Falar mal do telefone
Amanhã, os londrinenses poderão reclamar direto para a CPI da Telefonia Móvel. Os deputados estaduais e seus assessores estarão no Calçadão, a partir das 9 horas, recebendo queixas contra a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras. ‘‘Queremos que a população compareça e dê sua contribuição. Quanto mais reclamações e denúncias, mais informações e poder de investigação nossa CPI terᒒ, diz Gilberto Martin (PMDB), membro da comissão.

Uniformes da Guarda
Pode vir a custar R$ 36,5 mil a contratação de uma ‘‘empresa especializada na confecção de uniformes para o Gabinete Militar da Assembleia Legislativa do Paranᒒ. O edital foi publicado semana passada no Diário Oficial. O valor deve custear 46 trajes masculinos e seis femininos, 92 camisas, 26 blazers, calças jeans, gravatas e sapatos femininos, por exemplo. Para os outros funcionários, há mais uma licitação de uniformes em curso (R$ 23,4 mil).

Tirem o prato
‘‘Avisem o cerimonial que podem tirar o meu prato da mesa’’, advertiu o deputado federal João Arruda (PMDB). Ele vai furar um almoço da bancada paranaense em Brasília, no próximo dia 27 de maio, com o governador Beto Richa (PSDB). ‘‘Dois anos e seis meses de inércia, sem projetos, e o governo quer sentar com a bancada pra discutir projetos? Prorrogação de contrato de pedágio e terceirização de serviços públicos. Tirem meu prato’’, publicou no Twitter o político.

Palanque da Gleisi
A ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) transformou em palanque político um evento organizado sexta-feira pelo Palácio do Planalto no Paraná, onde ela pretende concorrer ao governo pelo PT em 2014. Gleisi fez o último discurso na abertura do encontro, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que contou com cerca de 3 mil pessoas, sendo 322 dos 399 prefeitos paranaenses - os demais enviaram representantes. O apoio dos prefeitos a Gleisi é peça fundamental no xadrez político para impedir uma possível reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

Aplaudida de pé
A ministra falou por 25 minutos. Enumerou investimentos federais, anunciou novos recursos e foi aplaudida de pé. ‘‘Como paranaenses, nos beneficiamos da presença expressiva de programas federais. São projetos realizados nas áreas de energia, habitação, transportes, cidades, saúde, educação’’, disse. O Paraná foi o nono Estado a receber o encontro com prefeitos promovido pelo governo federal. Gleisi só esteve no evento de sexta-feira, em seu reduto político.

Nega
Antes da abertura, Gleisi negou que sua presença tivesse caráter eleitoral: ‘‘Ficaria muito estranho se eu não participasse. Sou ministra de Estado, mas, sobretudo, senadora eleita pelo Paranᒒ. Oficialmente, o encontro foi liderado pela ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais. Sexta-feira, Ideli discursou, mas deixou com Gleisi a prerrogativa de encerrar a cerimônia.

Informação difícil
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) realizou uma pesquisa nacional com 87 jornalistas de 14 Estados diferentes. O resultado mostra que o poder Executivo, nas três esferas (municipal, estadual e federal), é o que recebe o maior número de requerimentos da imprensa. E também é aquele em que há o maior número de problemas. Nas três esferas territoriais, 2 em cada 3 repórteres ouvidos pela Abraji relataram problemas ao pedir informações públicas a governos.

Repasse aos municípios
O governo do Paraná repassou R$ 2,1 bilhões aos municípios, de janeiro a abril deste ano. O dinheiro é proveniente da arrecadação de impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Considerando 2012, é um aumento de 10,31%. O secretário da Fazenda, Hauly (PSDB), diz que é por causa da atuação do Fisco. Também reclama dos repasses federais, que cresceram apenas 0,94% no mesmo período.

Ainda perseguidos
O senador Roberto Requião (PMDB) disse que a assinatura da Lei Áurea não deve ser comemorada, porque os negros ainda são perseguidos. ‘‘Há 125 anos não cessamos de perseguir, humilhar, torturar e assassinar os negros em uma contínua, implacável e impiedosa campanha. Escaparam da senzala, mas não do ódio racial’’, disse o político, na tribuna. Ele também criticou a destruição de arquivos da escravatura pela ‘‘elite branca’’. ‘‘A queima dos arquivos impede-nos de saber quantos negros foram sequestrados na África, quantos morreram no transporte, quantos morreram nos primeiros tempos do cativeiro’’, reclamou.

Equipe da Folha com Agências
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