Osmar Dias e o PDT
Em entrevista ao site Vanguarda Política, Osmar Dias (PDT) declarou que a presidente da República (Dilma Rousseff) e Gleisi Hoffmann (senadora e chefe da Casa Civil da República) demonstram simpatia pela sua candidatura ao Senado. Ele era senador antes de 2010, mas não concorreu à reeleição para disputar o Palácio Iguaçu contra Beto Richa (PSDB). Na época, Osmar teve apoio do PT e do PMDB.

Questão entre irmãos
Sobre o suposto acordo entre ele, Osmar Dias, e seu irmão, o senador tucano Alvaro Dias, o pedetista diz que não há um pacto de competirem um contra o outro, apenas ''bom senso''. Vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar diz que em 2010 esperou Alvaro decidir para que lado ia. Agora seria a vez dele escolher antes, deu a entender o ex-senador. Alvaro conquistou recentemente o ''apoio'' do PSDB estadual para disputar a reeleição, após desentendimentos com a cúpula do partido.

Candidato próprio
Ouvidos pela FOLHA, deputados estaduais do PDT manifestaram apoio a Osmar Dias numa eventual candidatura ao Senado. Ao mesmo tempo, disseram que não desejam repetir a coligação de 2010, ''enquadrados'' numa coligação proporcional e majoritária com o PT e com o PMDB. Fernando Scanavacca, André Bueno e Nelson Luersen vão marcar uma reunião com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, para debater o futuro da sigla. ''Pode ser candidato próprio'', concordaram.

'Em último caso'
Nos bastidores do PDT, não se recusa a hipótese de uma debandada geral caso a sigla determine ''verticalmente'' uma coligação com o PT em 2014. Em três prefeituras da sigla (Cascavel, Umuarama e Pato Branco), os vices são do PSDB. Na Asssembleia, o partido é da base de Beto Richa (PSDB), virtual candidato à reeleição contra a petista Gleisi Hoffmann. Os pedetistas-tucanos poderiam desembarcar na Mobilização Democrática, mas só ''em último caso'', dizem.

Mistério em Apucarana
Um desconhecido circulou sem autorização pelos corredores do prédio da Prefeitura de Apucarana (Norte) no domingo, chegando até o gabinete do prefeito Beto Preto (PT) e da procuradoria do município. A invasão foi descoberta pelo vigia que fazia a ronda pela manhã. O visitante inesperado acessou o prédio por uma porta privativa do prefeito, que estava trancada. ''Pensava que apenas eu tinha a chave'', afirmou Beto, lembrando que não houve arrombamento. Em princípio, nenhum documento ou objeto foi levado. Para o prefeito, ''possivelmente é retaliação política, pelas sindicâncias que estamos fazendo, levantando equívocos praticados em anos anteriores''.

Conhecia o prédio
Beto Preto afirmou que o fato foi levado à Polícia Civil, com boletim de ocorrência registrado na 17 SDP. Ele acredita que o invasor tem conhecimento das instalações e sabe que naquele local não tem câmeras de segurança e pouco acesso do único vigia do prédio. ''Há 60 dias foi disparado um tiro contra a janela da procuradoria, depois constatamos que houve sumiço de um processo interno (relativo à empresa Lapaza) e agora esse fato.'' Ele disse que tudo foi registrado na polícia da cidade. A reportagem não conseguiu falar com o delegado.

Arapongas 1
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná negou recurso e manteve a inelegibilidade por oito anos do ex-vereador e candidato a prefeito de Arapongas (Norte) Sergio Onofre (PSD), por abuso do poder político durante a campanha. Onofre, Edgar Vidoti (PSC), candidato a vice, Leandro José da Costa (PSC), candidato a vereador, e a esposa dele, Carla Tatiane Costa, diretora na rede de educação, teriam agendado reunião de campanha utilizando a estrutura de escola municipal. Segundo o acórdão publicado ontem, Carla teria convidado pais de alunos sem deixar claro que seria reunião de apoio ao candidato.

Arapongas 2
Sergio Onofre afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do TRE. ''A reunião foi organizada pelo vereador e contou com a ajuda da esposa dele (Carla), mas ela não se utilizou da escola para isso'', afirmou o ex-vereador. Ele confirmou que esteve na reunião. ''A gente passa no comitê pela manhã, tem lá 20 reuniões agendadas e a gente vai participar, foi o que eu fiz. Eu não banquei o encontro.'' A inelegibilidade passa a valer apenas quando não houver mais possibilidade de recurso. Todos foram multados.

Obra abandonada
Nélio José Binder, prefeito de São Miguel do Iguaçu (Oeste) entre 4 de abril e 31 de dezembro de 2008, deverá devolver R$ 70.117,20, corrigidos, aos cofres do município. A decisão é do Pleno do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Cabe recurso. Segundo denúncia encaminhada ao TC por cidadão de São Miguel do Iguaçu, o então prefeito pagou esse valor à empresa Turri Construções Civis, como indenização. A administração municipal decidiu abandonar a construção do Teatro Municipal menos de uma semana depois do início da obra. Com área de 2.920 metros quadrados, o teatro tinha custo estimado em R$ 3,9 milhões.

Defesa
Em sua defesa no processo, o ex-prefeito alegou ter cancelado a obra ao concluir que o município necessitava de investimentos mais urgentes nas áreas de educação e saúde. Segundo Binder, o dinheiro que iria para o teatro foi destinado ao custeio do Pronto-Atendimento 24 horas, que se tornou ainda mais necessário após o fechamento de um hospital privado no município, no início de 2009. Mas, na interpretação do conselheiro Ivan Bonilha, a contratação e posterior rescisão do contrato, com indenização à empresa, gerou prejuízo ao contribuinte de São Miguel do Iguaçu, que deverá ser reparado.

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