INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Fogo amigo-eleitoral
''Alguns secretários e diretores pré-candidatos estão fazendo bagunça antes do tempo'', disse ontem, na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Scanavaca (PDT). Ele comentava a dificuldade do governo para aprovar o parcelamento da data-base dos servidores estaduais, retirada da pauta de terça-feira após 24 parlamentares assinarem emenda que contrariava os interesses da gestão Beto Richa (PSDB).
Pressão do interior
Com a frase, Scanavaca sugere que um dos componentes da ''rebelião'' vista em plenário foi certo ressentimento com a articulação política dos tucanos. Outros políticos confirmaram que se sentem desprestigiados. Consultado sobre a questão, Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia, insistiu que todos são atendidos igualmente. ''O que tem para um, tem para todos. Acontece também de alguém ter mais história, ter mais tradição, mas isso é normal'', disse o tucano.
Silvestri e Deonilson
Quando a sessão plenária de terça-feira foi suspensa, durante a votação da data-base, os membros da base governista foram chamados para uma reunião nos fundos do plenário. Lá estavam os secretários de Estado Deonilson Roldo (chefe de gabinete do governador) e Cezar Silvestri (Governo). ''Fui eu que chamei eles para conversarem com os deputados. É o trabalho deles'', comentou Traiano. ''Um pouco de insatisfação sempre vai existir'', avaliou o tucano.
Confusão no PSD
A bancada estadual do PSD emitiu nota à imprensa ontem defendendo um aumento de 13% em parcela única aos servidores públicos estaduais. Ney Leprevost teria participado da reunião de líderes, mas se confundiu na hora de redigir o texto. O correto seria o pagamento de 6,49% (antes dividido em duas parcelas), e não duas parcelas desse valor (que somadas dariam 13%). Após a tensão do dia anterior, o ''ato falho'' enervou os governistas.
PEN perde políticos
Os dois políticos paranaenses que haviam aderido ao Partido Ecológico Nacional (PEN) deixaram a legenda. O deputado federal Fernando Francischini volta ao PSDB, com a promessa de dirigir o diretório da sigla na capital. Cleiton Kielse também retorna ao PMDB, mas com menos festa. Dirigentes consideram seu retorno aritmeticamente, pois eleva para 12 o número de políticos da sigla no plenário da Assembleia.
Culpa do relógio
Dava para saber que o clima ia esquentar, ontem, na Assembleia Legislativa, quando Valdir Rossoni (PSDB) abriu o microfone. A sessão começa às 14h30, mas regimentalmente ele aguarda quinze minutos antes. Se não tiverem 18 deputados estaduais no plenário, a sessão cai. Depois de um sermão nos deputados e um desentendimento leve com Rasca Rodrigues (PV), avisaram que o relógio usado por Rossoni estava adiantado cinco minutos. Durante a tarde, ele foi retirado da parede. ''Vamos comprar outro'', sentenciou o tucano.
Absolvido 1
O vereador londrinense Jamil Janene (PP), que foi condenado a nove anos e dez meses de prisão em regime fechado por concussão, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no caso da ''Lista Caldarelli'', fez questão de lembrar que em julho de 2011 foi absolvido em processo por improbidade administrativa envolvendo a mesma denúncia: exigência de propina do empresário Marcelo Caldarelli para aprovar a doação de área no Jardim Bela Suíça, que já seria da família do empresário.
Absolvido 2
O juiz da 1ª Vara Cível, Bruno Régio Pegoraro, entendeu que havia provas apenas contra os ex-vereadores Renato Araújo, o réu confesso Orlando Bonilha e Osvaldo Bergamin (já falecido). ''Eu fui absolvido na improbidade e vou provar minha inocência também na esfera criminal'', afirmou. Ele fez a declaração em decorrência de reportagem publicada pela FOLHA anteontem sobre decisão da 2 Vara da Fazenda Pública que anulou a lei de doação da área para Caldarelli.
Eleição marcada
O calendário das eleições de 2014 - quando serão definidos o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais - foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira. O primeiro turno de votação será feito no dia 5 de outubro do ano que vem, e em caso de segundo turno a votação ocorrerá dia 26 do mesmo mês. O calendário já traz as principais datas do processo eleitoral que deverão ser obedecidas pela Justiça Eleitoral, candidatos, partidos políticos e eleitores.
Um ano antes...
Até dia 5 de outubro deste ano, todos os partidos que quiserem participar das eleições devem estar com seus estatutos registrados no TSE. No mesmo prazo, os futuros candidatos deverão ter o domicílio eleitoral registrado na jurisdição onde pretendem concorrer ao pleito. Um ano antes do pleito, o futuro candidato também tem que estar devidamente filiado ao partido político que escolheu para disputar a vaga.


