‘Boca Aberta’
A briga do suplente de vereador Emerson Petriv com a Câmara de Londrina teve mais um capítulo: o "Boca Aberta", como se autodenomina Petriv, ajuizou uma ação de reparação de danos morais contra o Legislativo. O conteúdo da ação ainda não é conhecido. Há quase dois meses, ele pulou de uma das galerias para o plenário e, ao ser retirado por seguranças, quebrou uma porta de vidro. A Câmara foi ao Judiciário pedir que ele fosse impedido de adentrar o prédio e a liminar foi negada. Então, o Legislativo desistiu da ação. Pouco tempo depois, o presidente Rony Alves (PTB) e Petriv protagonizaram um bate-boca no estacionamento. Agora, o suplente quer indenização.

Imbróglio
Há mais de 40 dias que a Prefeitura de Londrina realizou o pregão eletrônico para contratar uma empresa para fazer o serviço de preparo da merenda escolar e, até agora, nenhuma empresa foi contratada. A primeira colocada, a Denjud (que executa hoje o serviço emergencialmente), acabou inabilitada; a segunda, a Costa Oeste, havia sido inabilitada, mas, a Secretaria de Gestão Pública acatou recurso validando seus certificados de qualificação técnica. O problema agora é com a terceira colocada, que recorreu à Justiça para invalidar a escolha da Costa Oeste. A Sepat Multi Service Eireli, cuja proposta é R$ 540 mil mais elevada que a Costa Oeste, impetrou mandado de segurança no último dia 31. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública ainda analisa o caso. O contrato emergencial com a Denjud vence dia 16 e, segundo secretário de Gestão, se a situação se arrastar, uma nova dispensa de licitação terá de ser feita.

‘Panos quentes’
Para evitar uma repetição do episódio "Tudo Aqui", quando poucas informações foram dadas à imprensa e aos deputados estaduais que votavam a proposta de terceirização de serviços públicos, o governo do Paraná promoveu uma verdadeira "Operação Panos Quentes", ontem, na Assembleia Legislativa (AL). Sete projetos do Executivo foram enviados nesta semana para a AL, sendo que três são mais delicados. Ontem os gestores públicos relacionados com as medidas foram explicar o conteúdo da peça para os políticos e, em especial, para Ademar Traiano (PSDB).

Sistema Metereológico
Ontem o diretor superintendente do Instituto Tecnológico Simepar, Eduardo Alvim Leite, esteve na Assembleia Legislativa para detalhar a proposta que extingue o órgão, recriando o Sistema Metereológico do Paraná (Simepar). O instituto foi criado em 2000, para que o ex-Simepar pudesse captar novos negócios. Agora a gestão Beto Richa (PSDB) optou por voltar ao modelo original, só que vinculando o serviço social autônomo à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. Em 1993, o Simepar nasceu de um convênio entre a Copel e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Lei das Microempresas
Outra visita recebida pelo presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), e pelo líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), teve relação com a Lei Estadual das Microempresas. A proposta começou a tramitar nesta semana e foi detalhada aos políticos pelo secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB), pelo diretor geral da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, Horácio Monteschio (PP), e pelos presidente do conselho deliberativo do Sebrae, João Paulo Koslovski, e da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana. A iniciativa deve facilitar a abertura e fechamento de empresas, além de incentivar a exportação.

Convênio do Detran
Procurado pela reportagem, o diretor geral do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), Marcos Traad, disse que só falaria do projeto que extingue um convênio da unidade com a Federação Nacional de Empresas de Seguros e Capitalizações (Fenaseg) após informar antes o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano (PSDB). O Tribunal de Contas do Estado não quer que o serviço de registros de contratos de financiamento de veículos (Sircof) e seus gravames (SNG) seja executado por convênio. O projeto autoriza o Detran a licitar a concessão do serviço.

Recurso contra Pupin
Depois de ser relacionado ontem na pauta de julgamentos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o recurso envolvendo o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), foi adiado de novo. Segundo informações obtidas pela FOLHA, a demanda vai para a sessão na semana que vem, com a presença do ministro Gilmar Mendes no lugar de José Dias Toffoli, que se declarou impedido de atuar no caso. O recurso contra o mandato de Pupin tramita no TSE desde setembro do ano passado e chegou à Corte depois que a coligação encabeçada pelo PT recorreu contra decisão monocrática que liberava o registro da candidatura.
Na condição de vice-prefeito, Pupin substituiu o prefeito Silvio Barros (PP) nos seis meses anteriores às eleições. Considerando que ele também havia assumido o cargo temporariamente em 2008, o entendimento foi de que estaria indo para o terceiro mandato.

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