INFORME FOLHA
Indefinido
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) insistiu que não está definido se e como a prefeitura fará aporte de recursos à Sercomtel. Uma das possibilidades, reafirmou ele na sexta-feira, é a doação de terrenos públicos. "Mas não quer dizer também que seriam esses terrenos que estão sendo divulgados", esquivou-se. Extraoficialmente, corre que o município cogitaria dois terrenos que ficam na Gleba Palhano e foram avaliados em R$ 7,5 milhões por uma comissão específica da prefeitura.
Reunião amanhã
Na sexta-feira, Kireeff conversou com o presidente da Câmara de Vereadores, Rony Alves (PTB), sobre o aporte. Mas, amanhã, às 13 horas, ele vai se reunir com todos os vereadores, no prédio da Sercomtel do bairro Cervejaria. "Queremos uma ideia consolidada antes de enviar projeto à Câmara ou tomar uma decisão definitiva sobre a Sercomtel."
Prejuízo
A Sercomtel precisa de R$ 30 milhões, mas, num primeiro momento, metade do valor seria liberado pelas sócias, Prefeitura de Londrina e Copel. No ano passado, a companhia ficou com prejuízo de R$ 65 milhões, mas, a situação deficitária se arrasta há anos.
Nepotismo no TJ
Depois de o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná demitir 27 servidores comissionados relacionados a casos de nepotismo (grau de parentesco com juízes, desembargadores ou outros comissionados com cargos de chefia), alguns recorrem da exoneração sumária junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Levantamento preliminar da FOLHA localizou ao menos quatro casos, em que os servidores demitidos alegam vínculo "com quem não tinha poder para influenciar na sua admissão". Todos pediram para serem reintegrados imediatamente, mas o CNJ negou as liminares e ainda analisará o mérito dos pedidos.
Novela dos cartórios
Acaba no dia 12 de agosto, segunda-feira, o prazo para o Tribunal de Justiça do Paraná apresentar ao Conselho Nacional de Justiça a lista de serventias (cartórios) vagos no Estado. O pedido faz parte da análise de um caso específico, em que até a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (Andecc) consta como parte. Todos questionam supostas ilegalidades na ocupação de quatro cartórios em Foz do Iguaçu, um tabelionato em Santa Mariana, um cartório em Ubiratã e outro no distrito de Rio Novo, nos Campos Gerais.
Pena de morte a autoridades
O juiz paranaense Roberto Bacellar, candidato da situação à presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), defendeu pena de morte para juízes corruptos, gerando polêmica até mesmo entre seus aliados. "Não se admite pena de morte no Brasil, eu sou contra a pena de morte, mas para esse tipo de autoridade, como juiz, como polícia, que pratica atos de corrupção, aí até mesmo a pena de morte eu acho que seria adequada no País. É duro isso que estou falando, mas é porque quem tem o dever de dar proteção para o cidadão, de ser firme, correto, não pode ser corrupto."
Imprudência
Aliados consideram que ele foi "imprudente" ao pregar a pena capital para os próprios pares envolvidos com malfeitos. Adversários fizeram críticas. Há 24 anos na carreira, ele é juiz estadual no Paraná, onde já integrou o Conselho Estadual de Direitos Humanos e preside a Escola Nacional da Magistratura. Sua manifestação foi publicada em 1º de julho pela imprensa do Piauí.
Expressão metafórica
Na última quinta-feira, quando sua declaração ganhou repercussão nacional, Bacellar recuou. Segundo ele, sua declaração em defesa da pena de morte "é metafórica, força de expressão". "Sou absolutamente contra a pena de morte", afirmou. "A pena de morte não existe no Brasil, nunca vai existir, é cláusula pétrea. Sou a favor do agravamento das penas para os crimes de corrupção, em todos os aspectos, civil, administrativo, econômico e penal. No contexto da entrevista falamos sobre prerrogativas e segurança dos magistrados e também sobre corrupção, grande mal do País."
Pimenta no acarajé
Nelson Calandra, atual presidente da AMB, depõe a seu favor: "Bacellar é um cristão extremamente devotado, sensibilíssimo, jamais defenderia pena de morte. Colegas da oposição se aproveitam para botar pimenta no acarajé alheio".
Lei de Acesso
Técnicos do Tribunal de Contas (TC) do Paraná fizeram durante a semana uma apresentação às universidades estaduais do Projeto LAI Social, cuja proposta é monitorar a adoção da Lei de Acesso à Informação nos municípios. Segundo o TC, trata-se de uma auditoria social. O Projeto LAI Social, cujo custo foi orçado em R$ 690 mil, começa neste mês e se estende até junho do ano que vem, quando deverá ser divulgado um relatório. Além de traçar um quadro da transparência entre as prefeituras, o documento apresentará um ranking sobre a situação de cada município. A amostra inicial é composta por 71 municípios.





