão biométrica, agendados para os dias 24, 25 e 31 de agosto, e 1º de setembro, conforme a FOLHA já havia divulgado, foram ampliados. Agora, o atendimento começará às 9 horas (antes era meio dia) e seguirá até as 18 horas. Na nova portaria, divulgada ontem, ao invés de limitar o número de eleitores no primeiro fim de semana, agora a Justiça Eleitoral quer "a totalidade dos funcionários em cada dia" para atender todos que procuram o recadastramento. O prazo final para a revisão biométrica é 6 de setembro e quem não fizer o recadastramento vai ter o título eleitoral cancelado. Hoje é o último dia para agendar o atendimento pela internet (www.tre-pr.jus.br).

Reserva de contingência
Para injetar mais dinheiro na reforma e ampliação do sistema penal do Paraná, o governo do Estado fez um saque na reserva de contingência do orçamento. Foram remanejados R$ 4,725 milhões, que irão da pasta de Planejamento para a de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. A maior parte do recurso ficará na Região Metropolitana de Curitiba (R$ 2,2 milhões), mas R$ 281 mil será aplicado no entorno de Londrina. Outros R$ 33 milhões saíram da Infraestrutura, onde seriam investidos nos municípios, e foram realocados nas políticas de Apoio à Agricultura Familiar.

Moradores de rua
Foi distribuída na Assembleia Legislativa do Paraná uma carta do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), em que esses militantes pedem aos parlamentares a criação de um "Comitê Estadual de Acompanhamento e Monitoramento da Política Para a População em Situação de Rua" e a inserção, no Calendário Oficial do Estado, do Dia Estadual da População em Situação de Rua. O dia seria o 19 de agosto, em alusão a uma chacina ocorrida em São Paulo, na Praça da Sé, em 2004. Na ocasião, sete pessoas foram mortas.

Baixo Iguaçu
Um grupo de moradores da Região Sudoeste, onde será instalada a Usina do Baixo Iguaçu, participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná. Ontem, eles pediram que os deputados estaduais retomem a mediação da questão, pois discordam do valor que o grupo Neonergia quer pagar por suas propriedades. Para a construção da barragem, 359 famílias serão desalojadas e suas fazendas serão alagadas. No mês passado, eles chegaram a bloquear estradas que davam acesso ao canteiro de obras.

Bate boca
A situação dos atingidos pela Usina de Baixo Iguaçu colocou em rota de choque o líder do governo e o vice-líder da oposição, Ademar Traiano (PSDB) e Tadeu Veneri (PT), respectivamente. O petista reclamou que o governo do Paraná deveria acompanhar esse processo de desapropriação, pois a Copel é uma das acionistas do grupo Neoenergia, junto com o Previ (fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil). Traiano disse que irá consultar o governo, para que as famílias desabrigadas tenham assessoria jurídica durante o processo.

Francischini
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) passou ontem pela Assembleia Legislativa do Paraná. Ele levava a tiracolo a última edição da revista Veja, em que uma reportagem acusa o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), de usar uma agência de propaganda para criar personagens na internet. Uma dessa "invenções", a suposta jornalista Lucia Pacci, teria denunciado uma chacina em presídio no Espírito Santo, quando o político era da pasta de Segurança Pública, incriminando Francischini. Ele disse que abrirá o quinto processo contra Queiroz.

Terceirizada do secretário 1
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná definiu multas a ex-prefeito e ex-secretário municipal de Mandirituba (Região Metropolitana de Curitiba). Então chefe do Executivo, Domingos Adir Palú autorizou gasto superior a R$ 155 mil, entre 2006 e 2008, com empresa responsável pela publicação do periódico oficial Folha do Sul. O problema é que a terceirizada, a Kais e Kais Ltda., tinha como sócio Gerson Paulo Kais, ex-diretor Administrativo (janeiro de 2005 a julho de 2006), ex-secretário de Finanças (agosto de 2007 a dezembro de 2008) e de Administração (agosto a dezembro de 2008) da Prefeitura de Mandirituba.

Terceirizada do secretário 2
Kais teria se retirado da sociedade, previamente à contratação. Mas, em seu lugar, ingressaram Rosilda Terezinha Kais e Sandra Lucia Kais, parentes entre si. O que, segundo o TC, sugere que Gerson Kais não se desvinculou efetivamente da sociedade. Palú deve recolher ao TC multa administrativa de
R$ 2.764,56. No caso de Kais, em função da conduta irregular enquanto servidor municipal, a multa é de R$ 1.382,28. Já a devolução dos R$ 155 mil, segundo o TC, está descartada por não haver indícios de que o serviço contratado não tenha sido prestado.

mockup