Tiros em Maringá 1
A casa do jornalista Angelo Rigon, 50 anos, foi atingida por cinco tiros na madrugada de ontem, em Maringá. O atentado ocorreu por volta da 1h30 da manhã. Os tiros acertaram a parede do quarto em que Rigon dormia, abaixo da janela. Ele não ficou ferido. "Foi para assustar", diz o delegado Leandro Roque Munin, que investiga o caso. Rigon é maringaense e atua como jornalista há 36 anos. Desde 2005, ele mantém um blog que leva seu nome, em que trata principalmente da política local.

Tiros em Maringá 2
Vizinhos relataram ter ouvido o barulho de uma moto após os disparos, mas ninguém chegou a ver o veículo. A polícia procura imagens de câmeras de vigilância para tentar identificar a placa. Por enquanto, não há suspeitos. "É uma intimidação, uma ameaça", declarou o jornalista. Rigon diz que nenhuma das postagens recentes que fez, na sua opinião, teria potencial para desagradar alguém a ponto de provocar um atentado. "Talvez seja alguma história antiga, que contrariou interesses. Estou torcendo para que não seja relacionado a política", afirmou.

Gleisi em dezembro
Ao visitar os deputados estaduais, André Vargas (PT), vice-presidente da Câmara Federal, confirmou que Gleisi Hoffmann (PT) deixa a Casa Civil da República até o final do ano ("novembro ou dezembro", disse) para retornar ao Senado e articular a sua candidatura ao governo do Paraná, em 2014, contra Beto Richa (PSDB), que tentará a reeleição. Ele acha que há espaço para Requião (PMDB) no pleito se a vice tucana for mesmo para Ratinho Júnior (PSC). "De 7 a 12 ministros devem deixar o Planalto até o final do ano", indicou Vargas, citando Ideli Salvati, Fernando Pimentel e Alexandre Padilha, todos do PT.

Terras indígenas
Enquanto permanece no governo, Gleisi Hoffmann tem que lidar com o Congresso e as sucessivas convocações para que fale da suspensão de demarcação de terras indígenas no Paraná, motivada por laudo da Embrapa. Ela endossou publicamente documento que desmente a Funai, em que a Embrapa aponta não haverem índios em pelo menos quatro áreas indicadas para virarem território indígena em Guaíra e Terra Roxa. Gleisi está convidada para participar de audiência da Comissão de Legislação Participativa da Câmara Federal, quinta-feira, às 9h30.

Nota cinco do TJ
O conselheiro Jefferson Kravchychin deixa o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na quarta-feira, após dois mandatos consecutivos. Foi ele quem deu "nota cinco" para o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná durante a correição comandada por Francisco Falcão em abril. Representante dos advogados, em quatro anos ele julgou 428 processos. Nesse período, analisou a uniformização das custas processuais, a criação do sistema de previdência complementar do Judiciário e o programa de Valorização do Magistrado.

Comissão de Agricultura
O deputado federal André Zacharow (PMDB) barrou o projeto que acabaria com a incidência de juros compensatórios nos processos de desapropriação de terras para a reforma agrária. Relator da matéria na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, ele defendeu que a medida prejudicaria o setor agropecuário. Os juros compensatórios incidem nos casos de diferença entre preço oferecido pela propriedade rural na Justiça e o valor efetivo do bem. Ele chegou a se manifestar a favor, mas cedeu diante da pressão feira pelo colega Luis Heinze (PP-RS).

Igualdade Racial
Foi aprovada pelos deputados estaduais, ontem, em primeira discussão, a proposta do governo do Paraná que cria o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir). O conselho será composto por 28 membros e ficará encarregado de fiscalizar as políticas públicas da administração estadual, para checar se elas combatem a discriminação e reduzem as desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais, ou seja, se estão de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial.

‘Cadê o Amarildo?’
O site do PMDB, partido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi hackeado pelo grupo Anonymous Brasil. Às 14h30 de ontem, a página exibia a mensagem "Sérgio Cabral, cadê o Amarildo?". Um texto e um vídeo postados no site pelos manifestantes relatam o desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias de Souza no dia 14 de julho. Morador da favela da Rocinha, Amarildo foi levado por policiais militares até a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e não foi mais visto. "O Rio quer saber onde está Amarildo! O Brasil quer saber onde está Amarildo! O Brasil quer saber, senhor governador, para onde a Polícia Militar do Rio de Janeiro levou o Amarildo", diz a nota publicada. Ainda de acordo com a publicação grupo, em 2012 mais de 2 mil pessoas desapareceram no Rio de Janeiro. "Lutar pelo Amarildo é mostrar que está cansado dessa política inescrupulosa e cansado seja de qual partido for, PMDB, PSDB, PT", diz a mensagem.

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