Nega fraude
André Guimarães, assessor do deputado federal André Vargas (PT), rechaçou as informações veiculadas pela última edição da revista Veja e negou participação em suposta tentativa de fraude envolvendo o Carnaval de Londrina. ''É uma tentativa de denegrir a minha imagem e a do PT. Não tive qualquer participação no Carnaval de Londrina'', afirmou Guimarães, que já foi diretor da Secretaria Municipal de Cultura na gestão de Nedson Micheleti (PT).

Indicações
Segundo a reportagem, Guimarães teria articulado um patrocínio de R$ 180 milhões junto à Caixa e à Petrobras, através do instituto Nijmeh, de Brasília. Porém, ao perceber que as marcas dos patrocinadores não estavam no material usado no Carnaval, o Nijmeh teria recusado receber o dinheiro alegando que os cartazes, camisetas e bonés enviados para comprovar a divulgação foram fraudados. ''Não há fraude, tive informação hoje de que os cartazes já estavam produzidos desde janeiro, antes do carnaval. E ainda que tivesse problema, qual a minha participação nisso?'', contestou Guimarães, acrescentando que não enviou o material para o instituto. Afirmou que apenas atendeu a um pedido de Stanley Garcia, coordenador do evento londrinense, e indicou instituções que poderiam ser parceiras, inclusive o Nijmeh.

Instituto silencia
Embora tenha sido a responsável por revelar a suposta tentativa de fraude, conforme a revista, o instituto Nijmeh não quis falar com a FOLHA. Depois de diversas ligações ontem, a assessoria de imprensa retornou afirmando que enviaria um email para agendar entrevista com a presidente Hussaina Nijmeh, o que não aconteceu.

A caverna
Em sua defesa apresentada à CMTU ontem, a Cooprelon recorreu à filosofia para negar problemas na composição da sua diretoria, um dos focos apontados para a rescisão unilateral do contrato. Ao dizer que a administração nunca questionou a presença de Maurício Montezini (que não é coletor) na presidência, registrou que ''causa perplexidade que, após dois anos de contrato os agentes da CMTU tenham abandonado a caverna de Platão'' e só agora teriam despertado para o suposto erro.
- Platão, filósofo, ensinou que de dentro da caverna os homens enxergam apenas as sombras, mas, quando saem, se deparam com o mundo real.

Vice disputada
Durante a visita que fez, ontem, à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o vice-governador Flavio Arns (PSDB) preferiu não falar sobre 2014. Se disputará uma vaga de deputado federal, ou vai manobrar para permanecer na vice de Beto Richa (PSDB), não deu um pio. ''Durante vinte anos eu fui parlamentar e só estou há dois no governo. Acho que tenho dado a minha contribuição. Estou viajando o Estado e visitando de 15 a 20 escolas por semana'', disse.

Três interessados
Na lista de pretendentes a vice-governador estariam os deputados federais Eduardo Sciarra (PSD), Osmar Serraglio (PMDB) e o atual secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedu), Ratinho Júnior (PSC). ''Eu não me preocupo. Aprendi uma coisa na política: o futuro a Deus pertence'', desconversou Arns, que acumula a Secretaria de Estado da Educação com as funções de vice-governador.

Final da sessão
Enquanto o deputado estadual Douglas Fabrício (MD) presidia o final da sessão de ontem, conduzindo a votação dos requerimentos, os parlamentares foram esvaziando o plenário. Ao vencer o último, dos 42 deputados estaduais marcados como presentes no painel eletrônico, apenas três estavam no recinto. Fabrício agradeceu nominalmente a Luiz Carlos Martins (PSD), Mauro Moraes (PSDB) e Professor Lemos (PT).

Laudos ambientais
O último requerimento aprovado antes do início da debandada do plenário dizia respeito à sessão de hoje. Ademar Traiano, líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, pediu sessão extraordinária para a votação das novas usinas hidrelétricas. A bancada do PT votou contra. Fernando Scanavacca (PDT) lembrou Traiano que há um acordo de líderes condicionando a votação dessas matérias à apresentação dos laudos ambientais, até então ausentes do processo.

Terceirização no MON
O governo do Paraná divulgou ontem que deseja passar a administração do Museu Oscar Niemeyer (MON) para uma Organização Social (entidade privada sem fins lucrativos). A medida é uma recomendação do Tribunal de Contas (TC) do Estado, que não gosta da forma como o museu foi gerido nos últimos anos, por meio de parceria com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Os interessados podem se inscrever até 29 de maio.

Vai obstruir
O líder do PSD na Câmara Federal, o paranaense Eduardo Sciarra, disse que a sigla vai obstruir as votações até que o presidente do Congresso, senador Renan Chalheiros (PMDB-AL), promulgue a Emenda Constitucional que cria um Tribunal Regional Federal com sede no Paraná. A declaração, dada ontem em Curitiba, teve o aval do senador Sérgio Souza (PMDB).

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