Padre Beffa mantém vencimentos
O aumento dos salários do prefeito e do vice em Arapongas (Norte), aprovado pela Câmara de Vereadores na quinta-feira, foi vetado no Executivo. O prefeito Antonio José Beffa (PHS), o Padre Beffa, via assessoria de imprensa, disse que a remuneração atual dele (R$ 18,5 mil) é ''mais do que satisfatória, não precisava de reajuste''. Contudo, ele manteve os reajustes de 7,22% para secretários e servidores municipais. Dos mais de 3.100 servidores de Arapongas, 1.140 receberão o piso mínimo (R$ 850) proposto pela atual administração. Segundo Beffa, ''antes do aumento aprovado, os secretários recebiam líquido algo em torno de R$ 5.300''.

Tudo de novo em Inajá
Depois de ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral de Paranacity (Noroeste) no começo do ano, o prefeito de Inajá, Alcides Elias Fernandes (PP), deverá enfrentar todo o procedimento de novo. Na quinta-feira o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná anulou todo o processo e determinou o retorno do material para a comarca. De acordo com o advogado do prefeito, Cássio Prudente Vieira, ambas as partes recorreram contra a sentença de primeiro grau porque algumas provas não foram aceitas. ''Tanto defesa quanto acusação apresentaram recurso contra a decisão, além do parecer do Ministério Público, que pesou bastante para o TRE. Agora volta a tramitar do início.''
- Alcides Fernandes (PP) e o vice, Aldo Hashimoto (PMDB), foram acusados de compra de voto durante a campanha. A denúncia contra eles foi feita pelo candidato derrotado, Eduardo Cintra (PRB), que apresentou uma lista com dez supostas irregularidades cometidas com o objetivo de angariar votos dos eleitores, porém, foram apenas duas as situações que levaram a juíza eleitoral, Bianca Bacci Bizeto, a sentenciar os administradores em janeiro.

Tenam segue em Porecatu
Em sessão de julgamento nesta semana, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná negou recurso da oposição e confirmou a absolvição do prefeito de Porecatu (Norte), Walter Tenam (PSDB), e da vice, Sonia Jazon (PMDB), por suposta compra de votos com a oferta de combustíveis, bancada por dinheiro público, aos eleitores. A Justiça Eleitoral de Porecatu já havia negado a acusação, porém, o candidato Professor Fabinho (PV), derrotado por 24 votos nas últimas eleições, recorreu ao TRE. Segundo o advogado do prefeito, Maurício Carneiro, ''talvez essa pouca diferença de votos tenha motivado essas ações, mas não há absolutamente nada contra o Tenam''.

Hidrelétricas 1
Apesar da pressa do governo do Paraná, o aval dos deputados estaduais para a construção de quatro novas hidrelétricas já ficou para maio. O projeto de lei chegou na Assembleia Legislativa (AL) na segunda-feira e última, no dia seguinte, já estava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Elton Welter (PT) pediu vista e, numa sessão extraordinária na quarta-feira, recomendou que a matéria fosse encaminhada para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O petista reclamou que faltavam estudos técnicos e cópias das licenças ambientais citadas no processo.

Hidrelétricas 2
Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na AL, comprometeu-se a apresentar depois essa documentação, opondo-se ao pedido de Welter. Na votação, apenas Welter e Péricles de Mello (PT) discordaram de Alexandre Curi (PMDB), relator da matéria, que pediu a aprovação. ''Não descarto pedir sessões extraordinárias, mas ainda tem que passar pelas outras comissões. O feriado de 1º de maio (quarta-feira próxima) vai atrasar isso'', disse Traiano. No pacote de hidrelétricas está a Usina de Baixo Iguaçu, com capacidade planejada para atender 2,5 milhões de pessoas. Ela ficaria entre Capanema e Capitão Leonidas Marques (Oeste), custando R$ 1,6 bilhão. A obra, segundo o governo estadual, está cinco anos atrasada, pois deveria ter começado em 2008.

Boas-vindas
Após aparecer no programa do PSB exibido em rede nacional de TV criticando a gestão Dilma, o governador Eduardo Campos (PE) recebeu ontem do senador Aécio Neves (PSDB-MG) uma saudação de boas-vindas. ''Eu dou as boas-vindas ao companheiro Eduardo Campos ao campo oposicionista. É uma demonstração clara da fragilidade por que vem passando o governo. Setores que eram governo e vêm para a oposição são muito bem-vindos'', disse Aécio. O tucano é o provável candidato a presidente pelo PSDB. Campos pode também concorrer ao Planalto e tenta se desgarrar do governo, embora seu partido ainda ocupe cargos na gestão Dilma.

Oposição?
O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), rebateu Aécio e disse que o partido permanece na base da presidente Dilma. ''Fazer uma crítica não quer dizer que já se está na oposição.'' Aécio disse que não vê Campos como um concorrente, mesmo que eles se enfrentem em 2014. O senador afirmou o mesmo sobre a ex-ministra Marina Silva, que tenta viabilizar um novo partido, a Rede Sustentabilidade. Ao discursar a prefeitos e vereadores do DEM mineiro ontem, o tucano disse não saber qual será o seu papel em 2014, mas que está ''pronto'' para o que vier.

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