OAB e o caso Colli
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Londrina, Artur Piancastelli, informou que a entidade não vai se pronunciar neste momento sobre a prisão do ex-presidente do Partido Verde (PV) Marcos Colli, acusado de estupro de vulnerável. Colli, que exercia a função de advogado, é investigado pelo Ministério Público de ter se relacionado sexualmente com pelo menos seis crianças.

Sem prejulgamento
Piancastelli explicou que a diretoria da OAB definiu por esperar a coleta e perícia de provas, além do interrogatório do réu, para pedir cópias dos inquéritos e se pronunciar oficialmente. ''Todas as partes envolvidas na investigação estão cumprindo seu papel e o processo legal está sendo respeitado. Não temos como fazer um prejulgamento nem a favor e nem contra. E além disso o inquérito corre em segredo de Justiça'', frisou. ''Não tem como agirmos sobre a vida privada dos advogados, diferente se o erro tivesse acontecido no exercício da profissão.''

TRF no Paraná
O vice-presidente da Câmara Federal, André Vargas (PT), deu uma passadinha ontem na Assembleia Legislativa do Paraná. Para a imprensa, confessou que deseja promulgar a criação dos novos Tribunais Regionais Federais (inclusive o da 6 Região, com sede no Paraná) até 15 de junho. Ele teve uma oportunidade na última sexta-feira, quando assumiu a presidência do Congresso por um dia, mas resolveu esperar. ''Isso vai acontecer de novo. As coisas ficam mais viáveis no entendimento que no confronto'', declarou, referindo-se a sua relação com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Declaração infeliz
Sobre a expansão da Justiça Federal no País, com a criação de novos tribunais, André Vargas (PT) disse que não descarta possíveis questionamentos a respeito da constitucionalidade da matéria. ''É bem provável que aconteça, ainda mais depois das declarações infelizes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)'', cutucou o político. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, é quem mais se opõe à criação dos novos TRFs.

Chapa ideal
Provocado a palpitar sobre 2014, André Vargas disse que ainda imagina uma chapa que reúna o PT (Gleisi Hoffmann candidata ao Palácio Iguaçu), o PDT (Osmar Dias na disputa pelo Senado) e o PSD (Eduardo Sciarra na vice). Na ausência de Osmar, disse que enfrentaria Alvaro Dias pela cadeira no Senado. ''O quadro político no Paraná não está para aventureiros'', respondeu. Ele acha que o Palácio Iguaçu será disputado entre Beto Richa (PSDB), Gleisi e Requião (PMDB), sem espaço para outras siglas.

Reitoria da Unespar
Cerca de 100 estudantes de faculdades estaduais com sede em Curitiba estiveram, ontem, na Assembleia Legislativa. Eles protestavam contra a decisão do governo do Paraná de mudar para Paranavaí a sede da Unespar (Universidade Estadual do Paraná), reivindicando que a reitoria ficasse na capital. No plenário, Péricles de Mello (PT) foi o porta-voz dos manifestantes, sendo interpelado por Valdir Rossoni (PSDB), que deixou a cadeira da presidência para queixar-se da ''politização'' da questão. A sessão plenária foi interrompida várias vezes.

Pepe não compareceu
A liderança do governo na Assembleia Legislativa não se esforçou, ontem, para explicar o porquê do secretário estadual de Infraestrutura, Pepe Richa, não ter comparecido na manhã de segunda-feira na Casa. Ele e diretores do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) e da Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná) haviam sido convidados por Ademar Traiano (PSDB) para falar das novas parcerias público-privadas que Beto Richa (PSDB) planeja para as rodovias estaduais. ''Tinha compromisso. Vamos marca outra hora'', avisou Traiano.

Ausência justificada
Os deputados estaduais votaram, ontem, em primeira discussão, o projeto de resolução que detalha os procedimentos para justificativa de ausência em plenário. Desde abril de 2011, o político que faltar tem uma fração do salário (1/30) descontada do contracheque, cerca de R$ 668 por ausência injustificada. A proposição limita os motivos que podem ser alegados, mas abre brecha para uma falta sem motivo por mês, conforme FOLHA noticiou ontem. Já vinha sendo assim por conta de um acordo de líderes, agora a brecha vai para o papel. O assunto volta hoje ao plenário.

Começa a valer
A partir de hoje, para conseguir uma certidão liberatória junto ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná, todos os municípios deverão comprovar que são transparentes e que disponibilizam aos cidadãos todas as informações referentes aos gastos públicos. Venceu ontem o prazo estabelecido pela Lei da Transparência, para que as cidades com menos de 50 mil habitantes adequassem os sites oficiais com ''informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público''. Até então, apenas União, Estados, Distrito Federal e cidades médias e maiores estavam enquadradas na lei.

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