Recado duro
"Não tenham dúvida que nós, do Poder Legislativo, estamos recebendo um recado duro das ruas e como somos representantes do povo, precisamos ouvir, refletir e seguir o caminho das mudanças dentro da lei", comentou ontem o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB). "É um aviso para os políticos. É uma panela de pressão, um acúmulo de reivindicações da população que não aceita mais o sistema político", ponderou o parlamentar.

Pela internet
Já o prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) usou o Facebook para parabenizar os manifestantes de Londrina pelo ato na noite de segunda-feira. Kireeff escreveu no seu perfil que ficou impressionado pela "dimensão, pela ordem e pela mensagem dirigida a toda a classe política brasileira", onde ele "se inclui desde que foi eleito prefeito de Londrina". "Os protestos foram pelo fim de qualquer forma de corrupção e pelo abandono de projetos insensatos e desrespeitosos como o da PEC 37. Que os projetos políticos pessoais sejam abandonados em favor do trabalho de construção das políticas públicas capazes de oferecer à população os serviços a altura dos direitos da população brasileira."

Críticas
Apesar de ter tido mais de 3,3 mil "curtidas" na mensagem, o prefeito também recebeu algumas críticas nos comentários. Frases como "falar é fácil, vamos trabalhar" e cobranças por medidas na área da saúde foram registradas. "Eu tenho minhas convicções claras desde o tempo que eu me candidatei e a gente vai convivendo com a dicotomia, com o contraditório de maneira democrática. É assim que funciona a democracia", respondeu Kireeff em entrevista à imprensa.

Exigências cumpridas
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), disse ontem que todos os trâmites para a aposentadoria do conselheiro do Tribunal de Contas Hermas Brandão foram cumpridos, inclusive com a publicação do decreto de aposentadoria pelo governo do Estado. Rossoni disse que os ofícios que indicam a vacância do cargo serão lidos na sessão de hoje ou de segunda-feira. A partir disto, segundo Rossoni, o processo para a escolha do novo conselheiro poderá ser iniciado.

Bate-boca
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher realizou, ontem, audiência pública no Plenarinho da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, para discutir políticas de defesa da vida, debatendo concepções relacionadas com a chamada pílula do dia seguinte e outros procedimentos considerados por alguns setores como abortivos. O evento reuniu líderes religiosos, representantes do movimento feminista e trabalhadores da Saúde. Houve bate-boca entre os participantes, que discordavam sobre os limites legais do aborto.

‘Calote’ do ICMS
Com 47 votos favoráveis, os deputados aprovaram ontem, em segunda discussão, projeto do governo estadual para reduzir o "calote" no ramo dos combustíveis. Segundo Ademar Traiano (PSDB), o governo do Paraná já teria deixado de arrecadar R$ 1 bilhão em decorrência da sonegação de ICMS por parte de distribuidoras de combustível, fabricantes, importadoras, transportadoras, revendedores e postos de combustível. A norma permite que o governo casse a licença de operação em duas situações. Quando auditores fiscais localizarem irregularidades nas empresas, ou quando o total das dívidas com o Estado ultrapassar o patrimônio (capital social) dos empreendimentos.

Falências
A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) divulgou nota ontem em que defende o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Clayton Camargo, acusado de pertencer a uma suposta rede de direcionamento das administrações de falências judiciais no Estado. Ele e o advogado Marcelo Simão são citados em inquéritos policiais, cujo teor foi divulgado no final de semana pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ontem, o corregedor-geral da Justiça, Lauro Augusto Fabrício de Melo, expediu ofício aos juízes do Paraná comunicando que Simão "estaria impedido" de administrar falências. O advogado foi afastado da administração da falência de uma madeireira de Guarapuava. À imprensa, Simão disse que as denúncias são decorrentes de "disputa interna" no TJ.

‘Lucros exorbitantes’
O vereador Roberto Fú (PDT) protocolou na semana passada projeto de lei na Câmara de Londrina estabelecendo que a tarifa de esgoto deverá ser equivalente a 40% do valor cobrado pela tarifa da água. Hoje o percentual cobrado pela Sanepar é de 80%. O projeto de Fú acrescenta um inciso ao artigo 4º da lei municipal 10.132/2006, que trata da regulação econômica e técnica do serviço público de saneamento. Como justificativa, o autor afirma "que a atual concessionária (Sanepar) tem tido lucros exorbitantes em nossa cidade sem, no entanto, dar a contrapartida em obras no mesmo patamar ao cidadão londrinense". O parlamentar afirma ainda que "é extremamente necessário incluir cláusulas que venham a garantir o direito do cidadão londrinense de ter em sua residência a prestação de serviços essenciais à sua vida de uma forma mais barata".

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