INFORME FOLHA
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Campeão
O vereador da Câmara de Londrina que mais propôs projetos que viraram "leis irrelevantes" esse ano foi o próprio presidente da Casa, Rony Alves (PTB). Das 42 leis consideradas de baixo impacto social, 10 são de autoria de Rony. Levantamento realizado pela FOLHA revela que, durante o primeiro semestre de 2013, quando foram publicadas 72 novas leis municipais, 16 eram títulos honorários e honrarias a instituições, 14 eram nomes de ruas, prédios e equipamentos públicos, 9 eram declarações de utilidade pública a entidades e 3 eram inclusão de datas ou semanas comemorativas no calendário do município.
Assinaturas de apoio
Todos os 19 vereadores da Câmara de Londrina são co-autores de pelo menos um desses 42 projetos de lei "irrelevantes". Mas há um grupo de vereadores que não encabeça nenhuma lei de baixo impacto social. São eles: os vereadores Gustavo Richa (PHS), Marcos Belinati (PP), Mário Takahashi (PV) e Roberto Fú (PDT).
Quarto da Gleisi
Na exposição Casa Cor 2013, montada em Curitiba, um dos ambientes foi "inspirado" na atual ministra Gleisi Hoffmann (PT), chefe da Casa Civil da República. As arquitetas Denise e Carolina Leal Ribas estreiaram na mostra de decoração montando uma suíte master para homenagear a política, que teria inclusive opinado na disposição dos móveis e escolha das cores (escolhidas a partir de quadros de Van Gogh). Sobre a cabeceira da cama, para não deixar dúvidas, elas colocaram uma gravura do rosto da ministra.
Caso Carli Filho
Na próxima terça-feira, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará recurso sobre o caso do ex-deputado estadual Fernado Carli Filho. Em 2009, ele se envolveu num acidente de carro que terminou com a morte de dois jovens em Curitiba. Para essa defesa, Carli Filho contratou o escritório de advocacia de Nilson Naves, ex-presidente da mesma 6ª Turma do STJ, que conseguiu a liminar que suspende o julgamento.
Imoralidade
Elias Mattar Assad, advogado de acusação da família de uma das vítimas, emitiu nota na qual discorda do fato de um ex-ministro do STJ atuar como advogado em processo no mesmo tribunal. "Embora seja uma imoralidade um ex-ministro presidente do mesmo órgão julgador defender um réu dentro do período de quarentena da Emenda 45, estatísticas evidenciam que em Brasília escritórios de lobby de ex-ministros têm levado a pior nos tribunais superiores", provoca o advogado.
TJ pede água
Enquanto os deputados estaduais gastam R$ 134 mil com café, chá, açúcar e adoçante, o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná vai destinar R$ 33,3 mil para a compra de água. Edital publicado na internet pela instituição mostra que os magistrados vão gastar até R$ 16 mil por galões de 20 litros (3,3 mil unidades por R$ 4,88 cada), até R$ 10,4 mil por garrafas de água sem gás (12 mil unidades por R$ 0,52 cada) e até R$ 6,8 mil por garrafas de águas gaseificada (20 mil unidades por R$ 0,57 cada).
Microcrédito
O governo do Paraná recebeu R$ 4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para financiar ações de microcrédito a empresários do Estado. O recurso vai ficar na Agência de Fomento, que repassará aos empresários cotas de R$ 15 mil, com taxas de juros a partir de 0,55% ao mês. "Dessa forma o governo consegue movimentar a economia regional e apoiar os pequenos empreendimentos, que são responsáveis por 60% dos empregos", explica Juraci Barbosa, presidente da agência.
Apoio aos municípios
Mesmo sendo a principal secretaria estadual atingida pelo contingenciamento de R$ 1,1 bilhão decretado pelo governador Beto Richa (PSDB), a pasta de Desenvolvimento Urbano (Sedu) promete assinar nos próximos dias 117 convênios com 75 municípios do Paraná. Serão repassados a essas prefeituras R$ 23 milhões por meio do Plano de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (PAM), criado neste semestre. A ação deveria contemplar mais municípios, mas até o momento só estes 75 apresentaram a documentação exigida.
Biometria em Maringá
Dos 256.831 eleitores de Maringá, somente 47% buscaram a Justiça Eleitoral para fazer o cadastramento biométrico, segundo dados da 192ª Zona Eleitoral do município. Faltam 49 dias de atendimento no Fórum. De acordo com o analista judiciário Julian Oscar Rodrigues do Nascimento, a média de atendimento diário para que todos os eleitores pudessem ser atendidos no prazo teria que ser de 2.713 recadastramentos. A média, no entanto, está na casa dos 1.480.
Eleitores de Floresta
Os eleitores de Floresta (Região Metropolitana de Maringá) já podem procurar a Casa de Cultura no município para fazer o cadastramento biométrico. O posto de atendimento passou a funcionar ontem na cidade, das 10 horas até as 17 horas. No próximo sábado, o horário será das 10 horas até as 16 horas. Apesar da instalação do posto itinerante, o Fórum de Maringá continua aberto também para eleitores de Floresta.


