Vai de presente
Irritado com a explanação de um dos candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado, durante a sessão plenária de ontem, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB) disse que iria dar para ele uma Constituição Federal de presente. O tucano ficou irritado com a provocação feita por Rubens Hering, conselheiro do Coritiba Futebol Clube, pedindo que a votação fosse pública ao invés de secreta. O presidente da AL disse que mostrar em quem cada deputado votou seria inconstitucional.
Alô, Campagnolo
Valdir Rossoni (PSDB) também não gostou de o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, ter dito que é mais prudente deixar a escolha do conselheiro do TC para mais tarde. Rossoni não gostou da ideia. "Já dei uma sugestão ao presidente Campagnolo, ele que é uma pessoa bem-intencionada. Seja candidato a deputado estadual ou federal para nos ajudar nas mudanças que todos estamos querendo. A pessoa exigir mudanças sem ter condições de colaborar é extremamente fácil."

Mudar a Constituição
Valdir Rossoni (PSDB) prometeu que na próxima segunda-feira vai enviar ao Congresso Nacional um ofício contendo sugestões para alterar a Constituição Federal. Ele quer mudar o processo de escolha dos conselheiros dos tribunais de contas. Para o tucano, a escolha deveria ocorrer por voto aberto, com exigência de curso superior e qualificação técnica, além de permitir que somente duas das sete vagas sejam ocupadas por pessoas oriundas de cargos eletivos.

‘Antidemocrático’
O deputado estadual Anibelli Neto (PMDB) reclamou de ter ficado de fora da CPI do Pedágio. Do partido, só ele e Kielse assinaram o pedido para instalação da comissão parlamentar de inquérito. Ele não concordou com a decisão unilateral de Teruo Kato, líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Paraná, de indicar Nereu Moura e Artagão Júnior. "Foi uma manobra antidemocrática do líder do meu partido", criticou Anibelli.

Contra ‘manobras’
Para evitar que a situação se repita na Assembleia Legislativa, disse Anibelli Neto (PMDB), ele irá protocolar semana que vem um projeto de resolução que muda a regra para indicação de membros das comissões parlamentares de inquérito. Na opinião do político, deveria ter preferência na indicação partidária o deputado estadual que assinou o pedido para a instalação da CPI. Após protocolada, a proposição tem que tramitar nas comissões permanentes da Assembleia antes de ser votada em plenário.

No almoço
Durante a confusão na sala da presidência da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, os deputados Valdir Rossoni (PSDB) e Péricles de Mello (PT) trocaram palavras e gestos fortes um contra o outro, numa sala reservada, longe da imprensa e dos manifestantes. Os ânimos ficaram quentes, apesar de Péricles ser budista há 31 anos. Ontem, os dois e o líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), almoçaram juntos sem novos incidentes. Eles não falaram do assunto.

Voto secreto
O senador Sérgio Souza (PMDB) apresentou ontem relatório favorável ao fim do voto secreto na eleição para a Mesa Diretora do Senado. A proposta será analisada em breve pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e é de autoria do parlamentar Pedro Taques (PDT/MT). Pesou na decisão de Souza uma petição da Avaaz, que contabiliza mais de 428 mil assinaturas de brasileiros favoráveis ao voto aberto no Congresso Nacional. O documento foi entregue ao senador pelo diretor de campanhas da Avaaz no Brasil, Pedro Abramovay.

Multa administrativa
O Fundo de Saúde de Curitiba está com o balanço financeiro de 2009 irregular no Tribunal de Contas (TC) do Estado do Paraná. A prefeitura não apresentou ao TC comprovantes bancários que expliquem a movimentação de R$ 94.330,44. Houve manifestação do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), a quem cabia a gestão do Fundo. Os extratos apresentados, porém, são insuficientes para explicar a diferença entre o saldo remanescente do exercício (R$ 213.402,62) e o declarado em duas contas bancárias (R$ 119.072,18). Ele terá que pagar multa administrativa, mas pode recorrer.

Improbidade
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os tribunais estaduais, federais e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgaram de 2012 para cá 46.621 processos de improbidade administrativa e ações penais de crimes contra a administração pública que tramitam há mais de um ano e meio na Justiça. A expectativa é de que até o final deste ano outros 74.557 sejam julgados para que o Judiciário consiga cumprir integralmente a Meta 18, que prevê o julgamento, até dezembro deste ano, de todos os processos de improbidade administrativa e ações penais de crimes contra a administração pública que entraram até o fim de 2011 no Judiciário. Até o último levantamento, concluído na última terça-feira, apenas quatro tribunais haviam superado esse percentual ideal de cumprimento. O TJ do Paraná já cumpriu 98,8% da meta, enquanto o TJ de Sergipe alcançou 92%. Os outros dois que mais avançaram no cumprimento são o TJ do Amapá (88,7%) e o TJ de Rondônia (79,7%). Os TJs que menos avançaram no alcance do objetivo – cumpriram menos de 20% – são os de Piauí, Bahia, Paraíba e São Paulo.

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