INFORME FOLHA
Cerveja e brinquedos 1
Os vereadores de Londrina Gustavo Richa (PHS) e Padre Roque (PR) querem regulamentar a venda de cerveja na Feira da Lua. Os dois parlamentares são autores de um projeto que está na pauta de terça-feira na forma de parecer prévio - para ser enviado para análise da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Promotoria do Meio Ambiente - dando nova redação ao Código de Posturas do Município. Atualmente só é permitida pelos feirantes a venda de hortifrutigranjeiros processados ou ''in natura'', lanches, doces, salgados, refrigerantes, sucos, comidas típicas, gêneros alimentícios e produtos naturais. O projeto dos vereadores quer incluir na lei a permissão para venda de cerveja, além de brinquedos em geral, na feira.
Cerveja e brinquedos 2
Atualmente um artigo da lei proíbe a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica pelos feirantes, mas eles querem modificar o artigo acrescentando ''que a proibição da venda de bebida alcoólica não se aplicará ao feirante em relação exclusivamente à comercialização de cerveja''. A venda poderá ser feita até no máximo 22 horas. Na justificava do projeto, os vereadores ressaltam que estão atendendo a uma solicitação dos próprios feirantes.
Gastos com Saúde
O governo do Paraná terá que atingir os 12% de gastos obrigatórios com Saúde, em 2014, sem contabilizar as despesas com saúde bucal e assistência a usuários de drogas. A FOLHA apurou que, diferente da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013, a LDO de 2014 não tinha mais esses itens. A Secretaria do Planejamento confirmou. ''(Os itens) foram consignados os serviços públicos de saúde em obediência estrita ao que determina a Lei Complementar 41/2012''. A pasta de Cassio Taniguchi (DEM), contudo, promete que essas políticas públicas serão executadas na Saúde, ''mas não comporão o percentual mínimo''.
Prédios fechados
De passagem por Paranaguá, o senador Roberto Requião (PMDB) publicou suas impressões sobre a visita na internet. Reclamou da ausência do advogado Mário Lobo em sua comitiva (falecido em 2007) e do ''abandono'' da biblioteca que leva o nome do ex-colega de governo. O prédio tem 850 metros quadrados e, segundo Requião, estaria ''sem nenhum livro''. Reclamou também do aquário construído na cidade, que deveria ter virado uma atração turística.
Deixou pela metade
Oficialmente ninguém comentou as provocações dentro do governo do Paraná. Contudo, a FOLHA ouviu queixas sobre ''modus operandi'' de Requião em algumas obras públicas da sua gestão. Deram como exemplo o aquário de Paranaguá, que foi erguido na gestão passada. Terminada a obra, ninguém sabia quem administraria o local, poria os peixes lá dentro e manteria o atendimento à população. ''Deixou tudo pela metade'', reclama o Palácio Iguaçu.
Verri x Traiano
Desde que assumiu a liderança do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o deputado Ademar Traiano (PSDB) divulga artigos de sua autoria. Neles, ele comenta ações da gestão Beto Richa (PSDB) e desce o malho no governo federal, sempre mirando no PT, que lhe faz oposição na AL. Ontem, o presidente estadual do PT, Ênio Verri, seguiu o exemplo e mandou texto para a imprensa. O petista diz que Traiano mente ao negar investimentos federais no Paraná.
Primeiro round
''Uma das críticas prediletas de Traiano é que o governo Dilma, ao desonerar impostos para incentivar o desenvolvimento do País, tira do Paraná uma grande capacidade de arrecadação. É um discurso essencialmente fundamentado em interesses políticos e eleitorais e não encontra ressonância em análises técnicas do desempenho financeiro do Paraná'', ataca Verri, recuperando a tese que, do Sul, o nosso Estado é privilegiado. O Paraná teria recebido R$ 3,8 bi da União, enquanto Rio Grande do Sul levou R$ 3,4 bi e Santa Catarina só R$ 1,9 bi.
Segundo round
O artigo de Verri é uma resposta a outro de Traiano, intitulado Ataque ao Paraná. ''Não é novidade que o Paraná vem sendo violentamente discriminado pelo governo federal na distribuição de verbas e repasses. Mas nem todos sabem que, por trás dessa discriminação, existe um fato vergonhoso. Os ministros petistas paranaenses, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, jogam descaradamente contra o Paraná em Brasília. A sede de poder do PT é tão grande que eles não se envergonham de prejudicar o Estado para alavancar seu projeto político'', diz o homem de Beto Richa (PSDB) na Assembleia.
Equipe da Folha com Agências
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