Fora corrupção
Alguns vereadores já começaram a se incomodar com a pichação feita na fachada da Câmara de Londrina no último dia 20, durante manifestação popular. Duas inscrições "Fora corrupção" feitas na parte externa do prédio ainda não foram pintadas. O presidente Rony Alves (PTB) disse que ainda hoje as pichações serão pintadas e escondidas.

Indesejado
Novamente o suplente de vereador pelo PP, Emerson Petriv – aquele que pulou de uma das galerias para o plenário e teria quebrado uma porta de vidro – compareceu ao prédio do Legislativo. Ontem, ele abordou o presidente ainda no estacionamento e teria feito agressões verbais, quando Rony Alves pediu auxílio dos seguranças. Petriv alega que não pode ser impedido de entrar na Câmara por decisão judicial, já que a 2ª Vara da Fazenda Pública não concedeu liminar à ação proibitória movida pelo Legislativo. E, de fato, o suplente tem ido às sessões praticamente todas as terças e quintas-feiras. Em razão do "incidente" com Rony, Petriv registrou boletim de ocorrência.

Eficaz?
Projeto da vereadora Sandra Graça (PP), que prevê a proibição de som alto proveniente de aparelhos sonoros como rádios, celulares e MP3 no terminal urbano, foi aprovado ontem em segunda discussão e segue agora para sanção do Executivo. O projeto altera lei aprovada no ano passado pela Câmara que proibia o uso dos equipamentos apenas dentro dos ônibus urbanos e do transporte escolar. Em abril, a CMTU – responsável por fiscalizar ruídos nos coletivos – disse que ainda não cumpria a lei.

Apanhados no susto
Os deputados estaduais encerraram mais cedo, ontem, a sessão plenária. No meio da votação, começou um buzinaço do lado de fora. O presidente da Assembleia Legislativa (AL)do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), acatando requerimento de colegas, deixou de pôr em votação seis dos 16 itens da pauta. Temia-se que fosse um protesto de caminhoneiros contra o pedágio, mas eram apenas os revendedores do TelexFree.

‘Pirâmide financeira’
Primeiro um caminhão de som da TelexFree subiu na calçada em frente ao Palácio Iguaçu. Depois carros dos revendedores bloquearam três das quatro faixas de tráfego entre a Assembleia Legislativa e a sede do governo estadual. No meio, vários carros de luxo. O serviço foi proibido pela Justiça do Acre em junho, sob a acusação de ser uma "pirâmide financeira". De lá para cá, sete Estados apuram a mesma denúncia. Eles vendem um programa de computador que oferece 3 mil minutos de ligação a R$ 111 por mês.

CPI dos Pedágios
Os pedágios do Paraná foram assunto de três requerimentos, ontem, na Assembleia Legislativa (AL). Nelson Luersen (PDT) pediu a instalação imediata da CPI dos Pedágios, argumentando que o hoje secretário Estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), não poderia ter retirado sua assinatura por estar licenciado do cargo de deputado. A solicitação foi encaminhada à presidência da AL. Existem dúvidas se a técnica legislativa permitiria que Cheida, mesmo licenciado do cargo, retirasse seu nome do pedido de instalação da CPI.

Redução de tarifas
Os outros dois requerimentos foram apresentados pelo deputado Cleiton Kielse (PMDB). No único que foi aprovado pelos deputados, ele sugere ao Executivo a redução em 50% das tarifas cobradas e a retomada das obras nas rodovias. O outro, que pede a criação da "Empresa Paranaense de Rodovias", foi encaminhado à Diretoria Legislativa. A empresa, diz Kielse, seria criada para ingressar com ações judiciais contra os atuais contratos.

Alerta prévio
O Tribunal de Contas (TC) do Estado alertou ontem o governo do Paraná que qualquer alteração nos contratos de pedágio, ou criação de novas praças, deve passar antes pela análise dos conselheiros, "a fim de possibilitar o controle popular irrestrito dos contratos de concessão, tema de interesse direto de toda a população paranaense". O alerta foi enviado ao irmão do governador, o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Pepe Richa. Auditorias do TC sobre a Viapar e a Ecocataratas serão divulgadas em breve, adianta o Tribunal.

Cerimonial e competências
O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), protocolou ontem na Assembleia Legislativa (AL) um pedido de informações à Casa Civil do Estado. No documento, ele pergunta quais as funções da Secretaria Especial de Cerimonial e Relações Internacionais, quando ela foi criada e se as suas competências não conflitam com outras estruturas já existentes na administração. O cargo foi recentemente ocupado por Ezequias Moreira, acusado de empregar irregularmente sua sogra no gabinete de Beto Richa (PSDB), quando ele era deputado estadual na AL.

LDO e enchentes
A Assembleia Legislativa aprovou ontem, em redação final, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2014. Estão previstos $ 35,5 bilhões de orçamento e as áreas que receberão mais recursos são a Educação e a Saúde, cumprindo as exigências legais. Na mesma sessão os deputados autorizaram o governo do Paraná a emprestar R$ 184,7 milhões da Caixa Econômica Federal para obras de contenção de enchentes.

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