Ausências
Em viagem, três vereadores não participaram da sessão da Câmara de ontem: o presidente, Rony Alves (PTB), que foi a Guimarães, em Portugal, para as celebrações dos 26 anos do Acordo de Irmandade com a cidade de Londrina e do Dia Um de Portugal; Júnior dos Santos Rosa (PSC) foi a Curitiba para reuniões nas secretarias estaduais de Fazenda e Desenvolvimento Urbano; e Roberto Kanashiro (PSDB) estava na capital paranaense e não conseguiu retornar a tempo devido ao mau tempo que fechou os aeroportos Afonso Penna.

Parque do Iguaçu
Terreno junto aos Saltos de Santa Maria, em Foz do Iguaçu será "transferido" gratuitamente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente. A medida foi tomada pela administração estadual após negociação com o governo federal, que já a administra a área de 10,8 milhões de metros quadrados. Ontem, em primeiro turno, os deputados estaduais deram ao Instituto Chico Mendes o "direito real de uso" da área.

CPI do Pedágio
Nelson Luersen (PDT) pediu cópia do documento em que deputados estaduais retiraram suas assinaturas da CPI do Pedágio. A comissão parlamentar de inquérito foi arquivada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), após a desistência de sete dos 24 apoiadores da medida. Ficaram 17, quando o mínimo para a instalação da CPI são 18 assinaturas. Luersen foi informado que "não há prazo" para ele obter a cópia do papel que comprova a desistência.

Nova concessão
Condicionar a renovação dos pedágios estaduais no Paraná à realização de um plebiscito é o pedido do deputado estadual Paranhos (PSC), em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná desde o ano passado. O projeto de lei deixou de ser apreciado ontem na Comissão de Constituição e Justiça. O relator da medida, deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB), faltou à reunião do colegiado. "Ele chega e cai, chega e cai, chega e cai", disse o político, ao reclamar da proposição não ser levada ao plenário.

Mais politização
"Realizar um plebiscito (sobre a reforma política) é aumentar a politização das pessoas", respondeu o presidente estadual do PT, Ênio Verri, após ser perguntado sobre o anúncio de ontem feito pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Ele considerou positiva a consulta popular, pois "os manifestantes não agem politicamente do jeito tradicional". "Uma reforma popular pode ser mais profunda", analisou o petista.

Mal assessorada
Do PSDB, Ademar Traiano tratou de desqualificar a realização de um plebiscito para a reforma política. O deputado estadual disse que "o governo federal tem base suficiente para aprovar no Congresso as mudanças, sem a necessidade do plebiscito. Além que é inconstitucional uma Constituinte exclusiva para o tema". Traiano disse que a presidente Dilma foi mal assessorada na questão, acusando cifradamente a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT).

Fala ‘arrogante’
Traiano disse que não achou "arrogante" o governador Beto Richa (PSDB)ter dito em Brasília que não via motivo para ter viajado ao encontro da presidente Dilma Rousseff. "Beto não teve oportunidade para externar seu sentimento", disse o deputado estadual do PSDB. Traiano contou à imprensa que apenas um governador do Sul falou à presidente e aos demais Estados (o de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do DEM). Também disse que, na sua opinião, os pactos são "um engodo" para a população.

Requalificação social
Os deputados estaduais corrigiram um equívoco de redação, ontem, na lei que autoriza a tomada de um empréstimo de 60 bilhões de dólares do Paraná junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No texto finalizado, é dito que os recursos iriam para um Programa Integrado de Inclusão e Requalificação Social. Ontem, os políticos corrigiram a redação, revelando que os dólares irão, sim, para um Programa Integrado de Inclusão Social e Requalificação Urbana ("Família Paranaense").

Não vai recorrer
O prefeito de Tapejara (Noroeste), Noé Caldeira Brant (PPS), condenado no último mês pelo juízo de Cruzeiro do Oeste por promoção pessoal, não vai recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná da decisão, segundo seu advogado, Rogério Malacrida. Ele foi condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 6,3 mil, com correção monetária, por ter repassado R$ 700 de verba pública de janeiro a setembro de 2000 ao jornal Folha de Tapejara para que saíssem matérias sobre sua administração. As notícias, no entanto, foram consideradas promoção pessoal por terem sido publicadas em ano eleitoral, quando o atual prefeito era candidato à reeleição. "Na sentença não existe nenhum prejuízo ao mandato dele, então resolvemos pagar a multa, que é pequena, e encerrar o caso", ressaltou o advogado.

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