INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Braço direito
O secretário de Governo de Londrina, Paulo Arcoverde Nascimento, disse que a contratação de mais um ex-candidato do partido do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para cargo comissionado da administração não tem motivação política. Jeferson Bavia, o Jerê, que disputou uma vaga na Câmara de Vereadores em outubro passado, vai trabalhar ao lado do prefeito. O critério de escolha foi a confiança. Ele será um assessor direto do prefeito, vai trabalhar ao lado do prefeito, participando de reuniões, atendendo celular. Jerê é professor de ensino médio.
Pavinato fica no cargo
O prefeito de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), João Pavinato (PSDB), está mantido no cargo, segundo decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná em julgamento realizado ontem. O tribunal negou o recurso apresentado pela coligação adversária, que argumentava abuso e uso indevido de um jornal local, com a veiculação de matérias às vésperas das eleições, favorecendo o então candidato tucano. O jornal pertence a Luiz Lazari, que foi secretário de Governo de Pavinato. A Justiça Eleitoral de Cambé já havia negado o pedido de cassação.
Caso vai ao TSE
O advogado Orlando Moisés Pessuti, que representa a Coligação Cambé Unida e Decidida, encabeçada pelo PT, afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do TRE. Ele afirmou que foram apresentadas duas ações contra Pavinato sobre o suposto uso eleitoral do jornal. Apresentamos recursos por matérias veiculadas em julho e agosto (de 2012) e depois por matérias às vésperas das eleições. No primeiro o TRE entendeu que houve abuso, porém, não teria alterado o pleito, por isso não houve a cassação. No julgamento de ontem, o tribunal entendeu que não houve abuso. Entendo que houve abuso, principalmente por ter sido perto da eleição, afirmou o advogado.
Não é só o Estado...
Não é só o governo do Paraná que anda com excesso de pessoal, a despeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Tribunal de Contas (TC) do Estado divulgou nos últimos dias que encontrou problemas na folha de pagamento de três prefeituras: Tamboara (Noroeste), Bocaiúva do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) e Santa Inês (Norte).
Fim da animosidade
Ao visitar a Assembleia Legislativa (AL), ontem, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirmou que a entidade deseja retomar o contato com a classe política. Reconhecemos que estivemos um pouco distantes dessa Casa. Por algumas questões político-partidárias, de determinado presidente, ou vice-presidente, a gente acabou criando uma animosidade com os Poderes, considerou. Oito sindicatos nacionais e 100 estaduais integram a Fiep.
Questões estruturantes
A gente quer urgentemente aproximar (o setor industrial da Assembleia Legislativa). Nós precisamos que as questões estruturantes do Paraná sejam amplamente discutidas. A gente não está pensando somente numa proteção do setor industrial, na competitividade, justificou Campagnolo, presidente da Fiep. Antes dele, Rocha Loures (PMDB) e Ricardo Barros (PP) competiram ativamente pelo controle da entidade. A disputa ganhou as páginas da cobertura política nos governos Requião (PMDB) e Beto Richa (PSDB).
Fiscalização dos pedágios
Ao entragar exemplares da Agenda Legislativa da Indústria do Paraná 2013 aos deputados estaduais, Campagnolo cobrou mais transparência nas informações sobre as concessões de rodovias no Estado. Disse que se a fiscalização não acontece por falta de recursos financeiros e humanos, a Fiep e os sindicatos patronais poderiam subsidiar a implantação do sistema e transferir tecnologia das empresas. Nós temos essas condições. Existem sistemas nas empresas que podem ser facilmente adaptados ao controle do pedágio, exemplificou.
Renovação da concessão
Ao comentar declaração recente do líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), o presidente da Fiep criticou o valor cobrado pelas atuais praças de pedágio. Não somos contrários ao pedágio, absolutamente. Até por que percebemos que a iniciativa privada é quem tem mais capacidade de investimento. (O modelo atual) não está a contento para o setor produtivo do Paraná. Falar em renovação de concessão hoje soa até como uma irresponsabilidade, criticou Campagnolo. Anteontem, Traiano admitiu à imprensa que as PPPs planejadas pelo governo estadual em três rodovias podem sim abrigar novas praças de pedágio.
Na pauta
A convite de Traiano, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Pepe Richa, estará na Assembleia Legislativa no próximo dia 27, às 10 horas. Ele promete apresentar os números dos investimentos em transporte e a fiscalização do pedágio no Paraná. Também participarão da atividade o diretor geral do DER, Nelson Leal Junior, e o diretor presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), Antonio José Ribas. Ontem a Comissão de Finanças aprovou crédito extra de R$ 5 milhões para a Agepar.


