Informe Folha
Fim do ciclo
Mesmo depois do prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) ter dito que está chegando ao final um ciclo no Ippul, o presidente do instituto, Robinson Borba, que já colocou o cargo à disposição, conforme a FOLHA noticiou na sexta-feira, evita falar sobre a sua saída. Ainda no Rio de Janeiro, ele atendeu rapidamente a FOLHA, por telefone, para dizer que vai "primeiro falar com o prefeito para depois dar mais informações sobre isso". Borba tem reunião com Kireeff amanhã, antes da audiência pública no Sincoval sobre os projetos complementares do Plano Diretor - Uso e Ocupação do Solo e Sistema Viário.
Mudanças no secretariado
Nestes quase sete meses de gestão, com a saída de Borba, o secretariado de Kireeff está sofrendo a quarta alteração. Dos nomes anunciados no começo do ano, Christian Schneider, que iria para o Governo, foi para a presidência da Sercomtel; Decio Gazzoni nem chegou a assumir a Agricultura e Abastecimento, que acabou ficando com Guilherme Casanova; mais recentemente, o ex-jogador de futebol Élber Giovane deixou a Fundação de Esportes.
Acusação arquivada
Ainda existem investigações no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas no inquérito civil que tramita na Justiça Estadual a acusação contra o desembargador Clayton Camargo foi arquivada. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná era citado num processo sigiloso, associado a suposto tráfico de influência e venda de sentença em caso que envolveu separação de um casal com disputa pela guarda de filho. Na época, Clayton presidia a 12ª Câmara Cível do TJ.
Despacho sigiloso
Quando assumiu a presidência do TJ, o processo em que Clayton era citado foi remetido para a Procuradoria de Justiça, a quem cabe regimentalmente apurar denúncias em que o chefe do Judiciário Estadual seja citado. O processo ficou com Arion Rolim Pereira, coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público. O despacho integra o processo sigiloso, portanto não foi divulgado, mas nas 93 páginas que o compõem ele retira a acusação contra Clayton Camargo.
Pesou na decisão
O arquivamento veio a público por meio da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), que divulgou trecho do despacho do procurador Arion Rolim Pereira, do Ministério Público (MP) do Paraná. FOLHA apurou que o membro do MP considerou inconclusivas as referências a Clayton Camargo no processo e optou por não manter parada uma ação que pode ter desdobramentos por conta da citação ao presidente do TJ. Pesou na decisão o fato de Clayton não ter votado na decisão da 12ª Câmara Cível. A investigação sobre o papel do relator do processo, Rafael Augusto Cassetari, já aposentado, continua.
Auxílio saúde do MP
O pagamento de auxílio-saúde permanece um tema polêmico dentro do Ministério Público (MP) do Paraná. Números extraoficiais de uma enquete feita entre membros do MP revelam que 70% são a favor do benefício. Quando o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná inventou a vantagem para seus funcionários, o MP disse que a medida era ilegal. O debate na Justiça não declarou ilegalidade na ação, que agora o MP reivindica para si por conta da isonomia com a Justiça. Barrado no primeiro semestre pelos deputados, o auxílio pode ser reapresentado pelos políticos em agosto.
Terceirização no Guaíra
Um anúncio publicitário veiculado em Curitiba alertou para a terceirização da venda de ingressos do Teatro Guaíra. Ao tratar de show do cantor Ney Matogrosso na capital do Paraná, em 17 de agosto, a peça trazia no meio da página um "esclarecimento ao público": "A bilheteria do Teatro Guaíra foi terceirizada. A Disk Ingressos é detentora dos direitos de exploração obtida (sic) através de processo licitatório - concorrência 01/2013, da qual foi vencedora, cabendo a mesma a faculdade de cobrar do adquirente do ingresso R$ 6, a título de taxa administrativa".
PPS e o tempo perdido
Depois da frustrada fusão com o PMN, sepultada definitivamente, o PPS tenta recuperar o tempo perdido. Com convenções municipais sendo agendadas para este mês, a legenda quer organizar as bases para atrair nomes que possam ter bom desempenho nas eleições do ano que vem. A ideia é contar com todo o apoio possível, pois o entendimento nos bastidores é de que o esforço para a criação do MD resultou apenas em desgaste. Agora restam dois meses para novas filiações com vistas à eleição de 2014. PPS e PMN desistiram da fusão por temer a proibição de migrações de políticos com mandato para o novo partido. Consultado na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não chegou a se manifestar.





